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Programa
5ª Feira, dia 28 Junho
(Cuba) Vocal
Sampling
(Brasil) Chico César
6ª feira, dia 29 Junho
(Angola) Waldemar
Bastos com Kepa Junkera
(Espanha) Dusminguet
Sábado, dia 30 Junho
(França) Cyrius
(México) Los de Abajo
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Porto
Festival Ritmos - Festas do Mundo no Porto
Porto, Jardins do Palácio de Cristal, dias 28, 29 e
30 de Junho de 2001O Porto vai
receber no final do mês de Junho mais uma edição do Festival Ritmos - Festas do Mundo,
trazendo nomes como Vocal Sampling (Cuba), Chico César (Brasil), Waldemar Bastos
(Angola), Dusminguet (Espanha), Cyrius (França) e Los de Abajo (México).
Este festival terá lugar nos Jardins do Palácio de Cristal e arranca a 28 de
Junho, com os Vocal Sampling, seis jovens cubanos que se utilizam unicamente da voz e da
percussão corporal. O primeiro dia do festival encerra com o brasileiro e nordestino
Chico César.
O dia seguinte começa com Waldemar Bastos, que actuará juntamente com Kepa
Junkera, como seu convidado especial. A noite de 29 acaba ao som da música da Catalunha,
pela mão dos Dusminguet.
O último dia do festival contará com a presença de Cyrius, um espanhol, que
reside em França e que tem o coração em Cuba, fechando com os Lo de Abajo, uma jovem
orquestra latina alimentada com a energia de uma banda punk...
5ª Feira, dia 28 de Junh0, 22:30h
Vocal Sampling (Cuba)
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Vocal Sampling é um grupo de seis jovens cubanos que, como que por magia,
transformam as suas vozes em instrumentos musicais. Apesar de todos serem brilhantes
instrumentistas, optaram por focar o seu trabalho no mais puro e singular de todos os
instrumentos, a voz humana, apenas acompanhada pela percussão corporal. São mesmo assim,
ou por isso mesmo, uma das mais originais sínteses de estilos musicais das Caraíbas.
Quem ouvir os seus discos não acredita que são só vozes e não uma orquestra de salsa,
uma big band de jazz, um grupo de reggae ou uma orquestra sinfónica que está a tocar. O
seu apurado virtuosismo, conjugado com as elaboradas coreografias e teatralizações dos
temas ao vivo, chamou a atenção da comunidade musical no mundo inteiro, em especial de
Bobby McFerrin, Peter Gabriel, Paul Simon e Quincy Jones que lhes teceram os mais rasgados
elogios.
5ª Feira, dia 28 de Junh0, 24:00h
Chico César (Brasil)
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Originalidade e inovação são só duas das características que retratam este
genial compositor nordestino, um dos mais sólidos que surgiram no Brasil nestes dez
últimos anos. Desde o seu visual extravagante e provocador até ao autêntico circo em
que se tornam os seus concertos, todo um universo onírico feito de festa e fantasia
preenche as suas prestações. As suas danças são sensuais e frenéticas, e as suas
baladas calorosas. Tão vincada pelo ritmo como pela melodia, a sua música é luminosa e
iluminada, rica de harmonias e de ritmos multiformes. Pop, rock, reggae, samba, forró,
candomblé ou afro-beat, tudo se conjuga numa mistura perfeita de tradição e
modernidade. Entretanto, as suas composições vão fazendo as delícias dos fãs de
intérpretes como Daniela Mercury, Maria Bethânia, Elba Ramalho ou Rita Ribeiro.
6ª Feira, dia 29 de Junho, 22:30h
Waldemar Bastos (Portugal/Angola)
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Com a participação de Kepa Junkera (Espanha/País Basco). O angolano Waldemar
Bastos é, no momento, a par com Cesária Évora, o mais digno, conceituado e criativo
representante da música produzida por artistas provenientes das ex-colónias portuguesas,
sobretudo além-fronteiras. O sua obra-prima «Pretaluz», produzida por Arto Lindsay,
para a editora Luaka Bop de David Byrne, é disso o melhor exemplo. Intuitivo, Waldemar
Bastos faz parte de uma nova geração de músicos africanos urbanos, cosmopolitas
e capazes de criar a partir de uma vasta gama de influências. Compõe canções duma
beleza intensa, combinando harmoniosamente elementos da guitarra pop africana do
Zaire à África do Sul com elementos do fado e da música brasileira. O canto
feito exorcismo do sofrimento e o ritmo esperança num país destruído por guerras
sucessivas. No seu espectáculo conta com a participação do virtuoso acordeonista Kepa
Junkera, um ícone, não só no País Basco mas já um pouco por tudo o mundo.
6ª Feira, dia 29 de Junh0, 24:00h
Dusminguet (Espanha)
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Seduzidos pelos ritmos do sul e decididos a chegar até às últimas
consequências de uma mestiçagem sincera e sem piedade, os Dusminguet tornaram-se um
ponto de referência obrigatória para os seguidores da nova cena musical catalã, onde se
incluem outros grupos como Macaco e Ojos de Brujo, todos apadrinhados pelo novo
catalão Manu Chao. São um combo da Europa do Sul, da Europa Magrebe e sobretudo do
Mediterrâneo, onde a comunicação será sempre uma festa, onde a língua não é um
obstáculo, onde os países não se esquecem nem se marginalizam, simplesmente se
confundem e se auto-alimentam. São como uma teia de aranha tecida por elementos do
folclore cigano, do Leste e do Oeste, no estilo de Goran Bregovic; pedalam ao ritmo do
reggae enquanto soam cantos com aroma a gerânios, e alguém dança na passagem ao som de
um acordeão de New Orleans.
Sábado, dia 30 de Junho, 22:30h
Cyrius (França)
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De origem espanhola, nascido na Argélia, residindo desde sempre em França, mas
com o coração em Cuba, este poeta viajante, encarna na perfeição toda uma nova
latinidade desenraizada, feita de encontros multirraciais e culturas variadas. De
formação clássica e religiosa, passou mais tarde pelo teatro musical onde se cruzou com
Mnouchkine e Peter Brook. Amante da canção de recorte clássico, encontra em Santiago,
na parte oriental de Cuba, a fonte dos seus futuros trabalhos. Lá, trabalha com Eliades
Ochoa, o Septeto Turquino e a Banda Municipal de Santiago, com quem grava o seu primeiro
disco, «La Banda». Já o último, «Le Sang des Roses», mais cosmopolita, vive
impregnado das cores e aromas de Havana. Produziu, entretanto, o álbum «Casa da Trova»,
das irmãs Faez.
Sábado, dia 30 de Junho, 24:00h
Los de Abajo (México)
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Do congestionado labirinto da cidade do México surgem os Los De Abajo, uma
jovem orquestra latina alimentada com a energia de uma banda punk. Los De Abajo
literalmente os de baixo são o underground do underground: uma unidade política
com instrumentos, fazendo a festa pelo direito à luta. Numa altura em que as bandas rock
americanas descobrem os ritmos globais que ecoam nos terraços dos seus vizinhos
ska, musica latina, entre outros os Los De Abajo empenham-se em apresentar o
México na sua mais gloriosa manta de retalhos. A sua música não é um mosaico, antes um
caleidoscópio da vida mexicana. Uma violenta amálgama de merengue, salsa, reggae, mambo,
cumbia ou mesmo polka com rock e funk que por magia resulta numa surreal, mas coerente
nova combinação.
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