Lagoa
Festival Sons do Atlântico
Lagoa, dias
7 e 8 de Agosto de 2004
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Os portugueses Marenostrum e At-Tambur e também a cantora
Manou Gallo da Costa do Marfim, são alguns dos nomes que irão fazer parte do cartaz do
Festival "Sons do Atlântico", a decorrer em Lagoa, no Algarve, nos dias 7 e 8
de Agosto.
O Programa arranca dia 7 com os Marenostrum, uma banda fundada
em 1994, oriunda do sotavento algarvio, que em Novembro de 2001 editaram o seu primeiro
álbum "Estoy em Santa". Os seus instrumentistas apostam numa sonoridade que
funde algumas características da Música Popular Portuguesa com influências bem
diversas, que vão desde a música Árabe do Magreb até às tradições Hebraica e
"Celta". Os temas, falam sobretudo dos sentimentos e das vivências plenas de
riqueza de quem vive o mar, não só como forma de sobrevivência, mas sobretudo como uma
via para a contemplação. Os espectáculos deste grupo são calorosos, alegres, e
invariavelmente acendem a chama da dança e da alegria entre a audiência, através de
ritmos e melodias facilmente assimiláveis.
No mesmo dia actuam os At-Tambur - grupo que aposta na escolha
e na composição de temas, cuja combinação dos instrumentos musicais serve como um dos
argumentos para fazer emergir uma música de múltiplas influências - surgidas da
memória da História e das ideias actuais. O At-Tambur deixa-se seduzir pela música
antiga, a música de transmissão oral, a música erudita e a música popular -
construindo a sua identidade musical em torno de uma linguagem que transporta para os dias
de hoje parte de um legado, cujas múltiplas formas de expressão se foram sempre
transformando ao longo dos tempos.
No segundo dia do Festival, dia 8 de Agosto, actuam os Brisas,
um projecto nascido na sequência do encontro de dois músicos de nacionalidades angolana
e brasileira, que se juntaram a uma cantora portuguesa, compartilhando canções e
emoções. Dessa união resultou uma sonoridade em que se mesclam as culturas e em que se
demonstra a influência portuguesa nesses continente e o seu retorno na actualidade. O
projecto foi crescendo e amadurecendo com melodias, harmonias e palavras que expressam a
alma portuguesa numa sonoridade que vai do fado ao choro, da valsa aos cantares
alentejanos, levando os nossos sentidos a uma viagem pelos sons que nascem deste encontro.
A última a actuar será então Manou Gallo, uma cantora
proveniente da Costa do Marfim, a sua carreira começou como baterista numa banda chamada
Woya. Mas não satisfeita com este papel, descobriu o e-bass como o seu novo
instrumento. Não é de espantar que uma jovem talentosa como ela, tenha encontrado
facilmente um estilo muito próprio com este novo instrumento. Em 1997, quando um grupo
chamado Zap Mama estava à procura de um novo baixista, Manou Gallo decidiu
fazer uma viagem até á Europa. Este encontro influenciou a sua música. Tal como os
Zap Mama, ela combina as suas raízes africanas com influências modernas do
funk, afro-blues até ao rap.