
Urbália Rurana
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Macedo de Cavaleiros
Música Tradicional em Macedo de Caveleiros
Dois dias de Tradições europeias
Macedo de Cavaleiros - Praça das Eiras,
6 e 7 de Setembro de 2002
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Os dias 6 e 7 de Setembro enchem-se de músicas
tradicionais em Macedo de Cavaleiros. Presenças de Galandum Galundaina, La Bazanca,
Carlos Medeiros, Comvinha Tradicional, Zeca Medeiros e Urbalia Rurana com Maurizio
Martinotti.
Pelo terceiro ano consecutivo, Macedo de Cavaleiros recebe um festival de dois dias
dedicados às músicas tardicionais europeias. Logo a abrir, teremos uma animação de rua
ao fim da tarde com os Dolzaineros Del Masegar. Mais à noite actuam os grupos Galandum
Galundaina ao lado dos Pauliteiros, de Miranda. Logo a seguir, sobem ao palco os
espanhóis "La Bazanca" e a fechar o músico açoreano Carlos Medeiros.
O segundo dia começa também com a animação de rua pelos Leila
Doura, sendo depois preenchido o serão musical com os Comvinha Tradicional, do Porto;
Zeca Medeiros dos Açores e uma mistura entre itália e espanha, neste caso com os Urbalia
Rurana e Maurizio Martinotti.
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6ª feira, dia 6, às 18h
Dolzaineros Del Masegar
(Espanha)
Trata-se de uma banda que surgiu a partir de
um grupo de jovens entusiastas dos instrumentos mais representativos da música popular
castelhana. O seu gosto pelo contacto directo com o público faz deles um grupo
essencialmente de rua. São já uma referência musical na província de Valladolid.
Pedro Alonso: Percussão | José Luis Montero:
Percussão e dulzaina | Miguel Angel Garrote: Dulzaina | Javier Petite: Dulzaina | Oscar
Velasco: Dulzaina | Javier Velasco: Dulzaina
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6ª feira, dia 6, a partir das 21:30h
Galandum Galundaina com Pauliteiros (Portugal)
Com o objectivo de recolher, investigar e
divulgar o património musical das Terras de Miranda, nasceu em 1996 o Grupo de Música
Tradicional Galandum Galundaina. O trabalho deste grupo tem-se traduzido em edições
discográficas e espectáculos nos mais variados ambientes, desde animações
tradicionais, a vários concertos na Expo 98, Festivais Intercélticos e Festivais
Internacionais de Música Tradicional.
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6ª feira, dia 6, a partir das 21:30h
La Bazanca (Espanha)
O Grupo La Bazanca foi fundado em 1980, com a finalidade de difundir a música tradicional
de Castilha e Leão. O Grupo ao longo da sua existência tem aglutinado várias
formações, o que originou a coexistência de diversas influências musicais. Este facto,
aliado à continua preocupação de investigar novas sonoridades, a utilização de
instrumentos herdados da tradição Musical Ibérica, fazem com que La Bazanca desfrute de
uma personalidade própria, com um rigoroso trabalho de compilação, classificação e
adaptação de todo o seu saber tradicional.
Este grupo é, também, um dos maiores
expoentes em música Judaico-Espanhola ou safardi, a nível nacional e internacional.
Paco Díez: Voz, Guitarra, Sanfona, Gaitas e percussão | Salvador Cacho: Voz, laúd,
bandurria, rabel e percussão | Javier Macaya: Zanfona, violino, flauta e tamboril | Luis
Medina: Voz, quijada, cajón, cajita bongos e percussão
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6ª feira, dia 6, a partir das 21:30h
Carlos Medeiros (Açores / Portugal)
Carlos Medeiros, intérprete de música
tradicional açoriana, nasceu na Ilha de Jasus, conhecida por Terceira -
Açores. Fundou e pertenceu a vários grupos de música tradicional, de que se destacam
Toques, Cantinho da Terceira e Balada do Atlântico.
Enquanto membro deste grupo, participou em vários festivais em Portugal e noutros países
Europeus. Tem participado em vários trabalhos discográficos, nomeadamente, Sete
anos de Música Açoriana, Viola da Terra de José Luís da Farmácia e
Cantar de Amigos. Participou também em alguns programas televisivos,
realizados por José Medeiros. Em resultado de recolhas feitas na área da música
tradicional, gravou dois CDs, produzidos por Luís Bettencourt, O Cantar na
M`incomoda e Dança das Fitas.
Carlos Medeiros: Guitarra acústica, Flauta e
gaitas de foles | Paulo Borges: Piano, metalofone, melódica e sintetizador
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Sábado, dia 7, às 18h
Lelia Doura (Portugal)
A Banda de Gaitas Lelia Doura, faz parte da
Associação com o mesmo nome. O seu repertório baseia-se essencialmente na música
tradicional/popular das áreas culturais chamadas celtas (Portugal, Galiza, Bretanha,
Irlanda e Escócia). A Associação Lelia Doura, fundada em 1998 na cidade do Porto, visa
levar a cabo acções de caracter cultural, nomeadamente o ensino, execução e prática
da Gaita de Foles, instrumento nacional que deve ser dignificado e divulgado por ser parte
integrante do nosso património e memória colectiva. têm desenvolvido acções
pedagógicas em estabelecimentos de ensino e participada em espectáculos e festivais
escolares tendo alargado a mesma acção a outras instituições idênticas no sentido de
captar o interesse das populações e comunidades escolares.
Calheiros, Paulo Marcelo, Filipa, Rangel,
José Luís: Gaitas | Ricardo, Balazeiro: Percussão
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Sábado, dia 7, a partir das 21:30h
Comvinha Tradicional (Portugal)
Num mundo demasiadamente urbano, onde o
indivíduo já não se identifica com a terra, os Comvinha Tradicional, propuseram-se
encontrar e fazer renascer as melodias esquecidas. Só um trabalho de pesquisa, a partir
de velhos cancioneiros e de gravações apagadas na memória musical, permite fazer um
trabalho como o dos Comvinha Tradicional. Os temas interpretados em espectáculo são a
sede saciada. São as vozes perdidas no interior de Portugal que alcançam vida. A música
portuguesa encerra dentro de si certos cânticos em polifonia, domínio onde é mais rica.
Sendo eles cantares do povo, são canções que nascem da necessidade que o homem simples
tem em fazer música, em ter música consigo nas mais variadas situações: o trabalho
agrícola (a monda, a sacha, a cantiga da azeitona), ainda a alusão amorosa, séria ou
ironicamente presente; na saudade, na região, no desprezo do citadino, no galanteio. De
tudo isto, relacionando a antropologia inerente, os Comvinha Tradicional retiram o sumo
para aproximá-lo aos dias em que vivemos, às nossas vidas e às nossas novas maneiras de
fazer música. É por isso que retomam velhos temas numa forma intimista, fazendo-os
atravessar a consciência urbana.
Ana Catarina: Voz, bombo | Bruno Cardoso: Voz,
cântaro, bodhran, bongós, d`rbuka, miudezas | Fernanda Fernandes: Concertina,
cavaquinho, viola | Sandra Neves: Viola Braguesa, bandolim | Ana Ulisses: Voz, bombo |
Miguel Oliveira: Flautas, gaita de foles, trancanholas | Ricardo Rocha: Guitarra,
concertina | Blandino Soares: Voz, bandolim, guitarra, adufe
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Sábado, dia 7, a partir das 21:30h
Zeca Medeiros (Açores / Portugal)
José Medeiros nasceu em Vila Franca do Campo
(Açores) em 1951.
Funcionário da RTP Açores desde 1976, realizou vários trabalhos televisivos, dos quais
podemos destacar a famosa série Xailes Negros(1986). Na Música tem feito
diversos trabalhos como autor, interprete e compositor. Em 1989 ganhou o prémio
Rádio Renascença para o melhor disco de Música Popular Portuguesa.
Zeca Medeiros: Voz e Guitarra acústica |
Paulo Borges: Piano | Sérgio Mestre: Guitarra acústica, flauta e voz | Gil Alves:
Flauta, Congas e voz | Bruno Martins: Contrabaixo | Mariana Abrunheiro: Voz
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Sábado, dia 7, a partir das 21:30h
Urbalia Rurana (Espanha)
e Maurizio Martinotti (Itália)
Estes dois grupos, embora de países diferentes, têm vindo a trabalhar conjuntamente a
cultura musical tradicional do Sul do Europa (Espanha e Itália).Territorios
Amables é o resultado deste trabalho comum. Urbalia Rurana e Maurizio Martinotti
souberam misturar com sensibilidade os seus repertórios de canções e melodias
populares. Este trabalho nasceu devido a uma boa relação pessoal e artística entre o
músico Italiano e o grupo Valenciano, dinamizador de eventos de música tradicional. Quem
ouvir os Territorios Amables sente uma natural ligação entre os repertórios
e os idiomas de ambos os países. Uma amável convivência entre territórios em que
homens e mulheres, com as suas canções, conseguiram tornar os seus trabalhos menos
enfadonhos.
Maurizio Martinotti: Guitarra, mandola e voz |
Toni Terregrossa: Guitarra, Guitarró, Buzuki e voz | Xavi FolK: contrabaixo | Jaume
Gosàlbez: Saxo soprano, dulzaina e voz | Bernat Pellicer: Bateria e outras percussões |
Carlos Sanchis - Acórdiom
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