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Tom Zé (Brasil)

 

 

Digressão
Tom Zé
Pagode nos palcos portugueses

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Junho 2005 Dia 25 Porto, Jardins do Palácio de Cristal, 22h | Dia 27 Lisboa, Aula Magna, 22h | Dia 29 Loulé, Centro Histórico, 22h
Julho 2005 Dia 1 Guarda, Teatro Municipal, 21:30h
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Em digressão pelo nosso país, Tom Zé mostrará porque é considerado um dos mais importantes músicos do Brasil - misturando múltiplas referências musicais como o rock, a bossa nova e a música tradicional brasileira - sendo também um manifesto ao samba e ao pagode.

O novo álbum "Estudando o pagode - na opereta segrega mulher e amor", que acaba de sair no Brasil, conta com arranjos de Jair Oliveira e participação de Luciana Mello, Zélia Duncan ou Patrícia Marx, e vai estar à venda no nosso pais no próximo dia 31. O álbum dispersa-se nas múltiplas referências musicais ao rock, à bossa nova e à música tradicional brasileira, mas é também um manifesto em defesa do samba e do pagode.

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Passatempo
Temos para oferecer vários bilhetes para assistir a um dos espectáculos de Tom Zé em Lisboa ou Porto. Para concorrer basta preencher o formulário abaixo. Participe!

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Importante: Ao escolher uma data/local, por favor note que só serão considerados os concorrentes que participem até 3 dias antes do respectivo concerto. Os vencedores serão notificados com pelo menos 48 horas de antecedência.
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A temática gira em torno da discriminação e do preconceito contra as mulheres, com Tom Zé a assinar novamente letras como se fossem mensagens e alertas urgentes para o mundo.

Tom Zé nasceu em 1936 em Irará, no interior da Bahia. Nos anos 60, estudou, de 1962 a 1967, na avançada Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, onde teve como professores Hans Joachin Koellreutter e Ernst Widmer. E em São Paulo, concorreu em festivais de música e integrou o grupo baiano tropicalista, que revolucionou a música e a cultura brasileira.

Em 1968, Tom Zé venceu o Festival de Música Brasileira da TV Record, com a canção “São São Paulo”; uma outra canção sua e de Rita Lee, “2001”, com os Mutantes, ficou em quarto lugar. No mesmo ano, gravou com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão e os Mutantes o disco coletivo do movimento tropicalista, “Tropicália ou Panis et Circensis”. Foi então nessa altura que lançou seu primeiro álbum, “Tom Zé”.

Nos anos 70, gravou cinco novos discos - “Tom Zé”, de 1970; “Tom Zé, de1972; “Todos os Olhos”, de 1973; “Estudando o Samba”, de 1976; e “Correio da Estação do Brás”, de 1978. O espectáculo de divulgação deste último ficou marcado pela apresentação dos instrumentos experimentais que o artista passou a construir.

A esta altura Tom Zé já vivia numa fase de ostracismo, que duraria cerca de quinze anos. Sua música, elaborada e invulgar, não encontrava lugar no mercado. Na década de 80, ele lançou apenas um álbum: “Nave Maria”, em 1986.
Descoberto pelo cantor e compositor de vanguarda norte-americano David Byrne, Tom Zé viu sua carreira tomar outro rumo a partir de 1990.

Neste ano, Byrne lançou uma compilação de músicas do baiano (“The Best of Tom Zé”) nos Estados Unidos. O disco foi muito bem recebido na grande imprensa daquele país, a começar do “The New York Times”, dando início a uma série de críticas positivas aos seus trabalhos até hoje.

Os anos 90 foram marcados por uma série de tours que o músicos fez nos Estados Unidos e na Europa, onde tem-se apresentado em prestigiosos festivais de jazz e clubes de música de vanguarda. E também por uma grande retomada de sua carreira no contexto brasileiro, onde passou a ser consumido pelas novas gerações - de público e de artistas.

Além disso, Tom Zé gravou dois bem-sucedidos CDs no período: “The Hips of Tradition”, em 1991, e “Defeito de Fabricação”, em 1998. Este até gerou um segundo, de remixes feitos por nomes da elite do novo pop internacional, entre os quais Sean Lennon, Stereolab e Tortoise - que chegou a acompanhar Tom Zé numa tour americana em 1999.

Entre outros trabalhos nos últimos anos, o cantor e compositor criou e gravou, com Zé Miguel Wisnik, “Parabelo”, banda sonora para balé do Grupo Corpo, em 1997. No ano passado, a revista norte-americana “Rolling Stone” classificou o CD “The Best of Tom Zé” um dos dez discos da década. Voltar ao Topo

 

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