Coreografias
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ORIPANDÓ
Coreografia: Adrián Galia, Israel Galván, Isabel Bayón, Currillo Musica: Musicos do BNE
e Diego Franco Figurinos: Aida Gómez e Chus Garcia Iluminação: Folrencio
Sánchez, Carlos Guerrero, Rafael Yunta Realização
de Figurinos: Ana Lacoma, Gonzalez, Devota &
Lomba Calçado: Gallardo
Estreia Mundial: 17 de Setembro de 1999 no
Japão, Teatro Sun Palace de Fukuoka
Ritmo, cor, movimento, sentimento puro, calor, paixão, alegria e dor, definitivamente
arte e magia nas coreografias criadas por quatro jovens, que revêem diferentes passos do
flamenco, aproximando-o do próximo século sem perder em nenhum momento a sua perdurável
tradição.
NEREIDAS
Coreografia: Antonio Najarro Musica: Javier Paxariño Desenho
de Luz: Ginés Caballero Figurinos: Miguel
Crespi
El canto de las sirenas es irresistible,
prometen el placer y hunden en la muerte... Inspirando-me na partitura de
Javier Paxariño, submergi num mundo sereias, figuras mitológicas chamadas
Nereidas. Nesta peça, através da dança espanhola, pretendo recrear um mundo
feminino, místico e sensual, onde as ninfas se tornam bailarinas e assim se desencadeia
um jogo de sedução e poder sobre os homens.
MIRABRAZO
Coreografia: Antonio Canales Ideia Original,
Introdução: Aida Gómez Musica: Musica
Popular e Musicos do BNE Cenários e Desenho de
Luz: Sergio Spinelli Figurinos e Calçado: BNE
Esta coreografia é uma homenagem a Carmen
Amaya... Sem querer imitar a sua arte e o seu estilo de bailado, recorda a memória da
genial bailarina, querendo recriar com o cenário uma época e um modo intimista e pessoal
da dança; fazer chegar ao público a genialidade da bailarina através de uma
oração...um ritual de preces e passos que se intercalam para chegar à emoção única
de Camen Amaya.
BOLERO
Coreografia: José Granero Musica: Maurice Ravel Desenho
e Luz, Cenários e Figurinos: José Granero Realização de Figurinos: Ana Lacona Pépon Realização
de Cenários: Bayonton Enrique López
Calçado: Gallardo
Visualizar a obsessiva melodia de Ravel
constituiu um desafio para mais de um coreógrafo. Na realidade Bolero é
fruto de uma encomenda feita ao compositor por uma ex bailarina de Serge Diagilev, Ida
Rubinstein. A sua estreia teve lugar na Opera de Paris em 22 de Novembro de 1928.
Bronislava Nijinska criou para esta ocasião uma coreografia na qual Ida Rubinstein
interpretava um solo em cima de uma mesa de uma pousada espanhola, rodeada por 24 homens.
Entre as numerosas coreografias de Bolero figuram as de Nijinska, Serge Lifar,
Pilar Lopez. La Argentina, Dolin, Bejart, Hoyer, Nacho Duato e esta de José
Granero que se estreou a 9 de Outubro de 1987 em Homenagem a Ravel, no Gran Teatro de
Bordéus.
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Lisboa e Porto
Ballet Nacional de Espanha
Ao vivo em Lisboa e Porto
Dias 27 a 31 de Janeiro de 2000 - Lisboa (Cancelado)
Dias 1 a 2 de Fevereiro de 2000 - PortoCancelado em Lisboa
Por motivo de greve sem pré-aviso da companhia do Ballet
Nacional de España, o Centro Cultural de Belém informa que os espectáculos agendados
para os dias 27, 28, 29, 30 e 31 de Janeiro, às 21h30, no Grande Auditório, foram
cancelados. O reembolso dos bilhetes terá lugar a partir de 2ª feira, dia 29 de Janeiro,
nas bilheteiras deste Centro. O motivo é totalmente alheio ào CCB, que, em comunicado,
lamenta o sucedido.
Nos dias 1 e 2 de Fevereiro, o Ballet Nacional de Espanha volta ao Portugal,
neste caso no Porto. No programa, quatro coreografias inéditas em Portugal, entre as
quais "Estamos Solos", estreada recentemente em Espanha, sobre a música de
"Bolero" de Ravel. A Companhia, mantendo-se fiel ao seu estilo muito próprio,
renovou-se desde que passou a ser dirigida por Aida Gomez.
Aida Gómez, actual Directora Artística do Ballet Nacional de Espanha, não só é uma da
melhores e mais completas bailarinas da dança espanhola actual, como o seu campo
profissional cobre todos os estilos que esta companhia nacional necessita para representar
com propriedade a dança espanhola em todas as suas facetas. Aida Gómez, que praticamente
tem estado ligada a esta companhia durante quase toda a sua carreira como bailarina,
tornou-se na Directora Artística mais jovem da história desta companhia, que em 1999
comemorou o seu 20º aniversário.
Em 1978, a Direcção Geral de Teatro e Espectáculos do Ministério da Cultura criou o
Ballet Nacional Espanhol, tendo sido nomeado como Director Titular, António Gades. Desde
logo, Gades propôs-se fazer reviver as obras mais representativas dos criadores
espanhóis.
Surgiu assim um repertório composto de Diez Melodias Vascas e
Fandago, de Mariemma; Fantasia Galaica, de Antonio,
Concierto de Aranjuez, de Pilar López, Rango de Rafel Aguiler e
Bodas de Sangre do próprio Gades.
Em 1980 foi nomeado António como Director Artístico, incorporando no repertório da
companhia as suas coreografias El Sombrero de Tres Picos, El Amor
Brujo, Sonatas del Padre Soler e Estampas Flamencas.
Em 1983, a Direcção Geral da Musica e Teatro unificou as duas companhias
permanentes de Ballet, o Nacional Espanhol e o Nacional Clássico, ficando a Direcção a
cargo de Maria de Avila, que incluiu no repertório estreias absolutas com coreografias e
musicas originais, como Ritmos de Alberto Lorca, Medea com guião
de Miguel Narros coreografia de José Granero, Danza y Tronío de Mariemma.
Em Setembro de 1986, Maria de Avila deixa a Direcção, voltando às duas
formações independentes. Como Director Artístico do Ballet Nacional de Espanha é
nomeado José António, que já havia desempenhado funções de Director Adjunto. Durante
esta etapa cria uma nova versão do El Sombrero de Tres Picos de Manuel de
Falla, com a reconstrução original dos cenários de Picasso, Soleá e
Don Juan com guião de Miguel Narros.
Em 1993, o INAEM nomeia uma Direcção Artística coordenada por Aurora Pons, Nana Lorca e
Vitoria Eugenia. Esta nova equipa estreou, entre outras, as seguintes coreografias:
La Gitanilla de José Granero, A mi aire de Vitoria Eugenia,
A Ritmo e a Compás de Currillo e Grito de António Canales.
Em 1998 o Ministério da Educação e Cultura, por sugestão do INAEM nomeia a bailarina
Aida Gómez como Directora Artística. Esta nomeação representa a continuidade de uma
linha natural iniciada desde a fundação do BNE e que se prolonga até aos dias de hoje
com a sua mais brilhante figura feminina.
O Ballet Nacional de Espanha, durante todos estes anos, tem participado em diversos
festivais como o de Spoleto, a Bienal de Lyon, o Festival Ibero-americano do Teatro de
Bogotá, e apresentou-se, com grande êxito de público, nos melhores teatros do mundo
como, o Teatro Bellas Artes no México, o Metropolitan em Nova Iorque, o London Coliseum
ou Horchard Hall de Tokio.
Em 1999 o BNE realizou diversas digressões, tanto por Espanha como pelo estrangeiro e
pensando no novo milénio preparou um programa muito especial, composto por uma suite
flamenca Oripandó criada por quatro jovens coreógrafos; uma nova versão da
mítica Carmen, criada por José Antonio e duas obras com música original de
Dorantes, Semblanzas, de Aida Gomez e A ciegas, criada por Antonio
Canales expressamente para Aida Gómez.
Em 2000, depois da temporada no Teatro Zarzuela de Madrid, o BNE apresentou-se em várias
cidades espanholas assim como em Tel-Aviv (Israel) e iniciou uma digressão pelo
México-Panamá- Venezuela, apresentou-se na Plaza del Zócalo, no México D.F., onde
assistiram mais de 30.000 pessoas. No decorrer deste ano foram estreadas pelo BNE quatro
novas coreografias :Mirabrazo e Soledad, de Antonio Canales;
Nereidas Antonio Najarro, que ganhou o Certame Coreográfico de Dança
Espanhola e Flamenca. e Estamos Solos recuperada por José Granero para o BNE
nesse ano, cuja estreia teve lugar em 1982.
Entre os prémios que recebeu, podem-se destacar o Prémio da Critica do Melhor
Espectáculo Estrangeiro, representado durante a temporada de 1998 no Metropolitan de Nova
Iorque; Prémio da Critica Japonesa em 1991; Prémio da Critica de Melhor Espectáculo
apresentado em 1994 no Teatro Bellas Artes do México e o Prémio do jornal El Pais
(Tentaciones) com o espectáculo Poeta, como a melhor coreografia apresentada
em Espanha durante 1999.
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