Lisboa
Lisboa em Festa
Todas as sextas, no Fórum Lisboa
Lisboa, Fórum Lisboa,
de 13 de Junho a 18 de Julho de 2003, 22h
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . .A Câmara
Municipal de Lisboa e a Egeac apresentam um ciclo de concertos no Fórum Lisboa, no
âmbito da programação "Lisboa em Festa" - trazendo àquele palco alguns nomes
da música portuguesa, do Fado ao Jazz, nos meses de Junho e Julho.
A temporada inicia-se a 13 de Junho com a fadista Kátia
Guerreiro, uma das mais aclamadas vozes do chamado "novo Fado", que
recebeu o Disco de Prata pelo seu trabalho de estreia "Fado Maior", já editado
em França e no Japão. É, de certa forma, evidente a filiação assumida de Katia
Guerreiro numa tradição amaliana, desde logo pelo próprio repertório, que retoma
alguns dos fados mais emblemáticos da fase final de Amália, em especial os do álbum
Lágrima, e por isso inclui alguns dos mais belos poemas da cantora. Mas se essa
filiação se estende também a muitos aspectos da própria abordagem interpretativa, como
certos traços da colocação de voz ou do uso da ornamentação melódica que nos podem
soar familiares, Katia não se reduz de modo algum a uma postura seguidista, e imprime a
cada momento uma tal autenticidade expressiva ao seu canto que ficamos suspensos da sua
voz enquanto nos conta estas histórias tristes de saudade e amargura, num registo em que
é patente, ao mesmo tempo, um certo pudor de expressão poética que se impõe pela
delicadeza das meias tintas.
A 20 de Junho chega o Quinteto Amália, projecto
que traduz as linguagens do fado e nomeadamente os clássicos de Amália para a música
erudita em formato de quinteto de cordas. O grupo aposta numa sonoridade clássica, para
com isso re-interpretar a estética popular do fado - combinando diferentes estilos,
recorrendo a uma nova exploração musical. O grupo consiste num tradicional quarteto de
cordas, que em reunião com uma voz, interpreta um reportório baseado em fados clássicos
e em canções marcadas por melodias fortes.
E a 18 de Julho os Ciganos d'Ouro, onde pontuam as
vozes de José Silva e Sérgio Silva e a guitarra de Pedro Jóia, mostrarão a sua raça
cigana e as suas influências árabes e andaluzas. Com o seu segundo álbum, «Libertad»,
o grupo Ciganos d'Ouro confirmou a originalidade de um som inquestionavelmente ligado ao
flamenco andaluz, mas onde, nomeamente após a colaboração com Pedro Jóia, é possível
encontrar uma originalidade que, sem nada retirar à energia e virtuosismo da música do
sul de Espanha, lhe concede um cunho que, com alguma coisa de português, tem aberto à
banda um sucesso que nem sempre tem estado ao alcance de formações idênticas do país
vizinho. Para a Festa, os Ciganos apresentarão um espectáculo não só enriquecido com
os sopros presentes no seu último CD, mas também com a presença de bailarinos de
flamenco. 