. . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Programa
Sombras | pasillo - Carlos Brito
La pulpera de santa lucía | vals - Héctor Pedro
Blomberg - Enrique Maciel
Paloma negra | ranchera - Tomás Mendez
Ojalá | trova - Silvio Rodríguez
La última curda | tango - Aníbal Troilo Cátulo Castillo
La maza | trova - Silvio Rodríguez
Eu sei que vou te amar/A noite de nós dois -
canção - Antonio Carlos Jobim-Vinicius de
Moraes/Fernando Cesar-Otello Zuccolo
Desencuentro | tango - Aníbal Troilo - Cátulo Castillo
Entre rosas | bolero - G. Guerrero
Viola enluarada | canção - Marcos Valle-Paulo Sergio Valle
Sur | tango - Aníbal Troilo Homero Manzi
Interludio | bolero - Cesar Portillo de la Luz
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
|
Lisboa
Soledad Bravo e as
Músicas Latinas no CCB
Lisboa - CCB, Grande Auditório, dia 28 de Junho de
2001Soledad
Bravo é considerada uma das maiores vozes da América hispânica. Nascida em 1943, em
Logroño, La Rioja, Espanha, emigra para a Venezuela aos sete anos de idade. Em Caracas
faz os seus estudos primários e secundários, estes últimos no Liceu Rafael Urdaneta,
onde formou um grupo musical com o qual actua em diversos eventos estudantis.
Iniciou-se profissionalmente interpretando e tocando poetas espanhóis e americanos,
recorrendo a diversas expressões folclóricas do continente para revolucionar logo as
formas populares da canção caribenha e continental.
Já gravou mais de trinta CDs, todos eles editados já em diversos países da
América Latina e da Europa, abrangendo todos os estilos, mesmos os mais distantes e
diversificados, como é o caso do folclore judeu-espanhol ou salsa, a grande poesia
hispano-americana ou o jazz, a ranchera ou o bolero, sempre com enorme êxito, partindo
sempre da sua grande riqueza vocal e da sua grande inteligência interpretativa.
Em quase trinta anos de actividade artística já percorreu também os grandes palcos
europeus e americanos e já actuou com os grandes compositores e intérpretes da canção
popular contemporânea, como é o caso de Zeca Afonso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Milton
Nascimento, Simone, Manolo Sancular, Mikis Theodorakis, Raimundo Fagner, Willie Colón,
Eddie Gómez, Ray Barretto, Pablo Milanés, Paquito DRivera, Silvio Rodriguez, Sara
González, Ana Belén, Luis Llach, Maria del Mar Bonet, Paco Ibañez, Jaoquín Sabina,
Raimón, Fito Páez, Oscar DLeón, Ricardo Montaner, Rubén Blades, Cheo Feliciano,
Armando Manzanero, entre muitos outros.
Os álbuns que dedicou à música afro-caribenha que também têm tido uma
grande repercussão, foram realizados em Nova Iorque, onde Soledad foi acompanhada por
Willie Cólon, Ray Barretto, Paquito DRivera, Arito Moreira, Yomo Toro, Eddie
Gómez, entre muitos outros destacados músicos contemporâneos.
Entre os seus mais recentes trabalhos podemos destacar "Raíces", que é um
disco com uma selecção antológica dos grandes ritmos caribenhos como é o caso de
guaguancó, o son, a salsa e o bolero, que se converteu num dos maiores êxitos da sua
carreira, assim como o seu mais recente CD "Cuando hay amor" (single:
"canta Corazón).
Começou a gravar no início do ano 2000, em Havana, "Cantos de amor da trova
cubana", acompanhada por Pablo Milanés e Silvio Rodriguez, editado em 30 de Março
passado. O lançamento deste CD foi feito em Caracas com apresentação de concertos entre
os dias 25 e 30 de Abril de 2001.
Ao longo da sua carreira Soledad Bravo já ganhou vários prémios, entre os quais o
Prémio de Melhor Intérprete, em 1972, e o Grand Prix du Disque, com o álbum
"Soledad Bravo Rafael Alberti", em 1977 (CBS, Espanha, 1978), da
prestigiada Academia Francesa do Disco Charles Cros, de Paris, assim como um disco de ouro
em 1997 com a re-edição do single "Hasta Siempre", que tinha sido editado em
1968 e que logo se converteu num enorme sucesso.
No início de 2000 actuou em diversos países do mundo para arrecadar fundos para as
vítimas da catástrofe que se abateu em Dezembro de 1999 em Caracas, no Litoral
venezuelano.
Em Dezembro de 2000 lançou o seu mais recente CD "Paloma Negra" que lhe valeu o
elogio unânime da crítica francesa. Desde o seu lançamento, "Paloma Negra"
encontra-se nos primeiros lugares do catálogo de vendas Racines, de CDs de World
Music mais vendidos e mais solicitados pelo público francês.
|