Programa
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Ritmo e Som
Interpretado pelo grupo, com música ao vivo
Extracto da coreografia «O Rio Oculto»
Duração: aprox. 30 minutos
Inverno
Actuação a solo com
música ao vivo
Primavera
Actuação a solo com
música ao vivo
Extracto da coreografia «Footprints on Water»
Duração: aprox.10 minutos
Viagem infinita
Dança tradicional kathak
Interpretado pelo grupo,com música gravada
Duração: aprox. 23 minutos
Lamentação
Actuação a solo com música gravada
Servidão
Actuação a solo com música gravada
Extracto da coreografia «Quando a Eternidade Acaba...»
Duração: 15 minutos
Solo Tradicional
Dança pura e abhinaya
Com música ao vivo
Duração: variável
Ficha técnica
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Coreografias
Aditi Mangaldas
Bailarinos
Aditi Mangaldas
Rohit Lal
Pooja Srivastava
Gauri Kumari
Hemanta Kumar Kalita
Músicos
Tabla: Yogesh Gangani
Pakhawaj: Mahaveer Gangani
Sarod/Flauta: Rakesh Prasanna
Palco e Desenho de luzes
Narayan Chauhan
Organização
Fundação Oriente
Embaixada da Índia em Portugal
Indian Council for Cultural Relations
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Lisboa - CCB
Kathak: Dança
Indiana no CCB
Companhia de Dança Aditi Mangaldas
CCB, Peq. Auditório, Setembro 2001 - Dia 7 (19:30h) e Dia 8
(21:30h)A bailarina
Aditi Mangaldas especializou-se no estilo de dança clássica indiana Kathak, tendo
estudado com Kumudini Lakhia e Shri Birju Maharaj. É actualmente coreógrafa e primeira
bailarina da Fundação de Dança
Drishtikon (Companhia de Dança Aditi Mangaldas), sendo considerada uma das mais
reconhecidas bailarinas de Kathak, quer no estilo tradicional, quer contemporâneo.
Utilizando a energia do estilo Kathak, tem procurado aperfeiçoar um
vocabulário contemporâneo muito peculiar. Os seus desempenhos no campo da dança
contemporânea reflectem o espírito da dança Kathak, conseguindo, no entanto, ir para
além desta forma e conteúdo, criando assim uma nova linguagem.
«Encontrava-me numa encruzilhada. Um amigo disse-me que teria de escolher um
rumo para a minha dança: tradicional ou contemporânea? Esta necessidade de optar fez-me
sentir despojada e confusa. Seria mesmo necessário escolher entre as duas, ou seria
possível que estas coexistissem, estimulando-se mutuamente, podendo até explicar a
dicotomia que se operava em mim própria?
De qualquer dos modos, onde podemos nós estabelecer esse limite? Como posso
lidar com o facto de que, embora interprete uma arte que tem já milhares de anos, não
posso deixar de a considerar através de um ponto de vista contemporâneo? De tudo isto
surge «Footprints on Water», que fala tanto das seis estações como de uma forma que se
transforma em outra, como a noite que se torna dia e novamente noite.
Cada momento da vida ou cada aspecto particular de uma estação parecem-nos,
naquele momento, tão reais, tão permanentes, tão imutáveis. E, no entanto, tudo muda,
tudo é transitório, passageiro. Será possível pisar duas vezes a mesma água de um
rio? Disse uma vez um santo sufi que «tal como o viajante, após caminhar sob o sol
abrasador, alcança a sombra da árvore, também o sol prossegue o seu caminho». Aditi Mangaldas
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Extracto da coreografia
«O Rio Oculto»
Ritmo e Som
«Ritmo e Som» explora os sons vibrantes que ecoam
através da dança,
descobrindo ritmos silenciosos, indo para além do jogo de pés tradicional,
em busca de novas expressões de ritmo e som - intensificadas pelas texturas
de diferentes pavimentos (água, metal, lama seca, etc.) e por um invulgar
leque de adereços. À medida que o som da batida alcança o ouvido, o corpo
começa a reagir e torna-se o instrumento que ressoa com o ritmo, criando
novos padrões rítmicos e sons vibrantes que ressoam através da dança.
Coreógrafa e primeira dançarina: Aditi Mangaldas | Arranjos para
percussão: Govind Chakraborty | Desenho de Luz: Narayan Chauhan | Figurinos: Sandhya
Raman
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Extracto da coreografia
«Footprints On Water»
Inverno/Primavera
Um percurso pelas seis estações indianas, com os seus estados de
espírito,
cores e sentimentos variados. Cada estação desaparece, dando lugar à
seguinte, cada cor se dissolve em outra, num processo que continua
incessantemente, evocando imagens da vida que serão para sempre
transitórias, em constante mutação, em constante movimento. Tal como o céu e a Terra
mudam, também mudam as emoções, também nós mudamos.
A qualidade única desta coreografia é o facto de esta incorporar tanto o
clássico como o contemporâneo. Começa num estilo completamente clássico mas, à medida
que progride, experimenta uma lenta transformação, tornando-se uma encenação
totalmente contemporânea. A dança, a música e a literatura, as luzes, os figurinos,
todo o ambiente se altera.
Inverno: Um momento de pausa -
como se puséssemos uma vírgula na nossa vida. Um tempo de nenhuma identidade, de deixar
que os vários rios da vida
abrandem, sem que no entanto se detenham. Executada inteiramente de costas voltadas para o
público.
Primavera: A estação que
anuncia a chegada de um novo princípio. Os nossos
passos avivam-se. A terra rejubila. Delgadas folhas de erva irrompem através
do chão endurecido e balançam na brisa suave, as flores desabrocham,
soltando os seus aromas; até mesmo pequenos insectos pulsam com vida. A
lagarta torna-se borboleta, os pássaros voam em bandos por todo o lado, a
gazela salta de alegria e as abelhas zumbem em volta das flores. Os nossos
corações rejubilam, plenos de fulgor e da alegria de estarmos vivos.
Interpretação e coreografia: Aditi Mangaldas | Música: Shubha
Mudgal | Figurinos: Sandhya Raman, Aditi Mangaldas | Desenho de luz: Narayan Chauhan,
Ashok Bhagat
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Viagem Infinita
«A nossa viagem, desde o início do Universo até ao presente. O
explícito
une-se ao implícito e o nada revela o seu todo. Corpos celestiais de energia
imensa preenchem o espaço... destas estrelas reluzentes nasce o nosso sol,
que dá vida e sustento. Entre todos estes enormes corpos fulgurantes
encontra-se a nossa sublime Terra, com as suas grandes montanhas e rios
murmurejantes, os seus majestosos elefantes e fugazes borboletas, as suas
grandes árvores e belas flores. Rejubilamos perante o enigma da vida».
Coreografia: Aditi Mangaldas | Música: Shubha Mudgal | Primeira apresentação na Índia em 1998
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Extracto da coreografia «Quando
a Eternidade Acaba...»
Lamentação/Servidão
Inspirado no movimento giratório do pião, «Quando a
Eternidade Acaba...»
percorre o perpétuo ciclo do amor, rodopiando livremente pelo espaço com o
primeiro rubor do «despertar»; experimenta a beleza e a satisfação da
langorosa roda-viva do «desejo»; descobre as inevitáveis amarras da
«servidão», para finalmente soçobrar na angústia da «lamentação». Tudo isto
acompanhado pelo sentimento simultâneo de dor e de paz que, contudo, nos
consegue ainda surpreender, à medida que se prepara para mais uma eternidade de amor.
Despertar, desejo, ternura e lamentação. Uma dança sobre o amor, uma melodia sobre o
amor, um poema sobre o amor. O desvendar desta emoção através da dança, da música e
da poesia, inspirado por personalidades como Pablo Neruda e Jallalludin Rumi. Trata-se de
uma interpretação contemporânea desta emoção que, através dos tempos, tem sido o
principal foco de todas as artes tradicionais indianas.
Concepção e Coreografia: Aditi Mangaldas | Música: Shubha Mudgal
| Primeira apresentação na Índia, em 1998
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