DCD 1981 - 1998
Dead Can Dance
ÁlbunsEntre 1983 e 1998 os Dead Can Dance editaram oito discos, um dos
quais gravado ao vivo. Desde a sua formação até à sua extinção, este duo percorreu
diversos estilos e influências musicais, editando trabalhos muito diferentes entre si.
Dead Can Dance
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"Dead Can Dance", 1983 |
Em 1983 lançaram o seu primeiro disco 'Dead Can Dance', que incluia uma
colecção de temas que tinham composto nos quatro anos anteriores. Este álbum tinha como
capa uma máscara ritual da Nova Guiné que quase acabou por se tornar num logotipo para a
banda. E já neste disco se notava a componente filosófica que acabou por moldar o
trabalho que a banda apresentou em anos porteriores.
Slpeen & Ideal
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"Spleen & Ideal", 1984 |
No ano seguinte lançaram 'Spleen & Ideal', onde abandoram
instrumentos como as guitarras a favor de outros como violoncelo e trombones. Segundo
Brendan Perry, todo o disco se baseia numa ideia do século XIX na qual os elementos mais
negros da natureza humana, como a inveja ou a intolerância, aparecem ligados com a
noção de ideal, embora aparentemente estejam em contradição. Não é de estranhar,
portanto, que as músicas abordassem temas como a verdade e a ilusão, ou a dúvida e a
fé, e a procura incessante da perfeição, do
ideal.
Within the Realm of Dying Sun
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"Within the Realm of a Dying
Sun", 1987 |
A partir daqui os Dead Can Dance comçaram finalmente a ter aceitação
por parte do público e, depois de uma tour em 1986, lançaram o álbum 'Within the Realm
of a Dying Sun' no ano seguinte. Este álbum, onde os músicos optaram por separar as
responsabilidades ao nível da voz, cabendo a cada um cantar num conjunto de temas, é
talvez um dos melhores que o duo produziu. Nele pontifica um dos mais adorados temas da
banda, denominado 'Cantara'.
Serpent's Egg
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"The Serpent's Egg",
1988 |
Continuando a beber da influência da música do médio oriente, o grupo
lançou depois 'The Serpent's Egg', um disco no qual foram abandonados os elementos
românticos para dar lugar a temas mais atmosféricos. Foi assim que a indústria
cinematográfica acabou por se aperceber do potencial da banda, e no fim de 1988 o duo
compôs a sua primeira banda sonora para o filme 'El Nino de La Luna' do espanhol Agustin
Villarongas.
Aion
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"Aion", 1990 |
Em 1990, foi lançado 'Aion', o quinto álbum da banda, cujas influências
eram marcadamente renascentistas, embora não fosse um revisitar desse período, mas sim
uma exploração da forma como a música pode transcender o próprio tempo. O álbum
continha instrumentos antigos, renascidos para o som dos Dead Can Dance, tal como a
sanfona, bem como alguns elementos barrocos e cantos gregorianos.
Into Labyrinth
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"Into The Labyrinth",
1993 |
Seguidamente o duo escolheu um conjunto dos seus temas para figurarem numa
colectânea, denominada 'A Passage in Time', e em Setembro de 1993 lançaram aquele que
muitos consideram o melhor álbum dos Dead Can Dance, 'Into the Labyrinth'. Segundo
Brendan Perry, "este é um álbum onde se nota um amor pela música primitiva do
mundo, bem como por elementos naturais como por exemplo, a madeira, ou o canto de
aves".
Toward the Within
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"Toward the Within",
1994 |
Em 1994 o grupo lançou o seu único álbum ao vivo 'Toward the Within'
que, embora fosse uma gravação de um concerto, continha uma série de temas inéditos.
Aliás, a este respeito, a opinião do produtor Ivo Watts-Russel é que "é uma pena
que não tenham sido gravadas mais actuações ao vivo da banda. O seu trabalho não é
representado em todo o seu potencial nos álbuns de estúdio, uma vez que muitas vezes o
grupo escrevia canções propositadamente para os concertos".
Spiritchaser
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"Spiritchaser", 1995 |
No ano seguinte o excesso de trabalho que o duo produzia levou-os a
começarem cada um trabalhos a solo. Lisa lançou 'The Mirror Pool' ao passo que Brendan
começou a compilar um conjunto de temas que anos depois haviam dar origem ao álbum 'The
Eye of the Hunter'. Depois voltaram a juntar-se para produzir 'Spiritchaser' onde mais uma
vez se desviaram das influências do seu último álbum para incorporarem novas
influências, desta vez da América do Sul e da sua Austrália natal. Brendan diz que
"neste álbum decidimos impor limites a nós próprios ao nível dos instrumentos.
Começámos com uma báse puramente rítmica e desenvolvemos o resto a partir daí". 