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Danças Ocultas
Imagem de P.J.N.Silva


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Programa

Dia 5, 22:00h
Kepa Junkera

Dia 9, 21:00h
Danças Ocultas *

Dia 11, 21:30h
Gonçalo Pescada

Dia 11, 22:45h
Duo Paris-Moscovo

Dia 12, 21:30h
João Frade Trio

Dia 12, 22:45h
Jean Louis Noton
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* Concerto no Instituto da Vinha e do Vinho

 

Torres Vedras
Acordeões do Mundo
1º Festival Internacional do Acordeão
Torres Vedras, Teatro Cine, de 5 a 12 de Novembro de 2004
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A Câmara Municipal de Torres Vedras organiza o 1º Festival Internacional de Acordeão, entre os dias 5 e 12 de Novembro, contando com nomes como Danças Ocultas, Kepa Junkera, Gonçalo Pescada, Duo Paris-Moscovo, João Frade Trio e Jean Louis Noton, entre outros.

À parte do facto de Kepa Junkera ser o promovido a cabeça de cartaz, a sua presença assídua no nosso país não deixará ofuscada a maior estrela deste programa: os Danças Ocultas - que juntam de forma surpreendente quatro concertinas em palco, em torno de um repertório onde afirmaram os princípios de uma gramática musical própria e a introdução de algumas inovações técnicas, como a construção de uma concertina - baixo.

Contudo outros valores, com outras linguagens, complementam a diversidade desta proposta da Câmara Municipal de Torres Vedras. Desde a presença de Jean Louis Noton, o inventor do "acordeão do futuro", o l'Odyssée, com 128 sons de acordeões e bandonéons. Também com Gonçalo Pescada, um virtuoso músico, formado no Conservatório Regional do Algarve. E ainda a presença do Duo Paris-Moscovo, realizando uma mistura de culturas com estéticas musicais para o acordeão bastante distintas.

O programa conta ainda com outras iniciativas, como o "Coreto do Acordeão", com concertos diários entre os dias 6 e 10 de Novembro e por onde irão passar nomes da Escola de Acordeões da Folgosa e ainda os acordeonista Sofia Henriques, Teresa Maurício e João Manuel Lourenço. Também praticamente durante todo o Festival vai haver tempo para uma oficina do Acordeão com Eugénio Ferreira. Para o público mais sénior, em jeito de matiné, no dia 7 de Novembro haverá o "Baile do Acordeão" com Rodrigo Maurício e José Claudio.

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Biografias

Kepa Junkera
Kepa Junkera nasceu, recorde-se, em Bilbau a 10 de Abril de 1965. Desde muito jovem mostrou grande interesse pelo acordeão diatónico, ao ponto de ter criado e desenvolvido um método pessoal de aprendizagem deste instrumento. Com 9 anos iniciou os seus estudos de solfejo e começou a tocar acordeão de teclado. Mais tarde descobre do som da “Trikitixa”, que o fascina, tornando-se aprendiz deste instrumento musical numa primeira fase e, mais tarde, mestre. O verdadeiro ponto de partida na carreira de Kepa Junkera deu-se quando integrou o grupo de danças “Beti Alai”. Foi a partir desse momento que começou a construir de forma realmente sólida o seu percurso musical, baseado no autodidactismo, na paixão, na ilusão e na vontade. O seu passo seguinte foi o início da colaboração com o grupo de “folk” por excelência do País Basco – “Oskorri”. Adquirida a experiência suficiente, Kepa Junkera começou a trilhar os seus próprios caminhos, tendo os seus primeiros trabalhos despertado grande polémica, nomeadamente nos ambientes ligados à suposta “tradição”. Kepa chegou a proclamar que a música seria igual à pintura, faria parte de um universo mais extenso, nascendo da mescla infinita de cores. Desde sempre Kepa compreendeu que o seu espírito absorve uma infinidade de ideias, culturas, ritmos e experiências, exteriorizando vivências, inspiração e genialidade em forma de notas musicais mágicas. Ao começar a navegar pelos seus próprios mares, Kepa tornou realidade um dos seus sonhos mas ansiados: gravar discos onde pudesse dar a conhecer as suas criações. Aos poucos edita 9 trabalhos, cria canções para eventos importantes, colabora com uma infinidade de músicos de todo o mundo e torna-se um nome de referência no panorama mundial da música. A Discografia de Kepa Junkera tem recebido muitos prémios, dos quais se destaca o “Grammy” que recentemente lhe foi atribuído em Los Angeles para o “melhor álbum de música folk”. Mas o prémio mais importante para Kepa é ter conseguido um lugar na cena musical actual que lhe permite continuar a conceber novas canções, ritmos e melodias que congregam diferentes culturas, raças, pessoas e países, graças à sua sensibilidade, força e ilusão. Kepa Junkera continua a enriquecer-se musical e pessoalmente a cada dia, a sua longa carreira profissional fê-lo acumular experiências que bailam dentro de um corpo que se torna "eléctrico" em cima de um palco.

Danças Ocultas
Artur Fernandes conjuntamente com Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel, têm desenvolvido, desde 1989, uma música instrumental interpretada somente por quatro concertinas. De início, o grupo apostava na reconversão de reportório erudito mas aos poucos começou a criar o seu próprio reportório. O Disco «Danças Ocultas» é o primeiro resultado desse trabalho, que se consubstancia em 11 temas originais tocados pela melancolia, mas incluíndo práticas originais como seja a utilização do sopro das concertinas para criar peças de grande fôlego rítmico... Além de apresentar uma nova música composta para concertina, o trabalho dos Danças Ocultas é também um movimento com pretensões pedagógicas e de divulgação de um instrumento inventado no final do século passado e que, em Portugal, tem sofrido vários desenvolvimentos conseguido, por vezes, ultrapassar a barreira do "popularucho". Em "Ar" - o segundo álbum do grupo, - o repertório adensou-se: há mais diversidade harmónica, rítmica e melódica, e o grupo adquiriu maior maturidade de execução, o que permitiu ir mais além... Uma experiência adquirida em três anos que mediaram estes dois trabalhos, onde o grupo Danças Ocultas viajou por Espanha, França, Bélgica, Marrocos; conheceu outros públicos, respondeu a diferentes desafios. "Pulsar" é então o título do novo registo discográfico do colectivo de concertinas de Águeda, que irá brevemente ver edição entre nós - embora a aposta seja, assumidamente, sobretudo o mercado Europeu.

Gonçalo Pescada
Gonçalo Pescada, músico oriundo do Algarve, trabalhou ao longo do seu percurso musical com nomes consagrados na área do acordeão como os professores Peter Soave, V. Semyonov, Friedrich Lips e Vladimir Zubitsky, tendo participado em vários concursos nacionais e internacionais. Realizou até à presente data vários recitais de acordeão a solo, bem como inúmeros concertos nas diversas formações de música de câmara que tem integrado. Gravou recentemente um CD a solo - “Intuição” - distribuído pela editora Strauss e editado pela Associação Música XXI, cujo reportório abrange a música clássica, jazz e world music. Foi professor no Conservatório Regional do Algarve e director pedagógico do Conservatório de Albufeira onde lecciona desde 1998. Leccionou também na Academia de Música e Dança do Fundão. É actualmente o único detentor do Curso Superior de Acordeão ministrado em Portugal.

Duo Paris Moscovo
O Duo “Paris-Moscovo” confronta, por seu lado, dois universos, duas culturas, duas técnicas, duas concepções da música, interpretadas pela burgonhesa Domi e o siberiano Roman. Não obstante cada um manter a sua própria identidade, a cumplicidade e a osmose destes dois músicos é perfeita, levando o público viajar através de diferentes épocas e estilos, entre “Paris e Moscovo”. Com o humor de Roman e o entusiasmo de Domi, estas viagens são sempre momentos de felicidade e de alegria partilhados. Domi e Roman convidam o público a partilhar as suas emoções e a sua paixão, a viajar entre dois mundos, duas culturas, tão afastadas e ao mesmo tempo tão próximas. De Paris a Moscovo, da Borgonha à Sibéria assiste-se à fusão de dois seres, de duas culturas, de duas músicas, de dois acordeões, que se contrastam e combinam criando um novo estilo. Voltar ao Topo

 

 

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