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Músicos
Temas originais, da autoria e interpretados por LUÍS BAPTIS à guitarra
clássica, bandolim, guitarra portuguesa, braguesa, cavaquinho, viola da terra, viola
beiroa e guitarra eléctrica, acompanhado por um quarteto de cordas: violino, viola de
arco, violoncelo, e baixo acústico.
Este disco foi gravado
com um trio de cordas da Orquestra Sinfónica Portuguesa - violino, viola de arco e
violoncelo -, de Rui Júnior (Tocá Rufar) na percussão, bem como, de Quim Correia, no
baixo acústico.
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Música atípica
Portuguesa
Luis Baptis - Atípico
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Excertos: Bandolim
Oriental | Braguesa
Felicidade | Nota AzulPartindo
da ideia de juntar num disco vários instrumentos de cordas utilizados na música
tradicional portuguesa, o bandolim, a guitarra portuguesa, a braguesa, o cavaquinho, a
viola da terra e viola beiroa - aos quais se juntaram uma Guitarra clássica e uma
Guitarra Eléctrica - Luis Baptis criou, com argumentos populares, clássicos e
conteporâneos, um disco atípico no panorama musical português.
Todos estes instrumentos, tocados pelo próprio Baptis, são acompanhados por um
quarteto de cordas (violino, viola de arco, violoncelo, e baixo acústico), cozinhando a
sua música num caldeirão explosivo de harmonias clássicas e contemporâneas.
São ao todo 14 temas da autoria do próprio Luis Baptis, contando com a
colaboração bem notada de Rui Júnior (Tocá Rufar) na percussão, bem como, de Quim
Correia, no baixo acústico.
Como o próprio autor defende nas notas de imprensa, este disco pretende chegar
a vários tipos de públicos, com gostos diversos, fazendo a incursão por temas de estilo
mais popular e outros de sabor conteporâneo. Esta democratização não se consegue pela
facilidade, mas sim pela provocação. Há públicos que vão ter de ouvir o disco algumas
vezes para o descobrirem. Outros vão perceber o que significa a redescoberta das
sucessivas audições.
Estes argumentos musicais, que já deram provas internacionais com nomes como os
"The Penguin Cafe Orchestra" - e que levaram a públicos muitos distintos uma
música igualmente difícil de catalogar- são muito reveladores de uma qualidade que faz
sentido em qualquer geografia. O prórprio Luis Baptis não esconde o seu desejo de
extravazar fronteiras com este trabalho. Bem o pode fazer.
Entretanto, a ligação de Luis Baptis aos instumentos tradicionais portugueses
e à sua investigação já vem de longe. Actualmente realiza sessões pedagógicas
realizadas na Casa Museu Verdades Faria, no Estoril, à volta do legado de instrumentos
deixados pelo musicólogo Corso Michel Giacometti. Baptis é também professor de música
- tendo estudado guitarra clássica, teoria musical e Jazz em Paris e actuado ao lado de
vários músicos portugueses e europeus.
Este é um disco misterioso, não pelo lado complexo que representa, mas
sobretudo pelo prazer da descoberta - que a sua música desvenda. 

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