Danças na Cidade 99Entre 18 a 30 de Novembro
Para saber mais veja o destaque
no site do Ministério da Cultura
O festival DANÇAS NA CIDADE está de volta a Lisboa, maior e mais intenso do
que nunca, com 52 apresentações de espectáculos e eventos, em 9 teatros e espaços
diferentes. Não partimos de um tema unificador, nem de um estilo específico para definir
o festival, mas, à medida que a programação ia tomando forma, apareceram as linhas
orientadoras, as preocupações comuns, os desejos partilhados.
Por exemplo, ficámos encantados com o desejo de Carlota Lagido e João Galante
de experimentar uma nova relação com o (jovem) publico, num espectáculo entre a dança
e um concerto de rock. Uma proposta que partilham com Zita Swoon e Les Ballets C. de la B
e que ecoa na investigação de Boris Charmatz da relação entre o público e o palco.
Uma alternativa e aventurosa relação com o público proporcionam também os doze
Encontros Imediatos com criadores ligados às artes plásticas, teatro, dança, música,
novas tecnologias, etc., em lugares inesperados espalhados pela cidade.
A mesma vontade de apagar as fronteiras entre a dança e as outras artes está
patente no estranho espectáculo-instalação da italiana Claudia Triozzi, nas
performances visuais de Rafael Alvarez e nos espectáculos híbridos de Paulo Henrique e
Sílvia Real.
Os Perguntadores é um pequeno ciclo dedicado à arte de fazer perguntas.
Durante seis horas os personagens de Quizoola! da companhia Forced Entertainment
interrogam-se mutuamente numa maratona de perguntas. Momentos de reflexão que se espelham
nas preocupações sociais de Marcelo Gabriel, nas observações de Teresa Prima e de
Claudia Triozzi sobre a situação da mulher. Também perguntadores são Bruno Listopad,
Xavier Le Roy e Steve Paxton; cada um à sua maneira interroga o corpo e o nosso
entendimento dele, limitando-se ao mínimo para o fazer: o corpo, o espaço e o tempo.
Esta sexta edição do festival não podia deixar de mostrar as marcas do
projecto DANÇAR O QUE É NOSSO, que foi iniciado por DANÇAS NA CIDADE em 1997, com o
objectivo de reforçar e dinamizar o intercâmbio artístico entre artistas e
organizações culturais da Europa, África e América Latina. O festival encomendou novas
criações aos cabo-verdianos António Tavares e Mano Preto e convidou o brasileiro
Marcelo Gabriel para residir e trabalhar durante quase um mês em Portugal. Durante o
festival, DANÇAS NA CIDADE realiza o 2º Encontro DANÇAR O QUE É NOSSO, convidando
organizadores e produtores de Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique para assistirem ao
festival e se encontrarem com os seus colegas Europeus numa conferência internacional.
O coração do festival bate no Ponto de Encontro no Teatro A Comuna, onde
artistas e público terão a oportunidade de se encontrar depois dos espectáculos. De
Quinta a Sábado, o bar/teatro converte-se num palco para os eventos inesperados do
holandês Frans Poelstra e os seus convidados.