Coimbra
Foles a abrir em Coimbra
Pascal Contet e Danças Ocultas ao vivo
Coimbra, Teatro Gil Vicente, dia 7 de Julho 2002,
21:45h
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .O Festival Internacional de Música de Coimbra
arranca com acordeão de Pascal Contet e as concertinas dos Danças Ocultas. No dia 7 de
Julho, abrem-se se os foles no Teatro Gil Vicente e está prometida a Magia deste
encontro.
Pascal Contet estudou principalmente na Alemanha e
na Dinamarca. Laureado com numerosos prémios por várias fundações (Menuhim, Cziffra,
Lavoisier, Daad), o Prémio Vocação da Fundação Marcel Bleustein (prémio entregue
pelo Presidente da República), recebido em 1989, ajuda-o a elaborar uma exposição sobre
a história do acordeão.
De volta a França em 1993, dedica-se à elaboração de um novo
repertório. O seu desejo de romper as fronteiras artísticas instiga-o a abordar as
músicas teatralizadas e improvisadas (Jaques Rebotier, Jean-Pierre Drouet, Andy Emler), a
integrar-se nas criações e nos trabalhos coreográficos (Loic Touzé, Cie Fattoumi
Lamoreux, atelier de improvisação com Suzan Buirge), a colaborar com os artistas
plásticos (Hatta Satoshi para o Festival do Gelo de Sapporo 99) ou a elaborar um
espectáculo com múltiplas facetas Lúmieres de LAccordéon
(Arsenal/Metz, Festival Sons dHiver) com o Quinteto A. Emler, Danças Ocultas.
Executa em primeira audição obras de Luciano Berio (Ópera Outis,
papel do músicopalhaço, Châtelet 1999), Claude Balif, Philippe Fénelon, Bernar
Cavanna e Jean Françaix que lhe dedicou o seu concerto para acordeão.
Pascal Contet apresentou-se no Trio Allers-Retours com a violinista
Noëmi Schindler e o violoncelista Christophe Roy. Forma um duo com a contrabaixista
Joëlle Léandre. Podemos também ouvi-lo com os percussionistas Jean-Pierre Drouet, Jean
Geoffroy, Christian Hamouy e a pianista Sae-Jung Kim.
Trabalhou sob a direcção de maestros como Pierre Boulez, Diego
Masson e Pascal Verrot e participa na actividade de agrupamentos franceses dedicados à
música contemporânea (Ensemble Intercontemporain, Ars Nova, 2E2M, Accroche-Note). É
frequentemente convidado pela Orquestra Filarmónica da Radio France e tocou como solista
com a Orquestra de Câmara de Lausanne, as Filarmónicas de Lorraine, Göttingen e de
Timisoara.
Esteve presente nos festivais e palcos da Europa, entre os quais a
Expo98 em Lisboa, Hannover Expo 2000, nos Estados Unidos e no Japão. As suas
digressões receberam o apoio da AFAA - Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O seu espírito aberto conduziu-o a um trabalho de pesquisa com o
Ircam (Banco de Dados que pode ser consultado no sítio da Internet Studio on
Line). Em Maio de 2000 recebeu pelo conjunto do seu trabalho o Prémio Mogens
Ellegard, outorgado pela Dinamarca.
Entre 2000 e 2002, paralelamente às representações da ópera de
Bernard Cavanna Raphael, reviens com o trio Allers-Retours, participa em
encontros originais, desenvolvendo colaborações com os coreógrafos nomeadamente com a
criação musical e interpretação cénica do espectáculo da Companhia
Fattoumi-Lamoureux Des Souffles de vie (Encomenda do Estado Francês para a
composição musical), irá aprofundar a sua aproximação aos compositores de hoje com a
preparação de um disco de repertório solo (Editora Plus Loin/Harmonia Mundi) e de um
recital com luzes Electrosolo para acordeão e electro-acústico (Serre,
Monnet, Frounberg, Nordheim).
Por seu lado, Danças Ocultas procura
desenvolver uma música nova para um instrumento velho. Apesar de algumas limitações
técnicas, a preocupação recai, sobretudo, nas potencialidades do instrumento.
Por outro lado, toda a família dos acordeões está associada a
solistas virtuosos; Danças Ocultas explora o seu lado expressivo e a emoção
colectiva. Em Portugal, as Danças Ocultas têm-se apresentado em diversos
Festivais de Música de vertente clássica, de vertente tradicional ou ainda de vertente
pop rock, como também em outros espectáculos.
Desde 1997 que percorrem os circuitos da chamada world
music em Espanha, Itália, França, Holanda, Bélgica, e Marrocos. Em Dezembro de
2001, a convite do coreógrafo Paulo Ribeiro, estrearam Tristes Europeus
Jouissez Sans Entraves. Este espectaculo é interpretado pela sua Companhia de
Dança e conta com a música ao vivo das Danças Ocultas.
Após dois CDs de originais editados em Portugal,
(Danças Ocultas, EMI-VC, 1996 e Ar, EMI-VC, 1998), foi editada
este ano a colectânea Travessa da Espera pela editora francesa
LEmpreinte Digitale, estando assegurada a distribuição mundial pela Harmonia
Mundi.