Com este disco, Rui Júnior retoma os ambientes mais contemplativos de um mundo
imaginado, que está longe de acabar. Este "O mundo não quer acabar" é
certamente mais introspectivo que o disco anterior de Rui Júnior, "Ò Tambor".
É também mais experimentalista e povoado de ambientes, que necessitam de uma audição
cuidada e repetida para ir até ao centro deste mundo.
É um disco que é para ouvido sem ter pena dos vizinhos, deixando rolar o poderio das
percussões, conduzidas por várias texturas sonoras, lenga-lengas, histórias,
didgeridoos e ambiências de Jazz.
A participação da Orquestra de Percussão "Tocá Rufar" - projecto criado e
orientado pelo próprio Rui Júnior, nascido numa iniciativa para a Expo98 - mostra aqui o
grande impacto das caixas e dos bombos; e dos ritmos da tradição portuguesa, recriados e
transformados.
Rui Júnior faz-se acompanhar, como tem sido hábito, de vários músicos que integram o
"o Ó que som tem?": Fernando Molina (percussão e voz), Mário Santos (bateria
e percussão), Nuno Patrício (Didgeridoo e percussão), João Luis Lobo (percussão) e
José António Martins (Percussão e voz).
O disco conta ainda com a participação da Amélia Muge (Voz), José Peixoto (Guitarra
Acústica), Alexandre Frazão (Bateria), Daniel Nhelas (Voz e Tama), Kabum (Djembee) e Sr.
Aurélio dos Santos (voz).
É um disco cheio de supresas, mas que só aparecem junto de quem as procuram. E é isso
que faz a música de Rui Júnior uma descoberta constante.