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Michel Giacometti

 


Lisboa
Acervo de Giacometti
Disponível ao Público

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A partir de Outubro, faz-se história no Museu Nacional de Etnologia. Agora, vai passar a ser possível consultar uma parte muito significativa do acervo de recolhas de Michel Giacometti, recentemente digitalizado e classificado.

O espólio de Michel Giacometti, constituído por bobines de fita magnética e outros documentos em suporte de papel - referentes às recolhas de Música Tradicional Portuguesa efectuadas entre 1959 e 1985 - foram adquiridas pela Secretaria de Estado da Cultura em 1985 e confiadas ao Museu Nacional de Etnologia em 1993, por se tratar da instituição que oferecia as melhores condições para a sua preservação.

Estes e outros registos apresentam as mais variadas recolhas feitas no terreno (com especial incidência no contexto português, africano e brasileiro) - consistindo nas memórias mais específicas até às edições comerciais. O Arquivo Sonoro, além de ser o depositário destes registos, procura ser também o local onde se analisam todos esses materiais. É nesta linha de investigação onde se inserem os conteúdos da actual base de dados do Museu de Etnologia.

O espólio de Giacometti contempla as regiões de Trás-os-Montes, Minho e Douro Litoral, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e, na classificação do próprio colector, Documentos Sociais e Políticos. A estas recolhas correspondem três conjuntos de bobines: 127 bobines, originais a 19 cm/s; 268 bobines, cópias a 38 cm/s e 133 bobines, cópias a 19 cm/s, os conjuntos foram designados respectivamente por "A", "B" e "C". Os fonogramas que agora disponibilizamos ao público foram digitalizados a partir do conjunto "B" (cópias a 38 cm/s); esta escolha tem presente três objectivos: a preservação dos originais, a qualidade do som e facto deste conjunto corresponder a uma cópia montada segundo indicação de Michel Giacometti, o que tornou a tarefa de corte e numeração de fonogramas mais eficiente.

Desde 1993 o espólio ficou guardado na Câmara de Frio do Museu, mas só em 1999 foi possível disponibilizar os meios humanos e logísticos necessários ao processo de digitalização. Os meios logísticos prendem-se com a aquisição de equipamento específico e os meios humanos contemplaram um protocolo de colaboração entre esta instituição e a Escola de Música do Conservatório Nacional, permitindo a supervisão técnica do Arquivo nos domínios da musicologia e da informática, bem como o acolhimento de estagiários em antropologia.

Juntamente com as bobines, o Museu de Etnologia recebeu um conjunto de fichas correspondendo à transcrição dos fonogramas e uma listagem relativa aos vários registos (título, género, data e código de local). Actualmente, algumas regiões oferecem uma informação mais sistematizada (Estremadura, Algarve, Trás-os-Montes e Minho e Douro Litoral) enquanto as restantes ainda estão em fase de sistematização - tarefa que continuará nos próximos tempos. Neste contexto, o museu lança inclusivamente o repto aos utilizadores, que possam contribuir, sobretudo no que respeita à descodificação de locais. Voltar ao Topo

 

 

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