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Casamento Judeu em Marrocos - Pierre-Auguste Renoir (Excerto)

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Trio Sefarad
Nora Usterman - soprano
Ernesto Wildbaum - violín
Ricardo Barceló - guitarra
e-mail: tsefarad@arrakis.es

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Romanceiro Judaico-Ibérico
Trio Sefarad:
Música Sefardí
Informação retirada da Página oficial do Trio Sefard

O Trio Sefarad é constituído por três músicos que se dedicam a estudar a música Sefardí (Romanceiro Judaico-Ibérico ), ligada à cultura judaica e às várias expressões culturais espalhadas por diversas regiões da Europa. O grupo apresenta um site na Internet com variada informação sobre o grupo, as origens históricas desta forma de expressão secular, acompanhados de excertos audio.

A Música Sefardí
A música está sempre presente nos mais variados momentos da vida do povo judeu, sejam eles alegres, religiosos ou festivos. Uma mãe canta para a sua filha quando esta nasce, um namorado canta para a sua amada, as mulheres cantam em conjunto nos casamentos.

É assim que surge o repertório da Música Sefardí, tal como o conhecemos hoje - e que se foi criando e transformando ao longo dos Séculos - servindo de forma de expressão de um povo.

Tal como em outras culturas, na família Sefardí são as mulheres quem transmitem a tradição musical oral à geração seguinte, cantando as canções que aprendeu com as suas mães. Aos homens reserva-se a exclusividade no canto litúrgico, no qual as mulheres não participam.

A voz é um instrumento que permite explorar histórias através da palavra cantada, cujos textos são assim mais facilmente transmitidos e memorizados, de geração em geração

A Música Sefardí recorre aos registos mais agudos da voz feminina, desenvolvendo-se várias ornamentações e improvisos a partir dos temas e dos ritmos tradicionais. Normalmente o canto Safardí é individual em que as liberdades concedidas ao improviso, dificulta a sua execução em grupo.

Os instrumentos que acompanham a voz variam de acordo com as várias regiões, havendo registos do princípio do Século XIX que mencionam o uso da guitarra, violino, pandeireta como os mais frequentes instrumentos usados no acompanhamento de romances, "coplas" e cançõs líricas.

As melodias Sefardís são em geral puramente silábicas, ou seja, é usada uma nota por cada sílaba (característica comum a toda a música oriental), sendo rica em ornamentações e elasticidade melódica. Este tipo de música recorre a escalas Maiores, menores e antigos modos medievais (especialmente nas canções do norte de África) - recebendo influências do sistema de Makames (arábico-turco) - de origem medieval. Muitas vezes era frequente ouvir a mesma melodia a ilustrar diferentes textos.

Tal como acontece com a expressão vocal, os ritmos podem ser de grande rigidez ou enorme liberdade, dependnendo da região. As melodias de origem oriental gozam de maior flexibilidade rítmica - dando lugar a uma maior improvisação e ornamentos. As expressões de origem africana baseiam-se em esquemas mais rígidos, baseados em ritmos binários ou ternários (ou alternados), dando uma sensasão estranha relativa ao ritmo.

O canto Sefardí pode ser dividido em três grandes grupo: O romance, as "Coplas" e canção Lírica. muitos dos textos são de origem anónima - seguindo uma inspiração popular e de episódios épicos - e cuja origem é difícil determinar dado que existe muito pouca documentação escrita, devido a ser uma tradição transmitida oralmente.
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