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José Barros

Almada e Sintra
José Barros e Navegante
Cordofones em Português
Fórum de Almada - dias 20 e 21 de Setembro de 2002, às 21:30h
Centro Olga Cadaval - dia 25 de Outubro de 2002, às 21:30h
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Os espectáculos serão gravados ao vivo

Depois de uma longa história na música popular portuguesa, José Barros e os Navegante vão eternizar dois espectáculos em Almada e um em Sintra através duma gravação ao vivo, revisitando as histórias musicais que marcaram a vida deste colectivo.

Os espectáculos terão uma duração de duas horas, tempo para passar em revista 28 temas presentes em quatro discos - um espectáculo que contará com alguns convidados, como é o caso da cantora galega UXIA, de José Manuel David e Rui Vaz (dos Gaiteiros de Lisboa) e José Martins. No espectáculo de Sintra, José Barros contará ainda com a presença do guitarrista Pedro Jóia.

Falando do grupo e da sua génese, é falar da criação, ou recriação, de temas tradicionais, que respeitam as raízes de um passado recente - não esquecendo o presente. Isto é, de resto, a principal característica do projecto Navegante. É assim que se explica um pouco de tudo o que marca um certo percurso musical, com dez anos de existência.

José Barros assume o gosto pela musica tradicional das varias regiões de Portugal, país pequeno, mas com uma grande variedade musical de região para região. Estes elementos são, de resto, um dos elementos mais marcantes no trabalho do grupo, a par da inovação e criação assumida nos vários temas, reflectindo muitas influências, umas tradicionais, outras nem por isso.

Apesar de os elementos do grupo Navegante viverem na cidade com tudo o que os rodeia de modernidade e urbanidade, a procura de uma certa alma da música portuguesa é uma busca que, afinal, não acaba nunca. Como diría Almeida Garrett: "Romanceiro....não o coligimos nunca..." e daí o seu interesse e fascínio. Os instrumentos tradicionais portugueses são como esse fascínio transformado na música deste grupo. As composições e os arranjos são, por isso mesmo, pensados na sonoridade e potencialidadesde de cada instrumento popular utilizado.

É assim que uma viola braguesa, o cavaquinho, o bandolim, um violino, o acordeão ou uma concertina, flautas, gaitas-de-foles e percussões tradicionais portugueses têm um espaço para viver e crescer em liberdade. Isto, feito com uma ligação a outros instrumentos, como o piano ou sintetizadores, a bateria, o contrabaixo ou o baixo eléctrico.

Mas é o canto - como forma mais imediata e expontânea das artes do povo português - que tem um papel fundamental neste projecto. O canto modal, que a tradição portuguesa regista com especial ênfase, é uma das visões de maior respeito sobre aquilo que é mais genuíno na tradição popular. Na nossa e na dos outros.

De resto, a alegria que vive na música tradicional portuguesa, não tira espaço às composições de carácter religioso, às cantigas de trabalho, cantigas de amor ou de escárnio e outras, numa fusão de cores e sons, que são o próprio caldeirão musical, presente nas gravações e nos espectáculos ao vivo.

Falando da história dos factos, é de assinalar que o grupo nasceu há dez anos, em 1992, emergindo do percurso pessoal de José Barros: desde a fundação do grupo Bago de Milho (entre 1983 e 1986 — com quatro anos e um disco), passando pelo grupo Romanças (seis anos e dois discos), e a colaboração com a Ronda dos Quatro Caminhos entre 1991 e 1994. No início, ao "José Barros e Navegante" junta-se Rui Júnior, Carlos Passos, Jorge Cruz, José Martins e Quim Correia, nomes bem conhecidos na área da música popular, clássica e jazz.

Foi, entretanto, em 1998 que entram para o grupo Vasco Sousa e João Luís Lobo, bem como Hugo Tapadas, Miguel Catalão e Miguel Tapadas, coincidindo com a gravação do terceiro CD, formação essa (conjuntamente com José Barros e Carlos Passos) que hoje compõe o grupo ao vivo e em gravações. Voltar ao Topo

 

 

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