Lisboa
Tora Tora Big Band
Devolver a música à dança
Lisboa, Galeria Zé dos
Bois, dia 27 de Novembro de 2003, 23h
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. .São doze músicos,
de várias nacionalidades, que se juntaram numa big band, sobretudo para darem a volta às
tradições e devolverem a música à dança. São os Tora Tora Big Band, que têm
praticamente pronto o disco de estreia e que vão estar na Zé dos Bois.
Os Tora Tora são 12 músicos que tocam música para dançar; uma
ideia que tem vindo progressivamente a desapareçer na música das muitas Big Bands e, de
certa forma, numa boa parte dos estilos modernos. Na verdade, nos dias de hoje, a maior
parte destas formações concentram-se sobretudo em fazer música tradicional, copiando
estilos esgotados e plenamente difundidos.
Por isso mesmo, os Tora Tora escolheram um outro caminho. Sobretudo
nos arranjos, podem ouvir-se estilos que hoje são possíveis dançar, ligando esta
sonoridade ao Jazz, à Música Popular e à Música do Mundo - com particular ênfase nos
ritmos africanos.
Tudo começa em 2000, quando o trompetista, arranjador e compositor
alemão Johannes Krieger decide estabelecer-se em Portugal e passar a viver exclusivamente
da música.
Nessa altura junta-se a Lars, um outro músico que também escolhe
Lisboa como destino, depois de concluir os seus estudos musicais na Holanda. Trabalham
juntos numa banda de animação, a "Orquestrinha da Pena". Dessas experiências,
surge então a ideia de formar uma Big Band para tocar música para dançar.
No período de convites a outros músicos, "descobrem" o
talento do baixista dos Terrakota, o italiano Francesco Valente. Um pouco mais tarde,
entra o Hugo Menezes, percussionista dos Cool Hipnoise e, no acaso de uma substituição
num concerto, convidam também "Júnior", cantor, percussionista, guitarrista
nos Terrakota. Composta a secção rítmica, faltava então procurar os melhores sopros.
Depois de algumas mudanças de formação na secção de sopros da
banda, chega-se finalmente a um naipe excelente: Primeiro, com o dinamarquês Claus
Nymark, que assume o trombone e muito do estilo jazz da banda. Logo de seguida, a partir
dos contactos de Claus, o grupo chega ao trompetista brasileiro Miguel Gonçalves, que com
a sua técnica brilhante - nomeadamente no registo agudo - responsável por elevar a
ambição e as perspectivas desta formação.
E assim foi-se compondo o colectivo Tora Tora, que conta também
com Peter Wetherill, trombonista americano, que chega a Portugal na mesma altura que Lars;
o brasileiro Guto Lucena, um excelente executante de todos os saxofones e também um bom
flautista; e finalmente o austríaco Timo Alexander - um grande talento no saxofone tenor
e clarinete baixo, que cumpre como ninguém a função de enriquecimento de todo o naipe
de sopros.