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Ray Lema

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Seixal
Sobre os participantes no
Festival Multimúsicas 2001
Lisboa, Cais do Gaz, 16 a 22 de Junho de 2001

A Edição de 2001 do Festival Multimúsicas, a decorrer de 16 a 22 de Junho em Lisboa, contará este ano com a participação dos grupos Mostar Sevdah Reunion (Bósnia), Esma Redzepova (Macedónia), Dixie Peppers (EUA), Klezmatics (EUA), Istanbul Oriental Ensemble (Turquia), Cheika Rimitti (Argélia), Rokia Traoré (Mali), Mahotella Queens (África do Sul), Orquesta Feminina Andalusi (Andaluzia), Terrakota (Portugal), The Gladiators (Jamaica), Ray Lema (Zaire) e Orishas (Cuba).

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Sábado, Dia 16 de Junho
Mostar Sevdah Reunion
Bósnia
Uma postura algo invulgar surgiu com estes "Mostar Sevdah Union" - que deram os seus primeiros passos durante a guerra na Bósnia e Herzegovina - onde a música apareceu como uma forma de reflectir muitos dos problemas e anseios que se viveram em batalhas sangretas. Desta forma surge uma música emocionada, intervindo à procura de um mundo melhor - e que busca nas raizes da bósnia o seu fôlego. Estas raizes foram beber muito aos povos turcos da Idade Média, mas sobrtetudo foi buscar as características muito próprias dos bósnios - que acreditam que a música é o veículo ideal das emoções e sentimentos. É a música de um povo recentemente marcado pela guerra e que nessa altura assistiu a muitos concertos à luz de velas, neste caso dados pelo Mustafa Santie (accordeão) and Illijaz Delic (voz). Voltar ao Topo

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Esma Redzepova
Macedónia
Esma Redzepova é mundialmente conhecida pela "Rainha dos Ciganos", sendo considerada tão exuberante quanto a sua própria música. Esma canta e dança com enorme sentimento, em que a sua voz vibrante acaba por fascinar todos os que a ouvem e vêm. Redzepova nasceu numa pequena cidade perto de Skopje, a capital da Macedónia - o mesmo sítio onde Emir Kusturica filmou "The Time of the Gypsys". As suas canções expressam o seu enorme gosto pela região da Macedónia e as suas raízes ciganas, soando às típicas melodias ouvidas nas montanhas dos Balkans - com grande protagonismo para instrumentos como o violino, clarinete e o acordeão. Na música de Esma Redzepova é possível encontrar influências da Índia, Pérsia e Espanha, criando uma atmosfera excitante e sensual. Voltar ao Topo

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Domingo, Dia 17 de Junho
Dixie Peppers
EUA
Lou Grassi é um dos mais consagrados bateristas da cena Free-Jazz, estando desde sempre ligado a muitos dos movimentos à volta de sonoridades avant-garde do mundo do Jazz. Desde 1980, formou o Lou Grassi Quintet - estilizando diversos argumentos à volta de muitas das suas experiências musicais e mais de 60 anos de tradição do Jazz. Mas a partir dos anos 70 até ao fim da década de 90, Lou Grassi acaba por deixar um pouco de lado o seu passado, passando-se para as sonoridades do ragtime, dixieland, swing e bebop. Foi então em 1984 que formou os Dixie Peppers, um sexteto orientado para os Swings - projecto que acabaria por benificiar do seu ecletismo e experiência.

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Domingo, Dia 17 de Junho
Klezmatics
EUA
O grupo nova-iorquino Klezmatics toca um tipo de música recheada de elementos ciganos, conhecida por klezmer, que tem as suas raízes na Europa Central e no Leste Europeu. Chegou aos Estados Unidos levada pelos imigrantes judeus (ashkenazim), após a 2ª Guerra. O klezmer era tocado em todos os países de idioma iídiche. Este grupo acabou, contudo, por desenvolver um estilo que se pode apelidar de Música Judaica do Século XXI, feita por músicos com a coragem de desafiar esteticamente as suas raizes - criando de certa forma o futuro da música Judaida, neste caso sediada no outro lado do Atlântico, combinando o seu espírito selvagem, espiritual, reflectivo e também muito dançãvel. Voltar ao Topo

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2ª Feira, Dia 18 de Junho
Istanbul Oriental Ensemble
Turquia
O Istanbul Oriental Ensemble, liderado pelo percussionista, vocalista e tocador de instrumentos de cordas Burhan Öçal, é composto por vários dos mais importantes músicos da música cigana, responsáveis por manter vivas as tradições ciganas dos Séculos XVIII e XIX, da região de Istambul e Thrace (a fronteira entre a Ásia e a Europa, ligando a Grécia, Bulgária e Turquia). A sua música celebra o resultado das misturas destes povos e as suas constantes migrações, marcadas por constantes mudanças políticas e ocupações de territórios. A música cigana, cheia de paixão e talento - feita por músicos virtuosos - funciona como forma de preservar as raízes mais remotas. Os principais instrumentos tocados pelos Istanbul Oriental Ensemble, são a darbouka, o kanun (zither), o Ud, o Clarinete e o kemenche (Violino). Voltar ao Topo

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2ª Feira, Dia 18 de Junho
Cheika Rimitti
Argélia
Cheika Rimitti, a legendária cantora Argelina, é mundialmente conhecida como a Rainha do raï. Rimitti, começou a cantar aos 16 anos em troca de comida, nas várias tabernas de Orán. Deste passado cresceu nela uma militância contra o estado das coisas, vindo posteriormente a utilizar a música como arma. Actualmente as suas canções manifestam uma crítica directa e radical à forma como a sociedade islâmica trata a mulher, denunciando e combatendo muitas situações em que se encontram as mulheres nos países islâmicos. Chegou a gravar com vários nomes da música internacional, como é o caso de Robert Fripp, David Byrne e Frank Zappa. Voltar ao Topo

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3ª Feira, Dia 19 de Junho
Rokia Traoré
Mali
Rokia Traore é uma jovem de Bamako, Mali, um país conhecido pelas tradições de contadores histórias acompanhados por instrumentos tradicionais, a kora (instrumento de cordas) e balafon (espécie de Xilofone). Com menos de trinta anos Rokia é já considerada uma diva, pela sua voz e postura, representando uma certa nova geração da música Africana. Este sucesso surgiu depressa, em parte pela penetração no mercado Norte-Americano do CD "Wanita", um disco que combina as tradições com um som conteporãneo e multicultural, ganho um pouco à custa da profissão do pai, um diplomata, que acabou por proporcionar a esta Jovem do Mali a possibilidade de contactar com países como a França, a Bélica ou a Arábia Saudita. O seu talento viria a ser reconhecido e fomentado, á luz como aconteceu com outros artistas do Mali, pelos internacionalmente aclamados Ali Farka Toure. Voltar ao Topo

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3ª Feira, Dia 19 de Junho
Mahotella Queens
África do Sul
The Mahotella Queens representa muito daquilo que se faz de melhor na música da África do Sul: uma forma de cantar apaixonada, servida com o embalo de ritmos "funky" e associada a uma irreprensível actuação ao vivo. Hilda Tlboubatla, Mildred Mangxola, and Nobesuthu Mbadu são consideradas lendas vivas da música da África do Sul, desde o "Mahlathini" (o Rugido do leão do Soweto), onde elas foram responsáveis pela criação do "Mbaquanga", o som inquebrável do Soweto - que muitas vezes serviu de bandeira nas lutas contra o regime de apartheid. Voltar ao Topo

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4ª Feira, Dia 20 de Junho
Orquestra Feminina Andalusi
Andaluzia
Sete mulheres vestidas de trajes e munidas das suas vozes, transportam-nos para o passado remoto de marrocos através das composições "nuba" da Andaluzia e das suas tradições. Apresentam-se como mulçumanas de cara descoberta, como quem quer entrar para este novo século trazendo consigo as suas raizes musicais, através de uma presença muito feminina e forte. Voltar ao Topo

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4ª Feira, Dia 20 de Junho
Terrakota
Portugal
Depois de alguns anos de estudo aprofundado da percurssão mandinga, fazem uma viagem de 3 meses à África ocidental (Senegal, Mali, Burkina Faso e Cota do Marfim) onde entram em contacto com uma variedade de novas harmonia e rítmicas com uma pureza e simplicidade desconcertante. O grupo é criado logo ali, e inicia as suas primeira experiências em solo africano, bebendo ensinamentos tanto de músicos de casta como de simples cidadãos africanos. Antes do regresso, adquirirem uma série de instrumentos tradicionais (construídos com matérias primas provenientes da natureza) e aprendem os rudimentos das técnicas usadas para tocá-los e construi-los. Já em Lisboa, integram mais de 3 elementos de proveniência musical diversa e continuam a cozinhar temas quente com harmonias e arranjos exóticos sem, no entanto, renegarem as raízes ocidentais. Voltar ao Topo

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5ª Feira, Dia 21 de Junho
The Gladiators
Jamaica
A formação dos "The Gladiators", composta por Albert Griffiths, Clinton Fearon and David Webber (durante os anos 70 substituído por Gallimore Sutherland), chegou aos Tops da Jamaica em 1969 com o tema "Oh Carol", com o apoio do produtor Coxsone Dodd. A partir daí esta formação correu mundo, realizando vários sucessos que os acabariam por assinar, nos anos 70, pela Virgin Records, assegurando uma distribuição mundial. Daí surgiram quatro álbuns que acabariam por fazê-los entrar na década de 80 com uma nova formação, tendo Clinton Fearon e Albert Griffiths iniciado carreiras a solo, não deixando Griffiths de ser a cara da noca formação dos "The Gladiators" que então surgira. Em 1991, a orientação techno do disco "Valley Of Decision" juntou a colaboração de Gallimore Sutherland e Cassel McPherson, ao lado de Leroy "Horsemouth" Wallace, Chris Meredith, Brian Silverman, Lloyd "Obeah" Denton e, claro, o próprio Albert Griffiths, um disco que vestiu de novas roupagens, velhas temas reggae, outrora levados à cena internacional por este veterano do Reggae. Voltar ao Topo

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6ª Feira, Dia 22 de Junho
Ray Lema
Zaire
O zairense Ray Lema foi exilado durante a ditadura Mobuto e mora em Paris há cerca de 20 anos. Actualmente é um músico venerado na Europa, sobretudo por criar uma sonoridade a partir da música tradicional do seu país, com linguagem extremamente autoral. Ray Lema é, reconhecidamente, um dos mais importantes nomes da música africana de todos os tempos, figurando como maestro, compositor, cantor e instrumentista. O Recente "Nangadeef" (trabalho comercialmente muito bem sucedido, editado pela Island Records) foi, como habitualmente, aventuroso e eclético. Neste disco as melodias e os ritmos provenientes do Zaire estão no centro das atenções e sáo combinados com outras influências, contando com a colaboração de músicos ligados ao Jazz britãnico e a participação do grupo vocal Mahotella Queens. Voltar ao Topo

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6ª Feira, Dia 22 de Junho
Orishas
Cuba
Orishas faz uma mistura explosiva entre os sons tradicionais de Cuba e outros sons conteporâneos - formando um caldo multicultural, que busca inspiração na Rumba, no Rap, do Son Cubano e do Guaguanco, iluminado pelo sol quente das caraíbas. Esta mistura acaba por surgir pela efeverscência que a música latina tem provocado em França, multiplicando-se os projectos de fusão entre uma certa vertente citadina e influências latinas mais remotas e importadas. Voltar ao Topo

 

 

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