
Galandum Galundaina
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Lançamento discográfico
L Purmeiro
"L
Purmeiro" é o primeiro trabalho de inteira responsabilidade dos Galandum Galundaina.
Foi gravado em 1999 e só agora por motivos vários foi possível editá-lo. É um
trabalho em que o espirito musical mirandês e sonoridades autênticas pervalecem em toda
a sua estrutura. Os instrumentos musicais usados são duas gaitas de fole mirandesas
executadas por Paulo Preto e Abílio Topa que toca também a flauta pastoril, as
percussões ficaram a cargo dos irmãos Paulo e Alexandre Meirinhos. As músicas vocais
são cantadas pelos três elementos Paulo Preto, Paulo Meirinhos e Alexandre Meirinhos,
com acompanhamento à flauta de Abílio Topa.
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Apresentação
Galandum Galundaina
Recuperar tradições quase perdidas
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Novembro 2002: Vila Real, dia 20
Dezembro 2002: Fonte Aldeia,
Miranda do Douro (Rezosa'02), dia 21
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Os Galandum Galundaina querem revitalizar as tradições de Miranda
do Douro, apostando sobretudo na música tradicional da região transmontana portuguesa -
aprendida a partir da vivência junto dos velhos tocadores da região.
Miranda do Douro, não é apenas uma recordação do passado, mas
antes um dos locais mais singulares de Portugal, tanto pelo espaço geográfico que ocupa,
como pelas consequências resultantes desse mesmo espaço. O isolamento deste território
deu às Terras de Miranda uma cultura muito própria como é o caso da língua Mirandesa
(2ª língua oficial) e as tradições em geral, nomeadamente a música.
Nas últimas décadas devido aos mais diversos factores, houve um
desinteresse acentuado da população pela sua cultura e tradicões onde a música foi uma
grande vítima desse desinteresse. Sensibilizados por este problema, um grupo de rapazes
filhos da terra, começaram a desenvolver estratégias para dar uma resposta a este
problema dando prioridade à música.
É em 1996 que é formado o Grupo e a associação de Música
Tradicional Mirandesa Galandum Galundaina, com o objectivo de recolher, investigar e
divulgar o património musical das Terras de Miranda assim como as suas danças e língua.
Este grupo fez a ligação entre a antiga geração de músicos e a geração mais jovem,
funcionando como rastilho para que se possa dizer que a tradição musical desta terra já
não corre o risco iminente de se perder.
O trabalho visível deste grupo tem-se traduzido em edições
discográficas das recolhas efectuadas e da gravação de grupos por ele orientados como
seja, do Grupo Folclórico Mirandês de Duas Igrejas "Modas de Dúes Eigreijas",
Grupo de Cantares de Sendim "L'alma".
O trabalho passou também pela organização de eventos como seja o
Rezosa em Fonte de Aldeia, onde tiveram um papel muito importante na implantação e
organização do primeiro festival nesta terra. O ensino de instrumentos tradicionais como
a gaita, caixa e outras percussões, constitui um trabalho que o grupo tem vindo a fazer
no Nordeste Trasmontano.
Os Galandum Galundaina realizam espectáculos para os mais variados
ambientes, desde a animação tradicional de rua ou actuações em palco - como é o caso
da Expo 98, alguns Festivais Intercélticos e Folk (Porto, Sendim, Segóvia,
Salamanca...), Festival Sete Sóis Sete Luas na Ilha da Madeira, Festival CIOFF em Cuba. O
grupo tem tido também algumas aparições em programas de rádio e televisão nacionais e
estrangeiros.
De resto, os elementos do grupo nasceram e cresceram em Terras de
Miranda (Fonte de Aldeia e Sendim) onde adquiriram conhecimento directo da música que
interpretam através do ambiente familiar, do convívio com os velhos gaiteiros, e da
consulta de velhas gravações. Além da tradição musical passada por contacto directo,
os elementos do grupo têm também formação académica na área musical.
Os instrumentos usados são réplicas de outros muito antigos, e
mantém o aspecto e sonoridade dos mesmos. Os trajes com que o grupo se apresenta são de
confecção manual tradicional à imagem das roupas usadas pelos velhos gaiteiros.
O grupo conta com Paulo Preto na voz, gaita de foles mirandesa,
sanfona, flauta pastoril e tamboril; Paulo Meirinhos na voz, bombo, gaita de foles galega,
percussões tradicionais; Alexandre Meirinhos na voz, caixa de guerra, percussões
tradicionais e Manuel Meirinhos: voz, percussões tradicionais, flauta pastoril e
tamboril. 
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