
Galandum Galundaina
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Programa
Sexta | 3
Fevereiro 2006
23:00, Casa da Música - Sala 2
Orquestrinha do Terror
Mandrágora
Sábado | 4
Fevereiro 2006
23:00, Casa da Música - Sala 2
Galandum Galundaina
Frei Fado d'el Rei
Domingo | 5
Fevereiro 2006
22:00, Casa da Música - Sala 2
Fadomorse
Mu
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Porto
Festival de Música Tradicional Portuguesa
Porto, Casa da Música (Sala 2),
Dias 3, 4 e 5 de Fevereiro de 2006, 23h
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Para dar a conhecer as raízes da música
tradicional do nosso país, o Festival de Música Tradicional Portuguesa apresenta, entre
3 e 5 de Fevereiro, Orquestrinha do Terror, Mandrágora, Mú, Fadomorse, Galadum
Galundaina e Frei Fado del Rei.
A Casa da Música propõe, para Fevereiro, um Ciclo de Música Tradicional Portuguesa com
alguns dos seus mais jovens representantes - que recuperam o que de modo mais fiel define
a cultura portuguesa e distingue o nosso património musical.
Este evento apresenta projectos e músicos da nova geração, capazes de provar que as
criações populares são produtos culturais superiores. A nova vaga de músicos que se
tem vindo a interessar pelas raízes e as tradições lusas recupera os sons da
gaita-de-foles, da flauta, da pandeireta, do bombo, da concertina, do adufe e da guitarra
portuguesa, entre outros, conjugando-os com instrumentos modernos como os teclados, o
baixo eléctrico ou com a introdução de programações, o que lhes confere uma
sonoridade actual sem perder as marcas da nossa tradição musical.
Estreitamente relacionada com fenómenos de ordem geográfica, histórica e social, a
música tradicional portuguesa tem características especiais, daí a sua riqueza.
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Sexta | 3 Fevereiro
2006
23:00, Casa da Música - Sala 2
Orquestrinha do Terror
Do jazz
manouche à música tradicional de leste, sofrendo influências da música portuguesa que
culminam na improvisação jazzística com base em sonoridades orientais, os Orquestrinha
do Terror trazem à Casa da Música aquela que poderia ser a banda sonora do Festival de
Música Tradicional Portuguesa. Juntos desde 2003, os sete músicos fazem de cada tema uma
curta-metragem musical retratando viagens e outros mundos. Os momentos introspectivos
contrastam com os eufóricos, do palco à plateia, numa fusão de sonoridades, linguagens
e emoções. A diversidade e abrangência instrumental dos Orquestrinha do Terror,
fortemente marcada pela dupla de clarinetes soprano e baixo, aliada às diferentes
influências artísticas dos seus elementos - desde o cinema à dança, às artes
plásticas, ao circo, ao teatro e à literatura - faz da música destes jovens lisboetas
algo contagiante. Depois de terem disputado a final do Festival Termómetro Unplugged de
2005, os Orquestrinha do Terror começam 2006 a Norte, na Casa da Música.
Formação: Bruno Pernadas - Guitarra
clássica e bateria | David Leitão - Guitarra clássica, concertina, baixo e bateria |
Fernando Romão - Clarinete soprano | Ricardo - Clarinete soprano e clarinete baixo |
Tiago Morna - Guitarra portuguesa e baixo | Tiago Gandra - Congas, bateria, darbuka e
pequenas percussões | Baltazar Molina - Darbuka, bendir, pequenas percussões e baixo
Mandrágora
Mandrágora é
nome de uma planta possuidora de virtudes fecundantes e afrodisíacas, uma erva medicinal
cujo fruto, idêntico a uma pequena maçã, exala um odor forte e fétido. A raiz da
planta tem a forma humana e de acordo com uma crença popular, a mandrágora grita como
gente quando é arrancada da terra. É também o nome de uma banda de folk do Porto que se
estreia na Casa da Música com «Mandrágora» (Zounds Records). Depois de duas maquetas,
o quinteto lançou o seu primeiro longa duração em 2005 e a criatividade das
composições originais, que evocam a tradição musical portuguesa e exploram o encontro
com outras culturas, já fizeram com que fosse considerado o mais inovador na área do
folk em Portugal. Com destaque para Filipa Santos, uma das poucas gaiteiras a nível
nacional, e para o throat-singing (técnica vocal que permite emitir vários sons em
simultâneo) em algumas faixas, «Mandrágora» regista o cuidado e profissionalismo desta
banda que, antes de gravar, experimentou ao vivo, em Portugal e no Estrangeiro, o poder da
sua sonoridade. Uma fusão de música celta com rock progressivo e experimentalismo, que
explica a aproximação rítmica aos suecos Hedningarna. Com a guitarra acústica e o
baixo, as flautas e as gaitas galegas, os Mandrágora percorrem universos musicais que
vão da música tradicional portuguesa com o seu imaginário popular, às músicas do
mundo, recorrendo a instrumentos como a moroharpa sueca.
Formação: Filipa Santos - flautas, saxofone,
gaita-de-foles | Ricardo Lopes - percussões, flautas, throat-singing | Pedro Viana
- guitarra clássica | Luís Martinho - guitarra 12 cordas, baixo eléctrico |
Sérgio Calisto - guitarra 12 cordas, violoncelo, moraharpa
Sábado | 4 Fevereiro 2006
23:00, Casa da Música - Sala 2
Galandum
Galundaina
Com o objectivo
de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e língua das Terras
de Miranda do Douro, nasceu, em 1996, o Grupo de Música Tradicional Mirandesa Galandum
Galundaina e uma Associação Cultural com o mesmo nome. Ao cruzar as duas gerações de
músicos, este grupo assegura a continuidade da tradição musical desta terra que,
durante anos, correu o risco de se perder. Na visita à Casa da Música, os Galandum
Galundaina trazem o segundo registo, «Modas I Anzonas», composto por melodias
tradicionais tocadas com os instrumentos originais (gaitas mirandesas, sanfonas, bombos,
gaitas pastoris, chocalhos, cântaros, conchas de Santiago 'tcharrascas', castanholas,
pandeireta, tamboril, etc), enriquecidas com timbres, ritmos e harmonias capazes de criar
estética e emoção.
Além da música instrumental, o reportório do grupo conta com temas tradicionais para
vozes que, antigamente, eram interpretados nas mais diversas ocasiões do quotidiano
mirandês. Para fazer a ponte da música nostálgica para uma sonoridade viva e com
futuro, este grupo serve-se das raízes e ensinamentos transmitidos pelos familiares e
velhos gaiteiros. Os instrumentos usados são réplicas de outros muito antigos, mantendo
o aspecto e a sonoridade. Os trajes com que o grupo se apresenta ao vivo são de
confecção manual e tradicional à base de burel.
Formação: Paulo Preto -
voz, gaita-de-foles mirandesa, sanfona, flauta pastoril e tamboril | Paulo Meirinhos -
voz, bombo, gaita-de-foles galega, percussões tradicionais | Manuel Meirinhos - voz,
percussões tradicionais, flauta pastoril e tamboril | Alexandre Meirinhos - voz, caixa de
guerra, percussões tradicionais
Frei Fado d'el
Rei
Saudade,
destino, amor, histórias de reinos sagrados e de caravelas partindo para o mar. Estes
são os pontos de partida dos Frei Fado d'el Rei que, desde 1990, têm vindo a construir
uma sonoridade rica em elementos provenientes de raízes diversas. Mais do que uma súmula
premeditada de géneros, a sonoridade dos Frei d'el Rei funde, harmoniosamente, o
imaginário do fado, da música popular e do flamenco. A estreia discográfica deu-se em
1995, com «Danças no Tempo», depois uma participação no disco de homenagem a Zeca
Afonso, «Filhos da Madrugada». Três anos mais tarde lançaram «Encanto da Lua» que
contou com edição no Japão, Grécia, Espanha e Israel. O cantor Vitorino, a galega Uxia
e Janita Salomé foram alguns dos convidados neste trabalho. Ainda em 1998, os Frei Fado
d'el Rei lançaram a colectânea «Saudade, Sons dos Oceanos».
E porque é ao vivo que esta formação demonstra a sua força, depois de uma digressão
pelo Brasil, Estados Unidos, Espanha, Holanda e Bélgica, os Frei Fado d'el Rei
registaram, em 2003, o concerto no Mosteiro de Leça do Balio, inserido nas comemorações
dos 1000 anos deste monumento nacional.
Domingo | 5 Fevereiro 2006
22:00, Casa da Música - Sala 2
Fadomorse
À música
tradicional, que serve de base, adicionaram funk, rock, hip-hop, filarmónica, cantares
tradicionais, jazz e música de intervenção. «Entrudo», o segundo registo dos
Fadomorse (que sucede a «Gritar o Fado») serve de mote à visita da formação aveirense
à Casa da Música. Ironizando com o Carnaval e a situação de Portugal, «Entrudo»
cruza várias estéticas da música moderna com a música tradicional portuguesa obtendo
uma sonoridade inovadora e surpreendente. Idealizado por Hugo Correia, este projecto
venceu, em 2003, o Festival de Música Moderna da Covilhã e define-se na "urgência
do evoluir na lusomusicologia", tanto na concepção musical, sonora e ideológica,
como também na atitude com que se encaram os espectáculos ao vivo.
Formação: Hugo Correia - voz, guitarra,
guitarra portuguesa, cavaquinho, baixo, violoncelo, sintetizadores, sampling e
programações. Hélder Brazete - Bateria | Jorge Queijo - Percussão e loops | Bruno
Rodrigues - Baixo e Contrabaixo | Rómulo Ferreira - Sintetizadores | David Leão - Flauta
Transversal | Hugo Ferraz - MC | Jorge Loura - Guitarra
Mu
Com o objectivo
de fazer o mundo dançar, os Mú formaram-se em 2003 inspirados nas sonoridades europeias
e nas raízes dos diferentes países. Ao usar e fundir instrumentos tradicionais como o
didgeridoo, a tabla, o violino, o adufe, a viola d'arco e o acordeão (entre outros), o
quinteto portuense oferece magia e animação por onde quer que passe e, na Casa da
Música, não vai ser diferente. Considerada uma banda "roufenha, nómada e
circense", os Mu vão apresentar «Mudanças», o último trabalho que já os levou
ao Festival Danzas Sin Fronteras, em Espanha, ao Intercéltico, de Sendim, e ao Andanças,
em S. Pedro do Sul. Os Mu ganharam ainda o concurso de música Folk no "Arribas
Folk" em Sendim, Miranda do Douro.
Formação: Osga - osgofone, didgeridoo,
bombo, tarola, flauta, serrote musical, colheres, ferrinhos, pandeireta, bilha | Nuno -
dholak, pandeiro, ferrinhos, vieiras, tabla, adúfe, recoreco, prato chinês, splash |
Diana - violino, voz, dança | Sophie - acordeão, voz, dança | Sara - contrabaixo 
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