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Ojos de Brujo

 

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Consulte aqui as
22 novidades discográficas apresentadas neste espaço, durante o mês de Novembro de 2003. Mais...
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Selecção
Novidades discográficas

Actualizado em 15 de Fevereiro de 2004
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Fique aqui com várias sugestões de outras músicas, alternativas, a partir de uma selecção de novos lançamentos discográficos ou simplesmente de discos que passaram a estar disponíveis no mercado português no mês de Dezembro de 2003.

Fique atento a esta página, pois sempre que forem sendo anunciadas novidades discográficas no mercado de importação, elas serão adicionadas aqui. Para que possa ir controlando a entrada de novos títulos, tome nota da data da publicação, indicada no final de cada referência.

59 Títulos - Actualizado em 15 de Fevereiro de 2004

Fevereiro 2004
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Nancy Vieira
Segred

No ano de 1975, na Guiné Bissau, nasceu Nancy Adelaide Vieira. Filha de pais cabo-verdianos, aos 4 meses foi viver para Cabo Verde, onde permaneceu até aos 14 anos. E foi aí que despertou a sua paixão pela musica, cantando entre amigos e em casa, acompanhada pelo pai, ao violão. Aos 14 anos Nancy vem para Lisboa para continuar os seus estudos. Enquanto os estudos decorrem, Nancy continua a cantar entre amigos. Em 1995 actuou pela primeira vez em público, num concurso, do qual saiu vencedora e cujo prémio foi a gravação do seu primeiro disco: «Nos Raça». «Nos Raça», chamou de imediato a atenção do povo Caboverdiano e na diáspora. A voz doce e grave de Nancy começa a marcar pontos e desde então tem sido convidada a estar em palco com os nomes mais sonantes da musica de Cabo Verde, nomeadamente, Bana, Tito Paris, Boy Gê Mendes, Ferro Gaita. Já em final de 2003, em conjunto com Maria Alice e Lura, Nancy Vieira realizou uma digressão no Reino Unido apresentando o espectáculo "Women of Cabo Verde", sobre o qual escreveu o jornal The Independent: "Quando as suas carreiras se desenvolverem, as raparigas vão encher estádios". Nancy apresenta agora o seu segundo álbum de originais «Segred», um disco composto por nove temas originais e uma canção tradicional de Cabo Verde, com a produção musical do já consagrado músico e produtor, Toy Vieira, que contou com a colaboração nos arranjos e orquestração de Djim Job. Neste álbum Nancy é ainda acompanhada por outros músicos de excelência como: Vaiss, Zé António, Kau Paris, Dalu, e Iduino Tavares, de Ferro Gaita.
(15 de Fevereiro)
Música de Expressão Portuguesa - World/Cabo Verde

Vários
Festival Au Désert
Este evento histórico aconteceu a aproximadamente 100 quilómetros a nordeste de Essakane, Timbuktu. Durante três dias e três noites 37 grupos, predominantemente do Mali, desfilaram por um palco montado no deserto. O público, para além dos próprios músicos, era constituído por povos que raramente têm oportunidade de ver um festival de World Music: Povos como os Tuareg, Songhai, Bambara ou Peul, alguns dos quais com rivalidades históricas, juntaram-se e esqueceram os problemas económicos, sociais, culturais e políticos que os separam desde o momento em que o ex-produtor de cinema Cheikh Oumar Sissoko, ministro da cultura do Mali, declarou oficialmente aberto o festival. Desse festival, 20 faixas foram seleccionadas para este disco. Para além dos super-conhecidos, estrelas no Mali, Ali Farka Touré e Oumou Sangaré, Robert Plant também se juntou ao evento. O ex-vocalista de Led Zepellin apresentou-se com o guitarrista Justin Adams. Alguns dos outros nomes incluídos no festival são Afel Bocoum, Lo’Jo & Django, Adama Yalomba, Baba Salah e os nativos americanos Blackfire, com quem os Tuareg trocaram danças e histórias. A música deste CD soa continuamente fresca, viva e revigorante. Como se estivéssemos pessoalmente no Festival no Deserto.
(15 de Fevereiro)
Ponderosa - World

Manu Dibango
Live 96 - Papa Groove
O concerto do mítico saxofonista camaronês Manu Dibango, gravado nos dias 29 e 30 de Janeiro de 1996 no club parisiense Petit Journal Montparnasse. Oito faixas com o sabor dos Camarões e a classe de um dos melhores músicos africanos de sempre. (15 de Fevereiro)
Megamúsica - World Music

Vários
Sabor Cubano
O melhor da música de sabor cubano. Temas de Orquesta Aragon, Septeto Habanero, Polo Montanez, Omara Portuondo, Compay Segundo, Eliades Ochoa Con El Cuarteto Patria, Ibrahim Ferrer, Anacaona, Osdalgia, Afro Cuban Jazz Project, Peruchin Jr. & The Cuban All Stars e Leyanis Lopez. Edição de 2002.
(15 de Fevereiro)
Megamúsica - World

Vários
Rhythm-Time: World Percussion
Numa viagem à volta do mundo, este disco recolhe o que de melhor a percussão tem para nos dar, com temas de Amampondo & Airto Moreira, Megadrums, Sin Palabras, Los Muñequitos De Matanzas, Nyanyo Addo, Dumisani Maraire & Ephat Mujuru, Arakabuta & Faze Action, Mapathé Diop, Ifang Bondi, Mahmoud Fadl, Hassan Erraji & Arabesque, Tamburi Del Vesuvio, Fuji Dub, Pancho Quinto e Karnataka College Of Percussion. Edição de 1999.
(15 de Fevereiro)
Megamúsica - World

Janeiro 2004
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Paco de Lucia Sextet
One Summer Night/Live

O concerto de Paco de Lucia, gravado em 1984, em sexteto com Ramon de Algeciras (guitarra), Carlos Benavent (baixo eléctrico), Pepe de Lucia (voz, guitarra-ritmo), Jorge Pardo (flauta, saxofone soprano) e Rubem Dantas (percussão). Paco de Lucia toca guitarra acústica, com o brilhantismo e viruosismo que se lhe reconhece, e que o tornam o maior prodígio vivo da guitarra. Este disco é basicamente um disco de Jazz instrumental, mas também pode ser considerado um disco de World Music espanhola. No entanto, quer se goste de Jazz ou não, quer se goste de World Music ou não, não faz diferença. Este cativante disco tem potencial para agradar a qualqer fã de qualquer estilo de música. A maneira como os dedos de Paco de Lucia abordam as cordas da sua guitarra é cativante, exótica, fortemente emocional e, no mínimo, virtuosa. Na companhia de dois dos seus irmãos (Pepe de Lucia e Ramon de Algeciras) e três amigos, Paco de Lucia tem aqui testemunhado um dos mais emotivos e energéticos concertos da sua carreira. (27 de Janeiro)
Jazz Door/Records V. - World/Flamenco

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Amália Rodrigues
Amália Rodrigues

Antes da conhecida colaboração de Amália Rodrigues com a EMI, a fadista gravou uma série de canções no Brasil, em 1945. É este conjunto de fados que este disco contém, incluindo as características que faria dela a Diva Eterna da música portuguesa, mas também um dos seus primeiros poemas, fado teatral e dos retiros. Apesar de ter sido interpretado por uma jovem artista, os temas de «Amália Rodrigues» são altamente expressivos e revelam uma voz cativante que viria a abrir caminho para o estrelato logo a seguir.
(27 de Janeiro)
Megamúsica - Portuguesa

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Half Pint
Legal We Legal

O artista responsável por grandes hinos do Reggae-Ska como «Greetings», «Winsome», «Victory», «One Big Family» e «Substitute Lover» regressou em 1998 com este «Legal We Legal». Poucos artistas combinam o talento vocal, habilidade de composição e carisma em palco como Half Pint. Mais uma vez, «Legal We Legal» propõe melodias contagiantes e letras inteligentes, como as que levaram os Rolling Stones a pegar no tema «Winsome» para uma versão a que chamaram «Too Rude». Edição de 1998.
(27 de Janeiro)
Megamúsica - Reggae

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Astor Piazzolla
Live At Cine Teatro Gran Rex De Buenos Aires

Concerto gravado no Cine Teatro Gran Rex em Buenos Aires, Argentina, a 20 de Dezembro de 1981. Nessa noite mágica, o génio do Tango fez-se acompanhar por Pablo Ziegle (piano), Fernando Suárez Paz (violino), Oscar López Ruiz (guitarra) e Hector Console (contrabaixo). Edição de 1992.
(27 de Janeiro)
Megamúsica - World

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Alan Stivell
Back To Breizh

Alan Stivell é quase unanimemente considerado o pai da música Celta moderna e o responsável pelo renascimento da harpa celta. «Back To Breizh», editado em 2000, explorava a paixão de Stivell pela herança Bretã. As canções falam do seu amor pela sua terra-natal, a sua fúria perante os preconceitos e a sua alegria por estar ligado às suas raízes. No estilo bem característico de Stivell, este disco faz uso de luxuosos arranjos, extremamente orquestrados e muito ricos em termos instrumentais. Um disco de profunda paixão, como apenas o pai da música Celta podia fazer.
(27 de Janeiro)
Megamúsica - World/Celta

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Orchestra Arabo-Andalusa di Tangeri
Incontro A Tangeri
A Orchestra Arabo-andalusa Di Tangeri, dirigida por Jamal Ouassini, perpetua uma anciã tradição criada durante o período da "Andalusia Feliz", em que ebreus e muçulmanos era convidados da Espanha cristã, e compunham poesia e música numa simbiose e cumplicidade excepcional. A orquestra, de 13 membros, acompanha neste disco três cantores solistas, de três países diferentes: Esti Kenan Ofri (de Israel), Younes Chadigan (de Marrocos) e Stefano Albarello (de Itália). Edição de 2002.
(20 de Janeiro)
Materiali Sonori - World Music

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Orchestre Ahk-Fâs
Morocco - The Art Of Samâ’ In Fez
O Samâ é a arte da canção espiritual, ou de compôr poesia inspirada pela religião para ser cantada. Num sentido mais lato, samâ’ significa um concerto de música espiritual ou religiosa baseada essencialmente na voz. Este disco apresenta o samâ’ segundo a interpretação da Orchestre Ahl-Fâs, dirigida por Muhammad Bennis. A tradição do samâ’ está intimamente ligada ao sufismo. Os poemas sufi aqui apresentados estão entre os mais consagrados na tradição poética árabe, mas também nas tradições poéticas do norte de África e Médio Oriente, e incluem versos de Ibn al-Farid, Shushtari, Abu Madyan al-Ghaout e Sisi Muhammad, bem como excertos de poetas anónimos. Edição de 2002.
(20 de Janeiro)
VDE Gallo - World

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Vários
Niger - Music Of The Tuaregs Vol. 2: In Gall
Segundo volume da obra histórica dedicada à música dos tuaregs nómadas nigerianos. Edição de 2002. (20 de Janeiro)
VDE Gallo - World

Dezembro 2003
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Ojos De Brujo
Bari

Oriundos de Barcelona, os Ojos de Brujo usam Flamenco como base para excursões electrónicas, influências ocidentais e batidas de dança muito Funky. Os ingredientes da sua receita musical incluem uma sensual voz feminina que canta em espanhol, virtuosas guitarras de Flamenco, percussão variada feita manualmente e com kit de bateria e vários outros elementos, que vão desde o scratch à instrumentalização clássica indiana. Com tantos elementos musicais, é natural que Ojos de Brujo tenham alguma coisa para toda a gente, neste álbum. Uma das coisas que faz com que Bari seja um álbum tão bem visto entre as várias esferas de diferentes tipos musicais, entre imprensa e fãs, é a incrível qualidade técnica dos seus executantes, e o sentimento acústico que se mantém do início ao fim do álbum, apesar de Ojos de Brujo ser uma banda que recorre frequentemente a samplers e a repetições de partes da sua música. A fusão que Bari representa transformou os Ojos de Brujo num fenómeno de vendas em Espanha na data de edição, em 2002. Agora é a vez de Portugal. (8 de Dezembro)
La Fabrica de Colores/K Industria - World/Flamenco/Fusão

Orchestre Baobab
On Verra Ça!
Gravado em Paris em 1978, este é o primeiro álbum da Orchestra Baobab depois da primeira formação ter estabilizado. A influência da Rumba latina na sua música africana é tão visível como no mais recente Specialist On All Styles ou em Pirate’s Choice, mas em On Verra Ça! os nove músicos aparecem mais energéticos e, de certo modo, puros do que nas gravações posteriores. (8 de Dezembro)
Celluloid/Mélodie - World/Senegal

Papa Wemba
Somo Trop
Libertado há poucas semanas da prisão, onde esteve preso preventivamente por acusação de organização de imigração ilegal para França, Papa Wemba é um novo homem, e apresenta-nos agora aqui o novo disco. Somo Trop é um disco duplo do Rei do Rumba Rock do Congo. O regresso de Papa Wemba é feito de 17 novas músicas, divididas por dois CD’s, com um ambiente bem alegre, reminiscente do que Wemba tem feito em Viva La Musica, misturando a tradicional arte africana com influências ocidentais. E a continuação do caminho musical mais arriscado que Papa Wemba tomou nos últimos lançamentos e que lhe valeu, para além do virar de costas de muitos dos puristas da World Music, uma base de fãs mais alargada, que o considera hoje em dia o Rei da música Pop do Congo. Polémico, alegre, com uma naturalidade incrível e cheio de energia, Papa Wemba está mesmo de volta, e o mundo da música africana feita na Europa está prestes a mudar de novo... (8 de Dezembro)
Sono/Next Music - Word

Gilberto Gil
Parabolic

No início dos anos 90, enquanto exercia um cargo importante no governo local de Salvador, Gilberto Gil demonstrava uma preocupação especial com as raízes africanas do povo brasileiro, e este álbum reflecte-o perfeitamente. Enquanto o tema de abertura, Madalena» aparece com uma desconfortável crítica social através do seu groove afro, Parabolicamará» constrói um discurso sobre comunicações em cima de uma magnífica melodia de ponto de macumba com harmonias luxuosas. Um Sonho» tem uma dolorosa toada na falta de compreensão que os políticos e tecnocratas revelam sobre a alma popular. Nagô Buddha» é um tributo a Dorival Caymmi, bem ao estilo afro-baiano, em que gilberto gil conta com a convidada Nana Caymmi (filha de Dorival, ex-mulher de Gil). Serafim» junta sons afro à magnífica guitarra influenciada por flamenco de Marco Pereira, sugerindo as ligações da música brasileira às tradições ibéricas. Quero Ser Teu Funk» é a desculpa do Funk na cena actual do Rio. Yá Olukum» traz mais influências afro e O Fim da História» usa de novo as ligações ao ponto de macumba como desculpa para a teoria pós-modernista sobre o fim do mundo. Os valores tradicionais da comunidade nordestina são celebradas em De Onde Vem o Baião», enquanto O Falso Toureiro» se revela uma curiosa mistura de forró nordestino e afro-beat. No fim do álbum, Sina» propõe-nos o maravilhoso Reggae de Djavan numa versão subtil que foi banda sonora da série Confissões de uma Adolescente. Edição original de 1993, reedição Megamúsica.
(8 de Dezembro)
Megamúsica - Brasileira

Hector Zazou
Strong Currents - Sonora Portraits 2

O essencial da obra de Hector Zazou com vozes femininas. Temas com Laurie Anderson, Jane Birkin, Melanie Gabriel, Laurie Carson, Caroline Lavelle, Sarah Jane Morris, Catherine Russell, Nicola Hitchcock, Emma Stow e Lisa Germano. Os músicos que acompanham Zazou e as suas sereias nesta aventura incluem nomes como Ryuichi Sakamoto, Stefano Bollani, Orio Odori, Lone Kent, Bill Riefli e Archaea Strings... A edição contém um livro com uma entrevista de fundo a Hector Zazou, um texto de Giampiero Bigazzi e uma cronologia do artista. As fotos são da responsabilidade de John B. Root.
(8 de Dezembro)
Materiali Sonori - Contemporânea

June Tabor
An Echo Of Hooves

Desde o primeiro disco que gravou, June Tabor demonstrou uma enorme maturidade e uma mestria invejável tanto na canção tradicional como contemporânea cantando-as, muitas vezes sem acompanhamento, com uma individualidade e expressividade espantosas. As emoções e significados que descobre nos temas antigos dão-lhes uma nova ressonância que encanta audiências inteiras que vão muito para além da cena Folk. ste novo álbum de June Tabor contém um reportório feito basicamente de grandes baladas tradicionais Folk - histórias contadas na sua forma mais negra e dramática. O trio que acompanha tradicionalmente June Tabor (Huw Warren - piano, violoncelo; Mark Emerson - viola, violino, piano e Tim Harries - contrabaixo), é também o acompanhamento de An Echo Of Hooves», juntamente com os convidados Martin Simpson e Kathryn Tickell.
(8 de Dezembro)
Topic Records - World/Celta

Luis Morais
Boas Festas

Este disco é a reedição do álbum que Luis Morais gravou em 1967 em Roterdão, juntamente com os membros da Voz de Cabo Verde e publicado nesse mesmo ano pela editora local Morabeza. m cada um dos últimos dias de cada ano em Cabo-Verde, havia uma música que era tocada em todo o lado: na rádio, nos bares e nas tabernas. Era uma música de Luis Morais, o famoso clarinetista, mestre de uma geração inteira de músicos cabo-verdeanos. Onde quer que vamos, ouviremos o original ou uma versão dessa música, chamada Boas Festas». É uma combinação paradoxal de alegria e tristeza, que coloria a vida de uma nação inteira nas duas últimas semanas do ano. Não havia maneira de lhe escapar. Onde quer que se fosse, ouvir-se-ia várias vezes ao dia e infectava a população local com a sua curiosa melancolia alegre. om a proximidade do novo ano - um tempo de celebração em que toda a gente esquece os seus problemas - os pensamentos viram-se para os amigos, irmãos e amados que morreram ou nos abandonaram para procurar uma vida melhor noutro sítio. Em Cabo-Verde, um período de lamentação e recordações precede sempre uma canção e um sorriso.
(8 de Dezembro)
Doçura/Lusafrica - World/Cabo-Verde

Les Miao et Les Dong du Guizhou
Chansons à Boire Et Chants D’Amour

A expressão musical é uma parte importante da vida entre as populações tribais, quer seja através de canção ou música instrumental. Este CD explora a música de diversos grupos tribais que no século VII AC, foram confrontados com as pressões expansionistas das populações han e mongol, e que emigraram para sul seguindo o rio Yangtze. Encontraram refúgio nas montanhas e muitas vezes inóspitas regiões da província de Hunan, Guangxi, Guizhou e Yunnan. Outros grupos como os Bai, vivem nestas regiões há apenas duzentos ou trezentos anos. Das 54 minorias chinesas, 30 vivem nestes territórios. São, entre outros, os Miao, os Dong, os Bai, os Dai, os Yi, os Jingpo, and Buyi. Este CD explora a cultura musical dos Dong e, especialmente, dos Miao.
(8 de Dezembro)
Arion - Étnica/China

Adel Salameh
Nuzha

Adel Salameh é hoje visto como um dos mais importantes virtuosos do alaúde da Palestina. Desde que se mudou para a Europa, no início dos anos 90, prossegue uma carreira a solo que o levou a actuar em mais de 30 países e a trabalhar com músicos como Ross Daly. A sua música é inspirada nas tradições do mundo árabe mas incorpora igualmente elementos de música indiana, persa e turca. Este é o seu disco de 2000, em quarteto com a sua mulher Nahiza Assouz (voz), com Eyal Sela (clarinete e flauta) e Asaf Sirkis (bendir).
(8 de Dezembro)
Arion - Étnica

Vários
Rhythms from Bagan & Mandalay

A Arion oferece-nos, com esta edição, uma visão geral sobre a música de Mandalay (gravada em 1996 pela orquestra Sein Du Wun) e de Bagan (gravada em 1996 pela Orquestra Pantara Sein Maung Saun). Madalay e Bagan são dois dos mais importantes polos de Myanmar, a antiga Birmânia, cuja tradição cultural e musical riquíssima nos chegou, em grande parte, através dos músicos que mantiveram os ritmos e melodias dos seus antepassados vivos e intactos.
(8 de Dezembro)
Arion - Étnica/Birmânia

Ensemble Razbar
Chants Sacrés Kurdes Vol. II

Fundado originalmente em 1997 como um grupo curdo de Ahl-e Haqq ("Seguidores da Verdade") que viviam na Alemanha há já alguns anos, os membros da Razbar Ensemble eram nativos de Hashtgerd, uma cidade predominantemente curda localizada nos subúrbios de Teerão. O grupo tem como objectivo promover e manter as tradições espirituais da Ahl-e Haqq, cuja ordem mística foi fundada no século XV, e que originou muitos santos e mestres, bem como poetas e músicos. Este é o segundo volume da experiência, onde o grupo volta a praticar a música composta nos rituais praticados nas reuniões espirituais chamadas jams. O resultado é um estado de sub-consciência que permite o "contacto com o divino".
(8 de Dezembro)
Arion - Étnica/Curdistão

Vários
Drumming & Chanting In God’s Own Country

Cortado do resto do território indiano pelas enormes montanhas Ghats e aberto às influências do mar arábico através da sua linha costeira de 1.000 km, o pequeno estado indiano de Kerala, situado no sudoeste do país, é bastante diferente do resto do sub-continente indiano. As gravações deste CD, feitas nos templos de Kerala num período entre 1995 e 1997, mostram a enorme variedade dos estilos musicais locais. As enormes orquestras de percussões, os antigos estilos de canção devota e os pequenos ensembles com instrumentos tradicionais raros como a pequena corneta em forma de C são alguns desses interessantes estilos.
(8 de Dezembro)
Topic Records - World/Índia

Bob Fox
Borrowed Moments

Este é o primeiro disco gravado para a Topic daquele que foi descrito por Ralph McTell como "uma das melhores vozes de Inglaterra". Bob Fox é provavelmente um dos mais trabalhadores artistas do Reino Unido, tocando ao vivo mais vezes do que qualquer outro artista de qualquer outro estilo. A sua voz excepcional e guitarra inspirada têm uma leveza de toque e uma certeza de propósito que vão direitos ao coração das canções, sejam elas tradicionais ou contemporâneas.
(8 de Dezembro)
Topic Records - World/Celta

Vários
King’s Musicians - Royalist Music Of Buganda-Uganda

Possivelmente nenhuma outra côrte africana mantém uma variedade tão grande de ensembles musicais como os Kabakas (reis) do Buganda. Durante vários séculos o seu reino foi o maior e mais poderoso estado da África central e os seus palácios ressoavam todo o dia com música. Este disco é uma mostra única dessa riqueza musical, apresentando duas ensembles de xilofone diferentes, a banda de flautas real, as canções do harpista do rei e de tocadores de lira, bem como vários grupos de percussão e dança. Em 1966 o reino foi suprimido pelo primeiro-ministro Obote e o Rei Mutesa morreu no exílio. Apesar de alguns dos antigos músicos terem entusiasticamente dado as boas-vindas ao seu filho Mutebi, quando regressou em 1987 (também aqui gravado), alguma desta música pode em breve ser apenas uma memória.
(8 de Dezembro)
Topic Records - World/África

Watersons
The Definitive Collection

Que os The Watersons são uma das mais originais bandas que emergiram do período de grande turbulência antiga da história recente inglesa é um facto incontestável. Apesar da sua sonoridade alegre e poderosa estar firmemente apoiada na tradição do Folk, a sua influência está espalhada por todo o mundo da música acústica. Esta colecção recolhe o melhor das gravações de The Watersons como banda, como artistas a solo e em colaborações com outros artistas da Topic, durante os últimos 35 anos.
(8 de Dezembro)
Highpoint Recordings/Topic Records - World/Celta

Oliver N’Goma
Best Of
Finalmente o melhor de Oliver N’Goma num só CD. Os fortes ritmos contagiantes dos estilos kwasa-kwasa zairenses que N’Goma aplica na sua música encontram alguns ritmos latino-americanos. Há ainda um medley de 13 minutos a fechar o disco. Oliver N’Goma é simplesmente o maior herói de afro-zouk, e este disco comprova-o. (8 de Dezembro)
Lusafrica - World/África

Kimmo Pohjonen
Kalmuk - DVD Symphony

Quem conhece a música desconcertante e, de certo modo, provocadora de Kimmo Pohjonen e ainda não viu o génio finlandês em palco, então não conhece toda a extensão da arte - e loucura! - de Kimmo Pohjonen. Este DVD chega na altura certa para todos os que perderam o espectáculo explosivo de Kimmo no Sons em Trânsito deste ano. É a oportunidade de ver um dos maiores génios da música do mundo mais desafiante e ignóbil do mundo em cima do palco. Quem viu o espectáculo de Kimmo Pohjonen pode, com este DVD, recordar um dos momentos mais catárquicos da sua vida. O conceito de Kalmuk» é tão visual quanto musical, e apenas com este DVD se pode ter uma ideia global de todo o brilhantismo de um dos grandes nomes da cena musical global.
(8 de Dezembro)
Lilith - World/Escandinávia

Rosa Passos & Ron Carter
Entre Amigos

Nem mesmo o frio nova-iorquino podia arrefecer o ar quente que se respirou na igreja de St. Peter no frio do Inverno durante as gravações de Entre Amigos. A voz sedutora e tropical da cantora brasileira Rosa Passos, juntamente com o baixo acústico e intimista de Ron Carter instalam uma autêntica aura de pureza melódica. Este disco, que tinha como objectivo juntar a poderosa e, no entanto, subtil voz de Rosa Passos e a versatibilidade de um dos mais influentes baixistas da história do Jazz, acabou rapidamente transformado num retro brilhante de uma paisagem brasileira que, de acordo com Chip Stern (responsável pelas notas no CD) é "uma celebração de tudo o que é fresco, livre e excitante na música brasileira".
(8 de Dezembro)
Chesky Records - Brasileira

Giuseppe Tartini (1692-1770)
Suonate A Violino E Violoncello O Cimbalo

Enrico Gatti/Gaetano Nasillo/Guido Morini

Pode ser relativamente fácil falar sobre Bach, Vivaldi ou Mozart para uma audiência habituada a utilizar auto-estradas. Mas este disco propõe que se abandone o que se tornou o centro e se siga uma estrada mais secundária. A música de Tartini ( que era, no século XVIII, um dos maiores violinistas e mestres de violino do seu tempo) permanece algo inexplorada hoje em dia encontrando-se, por assim dizer, na periferia da vida musical contemporânea. Enrico Gatti, Gaetano Nastillo e Guido Morini perfazem um trio para interpretar esta sonata para violino, violoncelo e címbalo de Tartini, composto por duas peças distintas que demonstram todo o sentimento e sensibilidade da obra de Tartini.
(8 de Dezembro)
Arcana - Clássica/Antiga

Vários
The Very Best Of Africa
Sendo tão vasto, variado e ecléctico, o continente africano é detentor de uma vastíssima base cultural e, consequentemente, musical. Culturas milenares, sentimentos condicionados por realidades geo-políticas diversificadas transformados em sentimentos musicais e vozes quentes e sentidas são a imagem de marca da música africana em geral. Esta compilação recolhe o melhor que se faz no vastíssimo continente, resultando num guia extremamente diversificado, com uma alma comum.
(8 de Dezembro)
Nascente/MCI - World/África

Celia Cruz
The Best Of
Em época de fim de ano é sempre altura de fazer balanços. E este ano perdemos algumas das melhores vozes que a música cubana ofereceu ao mundo desde há um século para cá. Compay Segundo e Celia Cruz são duas perdas irreparáveis não só para o panorama musical cubano como para a música em geral. O que a Sergent Major Company nos propõe aqui é uma visita guiada pela carreira de Celia Cruz,através de 20 temas - a maioria deles interpretados com a La Sonora Matancera - e que marcaram mais que uma geração na música cubana. (8 de Dezembro)
Sergent Major Company/VGM - World/Cuba

Touré Kunda
É’mma Africa
"É’mma Africa" foi o primeiro disco de ouro de Touré Kunda. Editado originalmente em 1980, continha todos os elementos que tornaram a música de Kunda mundialmente conhecida na década de 80. A reedição é de 2002, feita pela Celluloid.
(8 de Dezembro)
Celluloid/Mélodie - World/Africa

La Tipica Orquesta De Tango
Nocturno
Deslumbrante reminiscência das orquestras típicas que animavam os bailes no ambiente caótico, rebelde e quente de Buenos Aires nos anos 40 e 50, La Tipica é uma orquestra da velha guarda. Um grupo de 14 músicos de Tango liderados por Juan Cedron, que toca Tangos, Candombes, Milongas e Valsas, todas fortemente ligadas a um passado musical que pode ser dançado toda a noite.
(8 de Dezembro)
Gotan Productions/Mélodie - World/Tango

Bulgarian Voices Angelite
Angels’ Christmas

Tal como nas outras nações balcãs e eslavas, na Bulgária os temas tradicionais de Natal são cantados na noite da consoada enquanto os homens, koledari (cantores de Natal), vestidos com roupas tradicionais, cumprem o ritual, visitando as casas da vizinhança. Cantam canções de Natal, acrescentando votos de fertilidade para a terra, prosperidade, saúde e felicidade pessoal para os membros da família. O que a Bulgarian Voices Angelite aqui nos oferece é um conjunto de 14 dessas canções de Natal tradicionais, cantadas com as suas vozes características e dirigidas por Georgy Petkov.
(8 de Dezembro)
Jaro - World/Bulgária

Los Calchakis
Art De La Flûte De Pan Andine
Mais um volume da série "The Art Of..." da Arion. Desta feita, a colecção explora os panpipes dos Andes, e traz-nos 20 melodias interpretadas com esses milenares e fantásticos instrumentos. Antara, siku e rondador são os três tipos de panpipes à volta do qual este volume gira, com a interpretação a caber ao grupo local Los Calchakis.
(8 de Dezembro)
Arion - Étnica/Andes

Vários
Musique Sacrée Des Moines Tibétains
Desde 1959 que milhares de tibetanos vivem no exílio, na Índia e Nepal, depois de fugirem do regime imposto pelos chineses. Apesar da música deste disco submergir o ouvinte numa civilização e religião que, mais que outras, lhe são estranhas, a sensação de que pertencemos ao que estamos a ouvir é um resultado do poder ressonante conjurado pelos monges tibetanos, uma das funções essenciais desta música e destes sons. O disco está dividido em três partes distintas (rituais tibetanos em Bodh Gaya na Índia, rituais tibetanos em Swayambunath no Nepal, e rituais tibetanos em Dharamsala, na Índia). Edição de 1989.
(8 de Dezembro)
Arion - Étnica/Tibete

Parvathy Baul
Radha Bhava

Parvathy é uma jovem artista de múltiplos talentos. Para além de compôr com uma profunda originalidade, canta e dança segundo a tradição dos Bâuls de Bengala, e faz-se acompanhar de dois pequenos instrumentos: a ektârâ e o duggî. Apesar do seu estilo vocal ser reminiscente do guru Sanathan Das Baul, Parvathy imprime uma energia e um saber muito próprios a tudo o que interpreta. Este disco explora a tradição dos Bâuls e do Bangladesh, e incorpora alguns temas próprios.
(8 de Dezembro)
Arion - Étnica/Bangala

Marina Pittau
Raighinas

Neste disco, Marina Pittau tece uma história feita de composições inspiradas na música tradicional da Sardanha. Somos embalados com lendas, mitos e rituais mágicos que fazem parte da memória colectiva do povo da Sardanha. O reportório revela uma variedade impressionante, que é explicada historicamente pelas diferentes invasões que a região sofreu durante os séculos. A sua posição estratégica no Mediterrâneo suscitou a cobiça de vizinhos poderosos, que importaram a sua cultura e as suas tradições. Como resultado, temos a guitarra (levada pelos espanhóis, que permaneceram na Sardanha de 1327 a 1713), que tem características muito particulares, e que deu origem à ‘boghe a cgiterra’ (canção à guitarra), que é basicamente o que Marina Pittau faz neste disco.
(8 de Dezembro)
Arion - Étnica/Sardanha

Vários
Gumboot Guitar - Zulu Street Guitar Music From South Africa

A guitarra chegou provavelmente à África do Sul através dos marinheiros portugueses e árabes no século XVI, mas apenas entrou nas tradições vernaculares do país por volta do século XIX. A descoberta de ouro e diamantes nessa altura trouxe um considerável número de trabalhadores africanos de todo o continente - todos eles à procura de novas formas de relaxamento e expressão. A música até aí tocada em arcos zulus foi transferida para um novo ambiente urbano que envolvia guitarra e muitas vezes concertina e violino. O que este disco contém é uma mostra desse estilo musical, chamado maskanda, em que os músicos tocam para puro prazer próprio, mas em que acompanham também as festas dos mineiros nas suas danças, nas ruas.
(8 de Dezembro)
Topic Records - World/África do Sul

E2K
If Not Now

Os E2K conquistaram o estatuto de uma das mais excitantes novas bandas da cena Folk britânica devido a um talento próprio e a uma formidável reputação de banda ao vivo e excelentes espectáculos em festivais, depois de terem reinventado a sua própria receita, que vinham ensaiando em bandas anteriores como Ell ou Red Hot Polkas. A formação original era principalmente uma banda de música de dança, mas quando a vocalista Kellie While entrou produziu-se uma espantosa metamorfose para um estilo que funde influências Folk, World, Jazz e Dança. Kellie é, sem dúvida, uma das novas estrelas no novo movimento Folk inglês. Este é o segundo álbum do grupo, depois da estreia Shift.
(8 de Dezembro)
Topic Records - World/Celta

Martin Simpson
Righteousness & Humidity

Quer seja a tocar Blues antigo americano, uma canção de Dylan ou um tema próprio, Martin Simpson é imprevisível, individualista e um guitarrista de grande subtileza. Rightousness & Huminity é o álbum que sucede ao premiado The Bramble Briar. É uma colecção de novas gravações, com ponto de partida nas raízes das tradições americanas e com a habitual imagem de marca de instrumentalização única e habilidade vocal. Como o próprio Martin refere nas notas do disco, esta obra permite-lhe tirar o chapéu à música e pessoas do sul dos Estados Unidos, e misturar temas tradicionais com composições originais. Para além de cantar, Martin interpreta guitarra acústica, ukelele, guitarra eléctrica, lap-steel, percussão, banjo de cinco cordas e slide-guitar.
(8 de Dezembro)
Topic Records - World/Celta

Colin Reid
Swim
Colin Reid entrou de rompante na cena em 1998 com um álbum de estreia a solo de música de guitarra, e foi imediatamente aclamado como o novo rei do instrumento. Ele é, no entanto, muito mais do que um guitarrista excepcional - é também um músico excepcional e, como fica provado com este álbum, um compositor também excepcional. (8 de Dezembro)
Topic Records - World/Celta

Benedikt Anton Aufschnaiter
Dulcis Fidium Harmonia Op. 4
ARS Antiqua Austria / Gunar Letzbor (direcção)

Benedikt Anton Aufschnaiter, filho de Andreas e Salome Aufschnaiter, foi baptizado a 21 de Fevereiro de 1665 em Kitzbuhel, Tirol. Excepto o registo do baptismo, nenhum outro documento da infância do compositor sobreviveu até hoje. Provavelmente recebeu a sua educação musical em Viena, onde ficou até ser nomeado o Mestre da capela da catedral de Passau. Como mestres, Aufschnaiter menciona, no prefácio do seu trabalho teórico Regulae Fundamentales Musurgiae os compositores Giacomo Carissimi, Orlando di Lasso, Kaspar Kerll e Adam Gumpelzhaimer. A 16 de Janeiro de 1705, Aufschnaiter é chamado pelo príncipe e bispo Johann Philipp, Conde Lamberg, para a principesca e episcopal corte de Passau, para suceder a Georg Muffat como mestre da coorte da catedral. Ao contrário do seu antecessor, Aufschnaiter compôs muitas obras, e não só de música sagrada. Consequentemente, Aufschnaiter foi acusado pelo bispo em 1728 pelas suas composições profanas, e desculpou-se com denúncia das fracas prestações dos músicos da corte de Passau. Morreu em 1742 em Passau. A sua sepultura já não existe, uma vez que foi vendida quando a abadia da catedral foi demolida. Este disco contém alguma da música sagrada de Aufschnaiter, nomeadamente oito sonatas. É interpretada pela orquestra ARS Antiqua Austria, dirigida por Gunar Letzbor que, no booklet do disco, questiona o ouvinte de um modo pertinente - é Aufschnaiter um Bach católico? Cabe a cada um decidir, depois de uma atenta audição a esta obra-prima. (8 de Dezembro)
Arcana - Clássica/Antiga

Vários
BrazilBoogie - Brazilian Jazz Funk - From The 70’s And Beyond

No fim dos anos 70 uma incrível misogenização de sons começou a acontecer no Brasil, com a mistura de Samba, Bossa Nova, Batucada, Jazz norte-americano, Funk e Soul. O resultado foi o chamado ‘Boogie brasileiro’, estilo em que os músicos brasileiros e americanos começaram a usar as influências uns dos outros. A Banda Black Rio começou a imitar o Soul-Funk de Earth, Wind & Fire, enquanto o percussionista Bill Summers se entretia com Batucada e ritmos do Samba. Este disco mostra um pouco do Brazil Boogie, que desempenhou um importante papel na cena Jazz-Funk do início dos anos 80. Conta com faixas de Azymuth, Dom Um Romão, Eumir Deodato, Banda Black Rio, Ana Mzzotti, George Duke, Viva Brasil, Guilherme Vergueiro e Bill Summers. Edição de 2002.
(8 de Dezembro)
Nascente/MCI - Brasileira

Hespèrion XXI / Jordi Savall
Alfonso Ferrabosco The Younger (Ca. 1575-1628)
Consort Music To The Viols In 4 & 6 Parts

Alfonso Ferrabosco The Younger (cerca de 1575-1628) provém de uma longa geração de músicos. O seu talentoso pai, o italiano Alfonso Ferrabosco I, teve uma carreira meteórica na Inglaterra vitoriana, onde deu um novo impulso à apática sociedade inglesa importando técnicas musicais de Itália. A primeira grande tarefa que o seu filho Ferrabosco - que era também compositor, violinista e cantor - enfrentou, foi a comparação com o seu ilustre progenitor. Apesar de ter tido acesso à corte real no início de 1592, levou quase 10 anos a provar o seu talento e a ganhar a atenção da raínha. No entanto esse revelou-se um período frutífero, em que aperfeiçoou o estilo incomparável dos seus trabalhos musicais. Em 1601 tornou-se membro da orquestra real de violas e, quando Elizabeth I morreu em 1603, o sucessor James IV nomeou Ferrabosco professor musical de Henry, príncipe de Gales. Ferrabosco continuou a trabalhar ao serviço do rei, tornando-se Compositor Real em 1625 e em 1626, dois anos antes da sua morte, sucedeu a John Coprario no posto de músico oficial da corte. O respeito que demonstrou pelos seus contemporâneos prova que Ferrabosco era o músico da corte dos seus dias, até pelo facto de ser o mais copiado. Ferrabosco marca o início do Barroco inglês. Transformou grande parte da música de câmera, um domínio em que Inglaterra sempre tinha sido uma torre inexpugnável, longe das influências continentais. O seu grande sentido de novidade e o seu talento extraordinário para contraposições na composição abriu-lhe novos horizontes musicais no espectro da viola. No reportório tradicional, Ferrabosco expandiu o registo vocal e forjou um novo estilo linear, combinando os estilos sinuosos como o ricercare com o ritmo e emoção da canzona, preservando as características formais básicas: a qualidade rítmica das danças (pavanes, etc), o estilo ornamental livre das fantaisies ou até introduzindo nova vida no in nomine, que era até então considerado um estilo musical mais suave. A sua composição é fértil em modulações subtis, efeitos e motivos interligados, o que deu ao seu trabalho uma característica escultural monumental. Nesta selecção de pavan, almaine, fantasias e in nomine nas suas partes 4, 5 e 6, Jordi Savall e os seus músicos pintam o retrato de um compositor excepcional, que não tinha sido pintado até agora. Aliás, acima de tudo, celebram o casamento perfeito entre música e uma sonoridade quente e melodiosa, que é a imagem de marca inimitável da banda de violas Hespèrion XXI. Uma experiência musical soberba e tocante! (8 de Dezembro)
Alia Vox - Clássica

Ibrahim Ferrer
La Colección Cubana

Hoje em dia vencedor de um Grammy de reputação internacional, Ibrahim Ferrer viu os seus primeiros discos ganharem pó languidamente nas prateleiras de uma companhia discográfica em Havana. Redescobertas recentemente, estas gravações mostram a sua voz inimitável e encantadora no pico da sua forma. La Colección Cubana: Ibrahim Ferrer prova que a estrela do Buena Vista Social Club sempre foi um dos maiores cantores do mundo, e não apenas agora. Mas, como todos os segredos bem guardados, levou-nos um tempo enorme a descobri-lo.
(8 de Dezembro)
Nascente/MCI - World/Cuba

Vários
Rough Guide To Brazilian Electronica

Durante muitos anos a música brasileira foi muito respeitada e apreciada nas suas várias formas, desde o Choro ao Samba, passando pela Bossa Nova, MPB e muitos outros estilos. Sempre inovadora, a cena brasileira desenvolveu-se e introduziu conceitos modernos e batida - a sonoridade Electrónica resultante desenvolveu-se rapidamente e com grande diversidade desde o fim dos anos 90. Desde os seus primeiros passos no lado leste de São Paulo, os artistas assimilaram a tecnologia disponível por detrás da música Electrónica e transfomaram-na numa parte integrante das suas criações. Os artistas incluídos em The Rough Guide To Brazilian Electronica misturam ritmos locais como o maracatu e a ciranda com estilos musicais importados como o Hip-Hop, Drum ‘n’ Bass e Techno, sem abandonar os ritmos brasileiros e as outras influências locais.
(8 de Dezembro)
World Music Network - Brasileira

Ana Caram
Blue Bossa

Este álbum de 2001 de Ana Caram para a Chesky Records celebra a brilhante mistura da canção brasileira com o ‘Cool-Jazz’ americano, resultando numa visão muito pouco habitual sobre a cena da Bossa Nova dos anos 60. Caram interpreta, no disco, temas inesquecíveis de Antonio Carlos Jobim, Ivan Lins, Baden Powell e muitos outros, no seu estilo muito próprio. Ana Caram ganhou o respeito de toda a imprensa e dos seus colegas músicos com as suas bonitas e cativantes versões destes clássicos no passado. Com este Blue Bossa, continua a interpretá-los com um génio e brilho muito especiais.
(8 de Dezembro)
Chesky Records - Brasileira

Vários
American Roots Box

Hoje em dia, a música na América cobre uma enorme variedade de estilos e deve muito à sua diversidade de raízes. Do bluegrass típico tocado com banjo e violino aos tons emocionantes e alegres do gospel, do cajun influenciado pela música francesa à música do Louisiana, passando pelo triste blues do Delta, esta caixa é um guia essencial às raízes da música americana.
(8 de Dezembro)
World Music Network - World/América

Vários
Arabic Beat Box

A música arábica é parte integrante da vida e cultura local. Esta colecção explora a variedade de estilos, do fenómeno musical da bellydance que hipnotiza o ouvinte e bailarina, à exploração de elementos místicos do islão e música sufi. Mostra também como se fundiu a música electrónica árabe com a música arabesca e o forte, rebelde e pop rai, a jovem música argelina dos dissidentes. Esta caixa é uma excelente mostra da incrível variedade de ritmos árabes.
(8 de Dezembro)
World Music Network - World/Arábia

Vários
Asian Beat Box
A música asiática estendeu-se a um público internacional e conquistou o coração de milhões de pessoas com o drama, glamour, divertimento e lágrimas fáceis dos guiões da música de Bollywood, e com os estilos clássicos de música hindustani e karnatic da Índia. Acompanhando também o desenvolvimento histórico do bhangra e do altamente popular movimento do asian underground, esta colecção é uma introdução indispensável aos melhores ritmos asiáticos. (8 de Dezembro)
World Music Network - World/Ásia

Dulce Matias
Mel D’Cana

Novo disco de uma das mais populares (e melhores!) cantoras de música de Cabo-Verde. em Mel D’Cana, Dulce Matias conta com a participação dos melhores músicos do seu país, incluíndo Bau (guitarra e violino) e Teófilo Chantre, convidado para fazer os coros. (8 de Dezembro)
Lusafrica- World/Cabo Verde

Juan Carlos Caceres
From Buenos Aires To Paris: Best Of 1958-2003

Nascido em 1963, Juan Carlos Caceres é uma das mais significativas lendas da história do Tango. Os ritmos e cores da Argentina dominaram sempre a sua expressão artística através das suas duas paixões: a música e a pintura. A sua carreira musical começou quando estudou seis anos numa escola de arte e dirigia ao mesmo tempo um clube de Jazz, onde Dizzy Gillespe e Juliette Greco conheceram Hugo Pratt (o criador da famosa personagem Corto Maltese), enquanto Caceres tocava piano, saxofone e grunhia numa voz cheia de fumo canções de paixões perdidas e problemas existenciais. Este disco olha de relance para a carreira deste fantástico músico, reunindo 13 dos seus melhores momentos e permitindo ao ouvinte acompanhar cronologicamente uma carreira que deve ser recordada. (8 de Dezembro)
Celluloid/Mélodie - World/Tango

Toure Kunda
Toure Kunda

Os irmãos Toure (Ismailia, Sixu e Ousmane) provêm de Casamance, no sul do Senegal, mas a sua carreira internacional começou verdadeiramente apenas em Paris. Criadores de uma ‘new-wave’ da música africana, ao mesmo tempo acústica e electrónica, tradicional e vanguardista, Toure Kunda dominou a cena de ‘world music’ dos anos 80 com discos como este, editado em 1981, e recentemente reeditado pela Celluloid.
(8 de Dezembro)
Celluloid/Mélodie - World/África

Youssou N’dour
Et Le Super Etoile De Dakar Vol. 2

A Mélodie e a Touba K7 associam-se à Megamúsica em Portugal para apresentar o segundo volume com os "grooves raros" de Youssou N’Dour em Super Etoile de Dakar, gravados em 1982. Isto é Mbalax, com todo o seu ritmo, que tão bem animou as noites senegalesas e que acompanhava a tórrida dança ‘ventilator’. Youssou N’Dour surge nestas gravações com uma voz pura e bem aguda (herdada directamente da sua geração de griots). (8 de Dezembro)
Touba K7/Mélodie - World/Senegal

Youssou N’dour
Et Le Super Etoile De Dakar Vol. 3
Terceiro volume que reune as faixas raras que Youssou N’Dour gravou com Super Etoile de Dakar em 1982, e que são hoje raridades muito procuradas pelos inúmeros fãs do artista. (8 de Dezembro)
Touba K7/Mélodie - World/Senegal
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