Lançamento
Líndu Mona: "Rosa Afra"
Angola numa linguagem universal única
Lisboa, FNAC Chiado, dia 8 de Dezembro
2002, às 18:30h
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .A sua influência é múltipla e diversificada e
vai desde a música de raiz etnográfica e tradicional de Angola até ao Jazz, Reggae,
Nova Música Improvisada entre outras. "Rosa Afra" é o disco de estreia de uma
linguagem universal única.
Em Lindú Mona o regresso a África é espiritual e físico. Por
isso, na sua música sentem-se os pássaros e os sons da floresta, o tambor e os passos de
dança, os Nzumbi - almas de um outro mundo-, o dialecto, e os instrumentos de música
tradicional como o Kissange. As palavras dos seus temas são como pinturas que reflectem
as feras e a grande fogueira, os senhores e os escravos, os homens BANTOS e os
comerciantes de Zanzibar, as terras de Colombo e as ilhas, as tatuagens e a nostalgia
negra, o óleo de palma e o feitiço da Alma, enfim uma verdadeira rosa de porcelana,
nossa «Rosa Afra».
Lindú Mona nasceu numa Angola ainda sob o domínio colonial
português. Filho de um contra-mestre da marinha mercante portuguesa e de uma negra
africana natural do Dondo-Angola. Na adolescência cantou em corais da Igreja Adventista e
em colégios que frequentou. Nos anos sessenta veio estudar para Portugal. Era o tempo do
idealismo e assim iniciou a sua actividade profissional como cantor Pop liderando grupos
de dança. Nessa época Portugal e Europa ainda não tinham despertado para a Música
Africana.
Em 1970 regressou a Angola onde foi reabsorver as raízes da sua
música, reviver o quotidiano das suas gentes e reaprender o sentido da africanidade. Esta
foi uma fase de composição fértil em que começou a cantar Angola fazendo-se acompanhar
pelo seu tambor.
1975 é o ano de regresso a Portugal em pleno «Boom» do Rock
sinfónico cantado em português. Integra e grava discos com os «Tantra» e
«Perspectiva», grupos que estiveram na génese da actual Música Moderna Portuguesa.
Em 1980 inicia uma verdadeira peregrinação por Pubs,
Cafés-Concerto e Discotecas, e a artistas como «Raúl Ouro Negro» e «Jorge Fernando».
Lindú Mona empresta o exotismo das suas percussões e da sua voz espalhando nas suas
actuações o perfume acre de África, as cores rosa das flores e a negritude do ritmo e
da Kizomba (dança).
1990 é o ano em que Lindu Mona se torna num projecto colectivo. Em
1991 já em formato colectivo, os Lindú Mona são convidados para representar Angola na
Festa «Mestiçagens», co-produzida pelo Êxito Estúdio e Produções Fata Morgana,
tendo como local da sua realização «O Baile», verdadeiro Salão de Festas de África
em Lisboa. No ano seguinte, participam nas Festas de Alhos Vedros, bem como nas Festas da
Cidade do Barreiro a convite da Associação Africana local. Apresentam-se com
regularidade no Café Concerto do Teatro «A Comuna» em Lisboa, onde vão criando um
público próprio. Neste local fazem ainda dois espectáculos a favor do Grupo Local 13 da
Amnistia Internacional.
O ano de 1993 é marcado por um importante concerto em Lisboa,
integrado na «Presidência Aberta» do Presidente da República Dr. Mário Soares. Nesse
mesmo ano realizam três espectáculos nas Festas de Lisboa e participam numa sessão
cultural no âmbito duma Exposição de Fotografia intitulada «Paz em Angola»,
organizada por estudantes angolanos em Portugal.
A convite do Grupo de Teatro Immagini de Pontedera, Pisa, realizam
uma digressão em Itália, com participação no Festival «Sete Sóis - Sete Luas» e nas
Manifestações Estivais dos Municípios de Piombino, Sirollo e Numana, (região de
Ancona), num total de sete espectáculos. No regresso e a convite da Câmara de Loures
fazem dois espectáculos, um na Bobadela e outro em Santo António dos Cavaleiros.
Alguns anos mais tarde, os Lindú Mona colaboram como autores,
músicos e actores no filme realizado por Jean Claude Brialy intitulado VACANCES
BURGEOISES.
Mas é só em 2000 que editam um 1º CD single, para agora, em
2002, apresentam o seu primeiro registo discográfico de longa duração, o "Rosa
Afra" - a ser lançado no dia 22 de Setembro no Fórum FNAC do Cascaishopping - um
trabalho que inicia um novo marco na vida deste colectivo. 