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Isabel Silvestre - Eu
Sons: Audio em MP3... Ó meu amor quando Fores Audio em MP3... À entrada desta rua

Isabel Silvestre, a popular cantora do grupo Cantares de Manhouce, trazida ao grande público pela mão dos GNR, através da "Pronúncia do Norte", uma das faixas do "Rock In Rio Douro", volta com "Eu", um o seu segundo disco a solo, depois de "A Portuguesa".

Tal como aconteceu no primeiro album, a produção ficou a cargo de João Gil e é composto por várias canções populares, que assentam simultâneamente na sua simplicidade e força melódica. Tal como diz a própria Isabel Silvestre «A maior parte é música popular. Um dos motivos que me levaram a isto foi pegar nas cantigas de Manhouce e - como é que hei-de dizer? - vestir-lhes uma nova roupa.» Essa roupa nova é em grande parte conseguida pela participação do guitarrista Mário Delgado, que também co-produziu o disco.

Isabel Silvestre foi desde os anos 80 convidada a realizar trabalhos a solo, mas a sua vontade de documentar o seu trabalho e apoia-lo no seu projecto da altura, o "Cantares de Manhouce" levou a que a cantora só embarcasse nessa grande aventura uma década mais tarde. Ao que parece, veio mesmo para ficar.

A sua autonomização dos Cantares de Manhouce, teve certamente algum impacto sobre o grupo, ficando "mais preguiçoso", como dis a própria Isabel Silvesrte, mas «mais preguiçoso ou menos preguiçoso, o grupo continua de pé, e com um pouco mais de força será capaz de entrar em novos trabalhos. Tenho muita esperança».
trabalhos. Tenho muita esperança».

Todo o trabalho de Isabel Silvestre parte da ideia de registar a «maneira de cantar de Manhouce», documentando para as gerações futuras muita da herança cultural da região. A verdade é que o disco "Eu" apresenta muitas melodias nunca antes gravadas, embora de uma forma relativamente inesperada, um pouco pelos arranjos da guitarra de mário delgado, pelas percussões e tablas de João Nuno Represas e a participação de Rão Kyao na faixa «Senhora da Saúde».

As ambições desta grande senhora e da sua voz única, para uma digressão à volta deste disco, são bastante maiores do que as conseguidas com "A Portuguesa", cuja realização de espectáculos ficou um pouco aquém das expectativas. Para isso contará com a companhia de vários músicos liderados por Pedro D'Orey e da realização de espectáculos que tirem partido do lado "acústico" da sua música, que é para ser ouvida com calma, em ambientes intimistas e descontraídos... " Por exemplo, com o Grupo de Cantares de Manhouce, os nossos melhores espectáculos têm sido feitos em locais onde não há aparelhagem nenhuma! Aí é que se vê a conjugação das vozes, a interligação entre elas e a predisposição do próprio espaço para nos ajudar com o som.»
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