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Guto Pires (Guné-Bissau)

Programa Lusofolias
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Dia 21 (Quinta-Feira)
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“Marylin, Meu Amor”, de Hélder Costa

Teatro "A Barraca" (Portugal)

22:00h - Cine-Teatro

Dia 22 (Sexta-Feira)
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Oficina de Danças Tradicionais

(Cabo Verde)
10:00h - Pavilhão Gimnodesportivo

Apresentação do livro
“Negritude Africana de Língua Portuguesa”

19:00h - Cine-Teatro Muinicipal

Grupo CORDAS DO SOL (Cabo Verde)
21:30h - Praça da República

Poesia de autores lusófonos
ANDRÉ CABAÇO (Moçambique)
23:30h - Esplanada da Nora

Dia 23 (Sábado)
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Oficina de Danças Tradicionais

(Guiné-Bissau)
10:00h - Pavilhão Gimnodesportivo

Apresentação do Concurso de Recriação Artística “Eugénio Tavares”
Projecto “Terra Sabe”
19:00h - Cine-Teatro

GUTO PIRES (Guiné-Bissau)
21:30h Praça da República

Ballet Popular KILANDUKILU (Angola)

Grupo Coral de Serpa (Portugal)
23:30h - Esplanada da Nora

Dia 24 (Domingo)
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Oficinas de Dança Tradicional

(Angola)
10:00h Pavilhão Gimnodesportivo

 

Programa Terraculta
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Dia 22 (Sexta-Feira)
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09:30h - 12:30h

Cultura e Desenvolvimento
Culturas locais / acção cultural
Ambiente e Cultura
Sociedade e Cultura
Estratégias de desenvolvimento cultural

14:30h - 18:30h
Realidades e Experiências Locais e Regionais
Comunicações de representantes das cidades presentes
Comunicações de membros de organismos regionais

Dia 23 (Sábado)
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09:30h - 12:30h
Parcerias locais, Estratégia Global
Partilha e intercâmbio de informação
Parcerias para a acção concreta
Organização em rede

14:30h - 18:30h
Uma Rede Para a Acção Prática
Princípios e objectivos genéricos
Programas
Estrutura

Exposições
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Colectivas de Artes Plásticas e Artesanato

(S. Tomé e Príncipe)
Colectiva de Fotografia (Moçambique)
Artes Plásticas (Cabo Verde)

Colectiva de Artes Plásticas (Angola)
Xilogravura Popular (Brasil)

Gastronomia Tradicional
Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, S.Tomé e Príncipe

Serpa
Encontro Terraculta e a festa das Lusofolias
Serpa, de 21 a 24 de Junho de 2001

Serpa vai receber, de 21 a 24 de Junho o encontro "Terraculta" destinado às Autarquias Locais, Agentes Culturais independentes, Entidades Regionais Públicas e Privadas, sobre o tema "Parcerias Locais para a Acção Cultural". A animar este evento, a Etnia e a Câmara de Serpa organizam um programa dedicado às "Tradições de Festa dos Povos do Mundo da Língua Portuguesa" - o "Lusofolias".

LUSOFOLIAS
Tradições de Festa dos Povos do Mundo da Língua Portuguesa

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No ciclo do inverno, nas festas juninas, no carnaval, ou na época das colheitas, os povos do mundo lusófono celebram, desde tempos imemoriais, os seus ritos e cultos com grandiosas e participadas festas de rua. São expressões privilegiadas dessas folias, a música, a dança, a pantomina, as artes circenses tradicionais ou o simples convívio em volta dos comeres e dos beberes sagrados ou profanos.

Por força das conjunturas socioeconómicas e políticas, mas também muito devido a uma atracção feita de instinto e afectos, de Portugal é hoje seguramente o território onde coexistem - demasiado silenciosamente, a nosso ver - algumas das comunidades mais nunerosas do universo lusófono.

Lusofolias é um projecto que visa, por um lado, dar visibilidade em Portugal às expressões culturais desses povos e, por outro, trazer para a rua o sentido da festa e da convivialidade que lhe é íntrinseco. No diálogo com as equivalentes tradições autóctones portuguesas se irá assim - esperamos - abrindo caminho a uma descomplexada celebração total e partilhada do sentido da festa colectiva que é característica comum de todos estes povos.

TERRACULTA
Parcerias Locais Para a Acção Cultural
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“Os homens não se unem por um mercado.
Se fosse hoje, começava pela cultura”
(Jean Monnet)


Essencialmente devido às suas notáveis potencialidades geradoras de evidentes mais-valias económicas, sociais, ambientais e cívicas, a cultura é cada vez mais uma parte importante da vida local e regional.

Cada vez menos entendidas como mero sinónimo de entretenimento (“razão” pela qual foram relegadas durante muito tempo para o último lugar na lista de prioridades do investimento público), as actividades culturais criam empregos, satisfazem a auto-estima de sectores “frágeis” das comunidades locais, conbatem – pela ocupação de tempos “vazios”, por esse mesmo reforço da auto-estima – a “inevitável” exclusão social de grupos sociais e étnicos em minoria nas sociedades em que se (não) inserem, aumentam e qualificam de forma notável a oferta cultural e turística de micro-regiões periféricas ou isoladas (invertendo, por essa via, a queda ou o “afundamento” dessas regiões nos diversos contextos nacionais e regionais). Ponte privilegiada entre passado e futuro, a cultura é, em suma, cada vez mais consensualmente um determinante factor de desenvolvimento dos locais, das regiões, dos territórios.

Um imenso conjunto de pessoas, de colectivos, de entidades - autarquias locais, associações, grupos informais, comunidades escolares - está hoje ligado regular e insistentemente ao sector cultural. No entanto, se são também cada vez mais frequentes as sinergias entre esses actores do desenvolvimento, a verdade é que não há, até ao momento, estruturas e sistemas de troca de informação, de reflexão ou de incentivo ao trabalho conjunto que possam ajudar a traçar,a médio prazo, uma linha de acção - ou de referência, no mínimo - norteadora dessa acção.

Na verdade, o que sabe cada um de nós sobre o que faz o outro, em qualquer outro lugar? Que estratégias de partilha, de intercâmbio ou de optimização de recursos se geram dentro desse conjunto caótico e rico de iniciativas, de vontades, de – em muitos casos – verdadeira entrega e paixão? Como podemos nós, actores ou animadores dessa “revolução silenciosa” que vai - acreditamos - mudando e melhorando as nossas vidas colectivas e individuais, reforçar o que podemos fazer juntos sem por isso hipotecarmos a nossa espontaneidade, a nossa especificidade, o nosso direito (e dever) de fertilizar quotidianamente a nossa diversidade?

Essas são, no essencial, as dúvidas criativas na base da convocação deste encontro. Com esta inciativa pretende-se, por um lado, possibilitar um conhecimento maior do que fazemos, e de como fazemos e, por outro, encontrar formas eficazes e duradouras de sistematizar intercâmbios e parcerias capazes de enriquecer uma IDEIA GLOBAL de que a cultura é veículo prioritário de desenvolvimento, de entendimento e de paz, assente no reforço de um imenso conjunto de ACÇÕES LOCAIS em que essa ideia ganhe quotidiamente mais força e demonstre, decidida e decisivamente, a sua justeza e o seu imenso poder transformador.

Um povo culto poderá talvez não ser necessariamente um povo mais feliz. Mas será certamente um povo mais adulto, mais “inteiro” do ponto de vista da cidadania, dos ideais, dos comportamentos. E é com pessoas assim que se constrói um futuro mais sólido, mais equitativo, mais gratificante. Nesse caminho, poderes locais e sociedade civil devem cada vez mais gerar e reforçar parcerias, trazendo cada um os seus saberes e as suas formas de estar para esse trabalho comum. Se muitos regatos fazem um rio e lhe dão mais força ao caudal, ousemos sonhar nós um rio capaz de fertilizar áreas distintas ao longo do seu percurso, rumo a um mar de múltiplas ideias portadoras de futuro.

Algumas presenças confirmadas
Lois Bará
, Vereador do Pelouro da Cultura da CM de Pontevedra (Galiza - Espanha)
Xosé Abilleira, director da Associação Cultural “Maio Lon-go”, de Pontevedra (Galiza - Espanha
Anton Cruz Freire, coordenação autárquica do BNG (Galiza - Espanha)
Humberto da Cruz, coordenador do UNEP-MAP (United Nations Environmental Programme - Mediterranean Action Plan) – Atenas, Grécia
Ben Hazard, Director do Departamento de Arte e Cultura de Oakland (EUA)
Denise Pate, directora da companhia Dimensions Dance ( Oakland, EUA)
Albert Siebelink, director da Stiechting Kultoer, Tilburg (Holanda)
Fermanda Paquelet- Coordenadora de Produção do Instituto Cultural Casa Via Magia, Salvador (Bahia, Brasil)
Ivan Byschko Houdayer, Presidente da Associação Cultural “Anoch”, Palma Soriano (Cuba)
Andres Soria Rodriguez, Vice-Presidente, CM de Palma Soriano (Cuba)
Anastasia Roniotes, Coordenadora do MIO-ECSDE (Mediterranean Information Office - Environment, Culture and Sustainable Development) , uma Federação de Organizações Não Governamentais do Mediterrâneo - Atenas, Grécia
Maria Miguel Estrela, vereadora Vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Mindelo (Cabo Verde)
Leão Lopes, Coordenador da associação Atelier-Mar (Cabo Verde)
Gilberto Palhares, vereador da Câmara Distrital de Caué (S.Tomé e Príncipe)
João Carlos Silva, presifdente do CIAC- Centro Internacional de Arte e Cultura”, da região de Caué (S.Tomé e Príncipe)
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