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Wok e o Ó que som Tem?

 

 

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Programa

16 de Junho | 21.30h
Gaiteiros de Lisboa
Jardim da Sereia

17 de Junho | 21.30h
Pedro Carneiro
Museu dos Transportes

18 de Junho | 21.30h
Djamboonda
Jardim da Sereia

19 de Junho | 21.30h
Percussão no feminino
Adufeiras de Monsanto,
Netas di Bibinha Cabral e Tucanas

Jardim da Sereia

20 de Junho | 21.30h
Quiné
Museu dos Transportes

25 e 26 de Junho | 21.30h
Tim Tim Por Tim Tum
Museu dos Transportes

27 de Junho | 21.30h
Drumming
Museu dos Transportes

28 de Junho | 21.30h
Wok e O Ó Que Som Tem?
Jardim da Sereia
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Coimbra
Percussão em Português
Festival de Percussão, Coimbra 2003

Coimbra, Jardim da Sereia/Museu dos Transportes,  de 16 a 28 de Julho de 2003, 21:30h
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Percussionistas de todos os géneros musicais, do jazz, ao rock, passando pela percussão popular e pela erudita vão mostrar, em Coimbra, os argumentos da percussão falada em Português. De 16 a 28 de de Junho de 2003.

A cidade de Coimbra vai ser palco de uma grande mostra de percussão nacional. Um acontecimento que se realiza em exclusivo e por iniciativa da Coimbra 2003 - Capital Nacional da Cultura. Pelos palcos de Coimbra, alternando o Jardim da Sereia e o Museu dos transportes passarão projectos como os Gaiteiros de Lisboa, Pedro Carneiro, Djambonda, Adufeiras de Monsanto, Netas di Bibinha Cabral, Tucanas, Quiné, Tin Tin por Tin Tum, Drumming e Wok e o Ó que som Tem?

O Festival arranca com os Gaiteiros de Lisboa, precisamente no dia 16 de Junho, num concerto a acontecer no Jardim da Sereia, a partir das 21:30h - abrindo assim com os sons das músicas populares, por um dos mais aclamados projectos nacionais das músicas de "raiz" tradicional. Com um novo disco editado em 2002 - "Macaréu" - os Gaiteiros de Lisboa formaram-se em torno da ideia de criar e utilizar instrumentos inventados pelo próprio grupo - na busca de tudo o que possa fazer um som bizarro. Tubarões, Tambor de cordas, Túbaros de Orpheu, Orgaz, Cabeçadecompressorofone, Clarinete acabaçado e Serafina; são exemplos de instrumentos inventados pelo grupo. Antes de Macaréu, o grupo estreara-se nos discos editando em 1995 "Invasões Bárbaras" e dois anos mais tarde "Bocas do Inferno". Desde então, os Gaiteiros de Lisboa desdobram-se em concertos e participações em discos de outros projectos - tendo pelo meio gravado dois Romances Tradicionais na colectânea "Novas vos Trago" e um disco ao vivo, gravado no CCB - de resto, o primeiro palco que os ouvira tocar com a formação que ainda hoje permanece, desde 1995.

No dia seguinte, o festival continua à mesma hora, só que no Museu dos Transportes, neste caso com um concerto de Pedro Carneiro - um dos raros instrumentistas de percussão a dedicar-se por completo a uma carreira de solista, com um percurso em ascensão no circuito internacional. Pedro Carneiro é considerado pela crítica internacional como um dos músicos mais originais da nova geração. Vencedor de inúmeros prémios (Prémio Jovens Músicos, Prémio Maestro Silva Pereira, Park Lane Young Artists Auditions em Londres, Distinção do Orfeão de Leiria, Medalha de Mérito da Cidade de Setúbal e Prémio da Hattori Foundation for Young Musicians em Londres) participa regularmente em festivais e salas como no Festival d’Avignon, Concertos Promenade da BBC, Rhythmsticks Festival, Queen Elizabeth Hall e Purcell Room em Londres, Festival Internacional de Música de Macau, Sonorities Festival em Belfast, New Zealand International Festival of the Arts, Grant Park Music Festival de Chicago e no Capital Theatre de Pequim. Como concertista é convidado regular de diversas orquestras, como a London Mozart Players, Tampere Philharmonic Orchestra, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquesta de la Comunidad de Madrid, Orquestra Nacional da Estónia, Gävle Symphony Orchestra, BBC National Orchestra of Wales e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Os Djambonda levam de novo o festival ao Jardim da Sereia, no dia 18 de Junho, também às 21:30h. O grupo Djamboonda foi criado em Portugal no ano de 1992 e desenvolveu, ao longo dos últimos anos, um trabalho baseado na cultura africana e na sua fusão com outras influências oriundas dos quatro cantos do mundo. A proveniência multicultural dos elementos do grupo (Guiné-Bissau, Angola, Cabo-Verde e Portugal), aliada à necessidade de expressão e recuperação das raízes do homem, permitiu o desenvolvimento de uma linguagem própria que expressa o sentimento de união com o universo.Baseando o seu trabalho na crença (primitivo / popular) de que todas as formas de expressão artística nasceram da espontaneidade cultural, social e religiosa dos povos, o grupo pretende criar um espaço mágico, em que o público seja levado a envolver-se na energia contagiante das suas actuações. Assim, os Djamboonda apresentam espectáculos fortes e explosivos, caracterizados pela expressão graciosa dos bailarinos e pelo ritimo alucinante imposto pelos músicos, contrabalançado por temas mais melódicos, tendo sempre a percussão como fio condutor. Os instrumentos de percussão e a maioria dos ritmos e danças, que o grupo vem explorando tem a sua origem na étnia Mandiga que se encontra em alguns países da África ocidental. A integração no grupo de Carlos Camará (Bailarino do Ballet nacional da guíne-Bissau entre 1977/1991) e de Gueladjo Sané (Percussionista do ballet Nacional da Guíne-Bissau entre 1982/1997) em 1997 trouxe ao grupo um profundo conhecimento das raízes culturais Mandingas que lhe permite desenvolver hoje um trabalho de fusão espontâneo baseado numa tradição musical genuína.

Novamente no Jardim da Sereia, no dia 19 de Junho, o 4º dia do festival recebe três projectos de percussão no feminino: Adufeiras de Monsanto, Netas di Bibinha Cabral e Tucanas. As Adufeiras de Monsanto são um grupo de cantaras populares que, sempre acompanhando as suas composições com o toque do típico Adufe, procuram manter vivas e divulgar as tão belas e ricas canções criadas pelas gerações passadas. Dos grupos que hoje em dia transmitem este testemunho, o grupo Adufeiras de Monsanto, é aquele que procura desenvolver um projecto mais ortodoxo. As canções, assim como a arte de tocar o adufe, não admitem qualquer alteração conceptual ou estrutural. E esta atitude é respeitada não só ao nível musical como também ao nível do traje e da performance em palco. Com um repertório que abrange desde canções de festa e romaria até à melancólica Encomendação das Almas, passando pelos diversos temas "de trabalho", usados outrora como paleativos das duras tarefas agrícolas, as actuações das Adufeiras são autênticos repositórios vivos do viver e sentir dos nossos antepassados. O espectáculo agora apresentado consiste numa recriação de várias manifestações tradicionais do povo de Monsanto, apresentadas pelo grupo Adufeiras de Monsanto. Num universo fechado, estão distribuídos vários objectos, ícones de várias manifestações: o trabalho, a religião, o amor, a fertilidade.

O Segundo espectáculo do dia 19 é apresentado pelo colectivo "Batuque Netas di Bibinha Cabral", que surgiu em 1987, no Bairro 6 de Maio, concelho de Amadora, e enquadra-se hoje no âmbito das actividades do Centro Social da Comunidade das Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário. O grupo adoptou o nome pelo qual são actualmente conhecidas alguns anos após a sua existência em homenagem a Bibinha Cabral, uma das maiores cantadeiras de Batuque conhecidas em Cabo Verde, já falecida. A maioria das mulheres é proveniente das Ilhas de Brava, Sal, Santiago, Santo Antão e Boavista, mas todas se entenderam perfeitamente na linguagem musical do Batuque que é comum às mulheres das várias ilhas que constituem o arquipélago cabo-verdiano. O repertório apresentado pelo grupo é sobretudo baseado em “cantigas de batuque” de Cabo Verde. No entanto, devido à sua função interventora estas cantigas são naturalmente adaptadas – num processo improvisado - em função dos locais onde o grupo actua, das pessoas que estão a assistir e da mensagem que se pretende transmitir. Os temas de grande parte das cantigas interpretadas pelo grupo Netas di Bibinha Cabral relacionam-se com a difícil condição feminina e com os problemas concretos com que elas têm de se defrontar no dia a dia da sua vida em Portugal.

A fechar a noite do dia 19 de Junho sobem, então, ao palco do Jardim da Sereia as Tucanas - um Grupo criado em 2001, que apresenta um trabalho com sonoridades acústicas através de percussão e voz. São cinco mulheres que apostaram os seus argumentos criativos na construção de instrumentos e composição de temas inspirados nas tradições portuguesas, africanas e brasileiras. Influenciadas pelas sua actividade em áreas tão diversas como o Teatro , Dança, Música Tradicional Portuguesa ou o Rock, as Tucanas são compositoras e autoras dos seus próprios temas, interpretados com bidons, cabaças, baterias, surdos, djembés, dumbas, entre outros. O espectáculo é composto por uma forte componente cénica: brincam e jogam com o ritmo e a harmonia, dentro de um visual muito próprio. Entre a sensibilidade feminina e a força rude de tocar percussão.

No dia 20 de Junho, o festival regressa ao Museu dos Transportes, para apresentar um concerto de Quiné, percursionista da Brigada Victor Jara e também músico participante em vários projectos da música portuguesa, apresenta-se agora num projecto que nasce da multiplicidade de experiências musicais e extramusicais conjugando as suas facetas de percussionista e autor. Este trabalho a solo, apoiado por "samplers" e sequenciação, pretende reflectir uma certa visão universalista, dos ritmos do mundo.

Nos dias 25 e 26, também no Museu dos Transportes, prossegue o Festival de Percussão Coimbra 2003, neste caso com dose dupla com os Tim Tim por Tim Tum; em tons de Jazz e... muita diversão rítmica. São quatro baterias em palco é por si só fascinante e o universo a descobrir, é tão vasto como a imaginação de quem as toca e de quem as ouve. Não é só das baterias que vive o Tim Tim Por Tim Tum, já que a filosofia deste grupo é que qualquer corpo ou objecto que produza som, pode ser usado para fazer música. Grupo formado em 1996, por quatro músicos multi-instrumentistas. Afirma-se com uma linguagem que explora o som e o silêncio, o acústico e a estética, o gestual e o imprevisível. Fazendo uso de um universo de interacção e improvisação entre os músicos. Comunicar é o objectivo deste projecto seja por sons, ritmos ou expressão corporal. Para este reencontro com público, estarão em palco Jim Black, Alexandre Frazão, Marco Franco e José Salgueiro. Despertar emoções e contagiar os espectadores é a finalidade.

Antes de chegar ao fim, o festival prossegue, no dia 27 (no Museu dos Transportes) com os Drumming - grupo de percussão, que surgiu em 1999 em resultado do primeiro curso superior de percussão aberto em Portugal. Sob direcção de Miquel Bernat - percussionista e pedagogo de prestígio internacional - o agrupamento, formado por alunos e professores, ostenta no seu currículo dezenas de actuações em todas as principais salas do país. Foi grupo residente da programação musical da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, com 8 actuações, apresentando os mais distintos programas. Drumming resulta também da evolução da percussão erudita em Portugal e na própria cultura ocidental, contribuindo, através da divulgação das grandes obras contemporâneas, para um ganho progressivo de público para esta especialidade, no seio da qual percorre as vias da inovação sonora e da poética do espectáculo enquanto momento cénico único e total. Com a estabilização em termos profissionais e autónomos, o projecto Drumming passou a desempenhar um papel central na divulgação do mais significativo repertório existente para percussão, entrando numa fase de desenvolvimento com compositores internacionais e portugueses. Nos últimos anos, tem-se consolidado a singularidade do papel de Drumming na cena musical portuguesa, mediante apresentações que vão da percussão erudita, ou do Rock-Jazz-World Music, à música de cena para teatro, ópera e bailado, passando pela programação contemporânea temática. O grupo tem, igualmente, apresentado programas concebidos para fins itinerantes e didáctico-pedagógicos de trabalho com não profissionais.

A fechar o festival de percussão, no dia 28 de Junho, o Jardim da Sereia recebe um concerto pelos Wok e O Ó Que Som Tem? Sob direcção de Rui Júnior o espectáculo WOK conta com uma forte componente cénica, teatral e também humorística que reflecte o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido com um grupo de seleccionados entre o manancial de jovens artistas que integram o Projecto de Percussões Tocá Rufar. Tendo o ritmo como pano de fundo, este é explorado e desenvolvido de diversas formas, conceitos e timbres através do uso de instrumentos de percussão, com ênfase para os tambores tradicionais portugueses, da luta de paus, do sapateado e coreografias inspiradas no imaginário tradicional português. A disposição e movimentação dos instrumentos no espaço físico, a dança, a côr, a colocação teatralizada de adereços explorados como elementos percutíveis e a utilização a nível rítmico de efeitos visuais com o mesmo fio condutor, são factores que criam ambiências avassaladoras e descontentes tornando este trabalho uma experiência inesperada. Um espectáculo em constante mutação, resultado de uma peculiar e única visão do Ritmo do criador deste Projecto, Rui Júnior. Voltar ao Topo

 

 

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