
Dazkarieh
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Programa
Dia 9 de Dezembro
22:45h RootsCaravan
00:30h Kulirimar
Dia 10 de Dezembro
22:45h
Galandum Galundaina
00:30h
MU
Dia 11 de Dezembro
22:45h
Koredjuga
00:30h Dazkarieh
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Porto
II Festival Etnias
As Músicas do Mundo dos portugueses
Porto, Espaço
Contagiarte, de 9 a 11 de Dezembro de 2004
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A 2ª edição do Festival Etnias decorre
entre os dias 9 e 11 de Dezembro, reunindo projectos musicais que se dedicam à mistura de
sons dos cinco continentes. Destaque para os Rootscaravan, Kulirimar, Galandum-Galundaina,
Mu, Koredjuga e Dazkarieh.
Ritmos diversificados e instrumentos musicais oriundos das mais diversas culturas do mundo
irão proporcionar ao público do Porto a celebração das músicas do mundo, através de
uma iniciativa da Acaro associação cultural de artes organizadas, promotora deste
evento e o Contagiarte espaço de sensibilização, formação e dinâmica
culturais.
O programa arranca no dia 9 com os recém formados portuenses Rootscaravan, fazendo
música sobre influência africana, aborígene, cubana, brasileira, entre outras. O
programa continua no mesmo dia com os Kulirimar, onde a tradição africana e a cultura
urbana se cruzam de uma forma intuitiva e original. No dia seguinte, dia 10, sobem ao
palco o grupo de Música Tradicional Mirandesa Galandum Galundaina, seguidos pelos MU,
dando vida a instrumentos e ritmos de várias latitudes, onde os sons se fundem numa
linguagem universal. O Último dia do festival, dia 11, arranca com os Koredjuga, um
projecto em torno da Percussão Africana (Mandingue) e o festival encerra com os
Dazkarieh, grupo que faz a fusão de vários estilos tradicionais do mundo, uns reais e
outros imaginados.
Dia 9 de Dezembro
22:45h
RootsCaravan
Com experiências e influências diversas na
área da música e dança, o grupo Rootscaravan formou-se em Abril de 2004. Residentes na
área do Porto, viajam pelo mundo, explorando as suas raízes artísticas, essencialmente
de inspiração étnica africana, aborígene, cubana, brasileira, entre outras
divulgando a cultura aborígene através do didgeridoo e entoando o Dreamtime da
sua mitologia. Sons como o cântico do pássaro Kookaburra, o ladrar do cão selvagem e o
caminhar do canguru australianos, são exemplos disso. Dedicam-se à revitalização de
temas e danças através da reinterpretação temática de diversas regiões do mundo,
trabalhando na uniformização de melodias com ritmos variados, para a reciprocidade entre
músicos e ouvintes com base na renovação da tradição. Pretendendo quebrar barreiras
da unicultura e combinar as diferentes culturas étnicas, sem deixar de assumir as
influências contemporâneas da sociedade actual (Drumn Bass, Funk
), os
Rootscaravan têm como objectivos comunicar, envolver e divertir ao mesmo tempo que tentam
sensibilizar o público para as questões sócio-ambientais da sociedade actual. Dos
vários mestres com os quais constantemente formam a sua especialização técnica e
artística na área étnica, saliente-se o percussionista uruguaio Nico Arnicho e o
africano Aledjo Sane. Dos vários espectáculos apresentados pelos Rootscaravan
saliente-se a participação no Festival Andanças 2004.
Elementos: Cação: Percussão | Renato:
Didgeridoo | Tito: Percussão | Eva Azevedo: Dança
00:30h
Kulirimar
Das ruas corre um som, espreita um ritmo e de
longe, das terras quentes e secas, chega até nós a música dos Kulirimar onde a
tradição africana e a cultura urbana se cruzam de uma forma intuitiva e original. Os
Kulirimar surgem como uma banda actual, em que a música africana é o princípio e não o
fim, ou seja, parte-se de uma paixão que desafie a criatividade para se chegar além dos
limites de um mundo convencional. Sem fronteiras e barreiras este é um projecto
multicultural onde se definem novos sons e novas atitudes. A música do mundo tem um
espaço na cena musical portuguesa e de certo os Kulirimar fazem parte dela.
Elementos: Maria João: Voz | Nelson: Balafon
e voz | Kula: Baixo | Paulo: Guitarra | Gueladjo Sane: Djambé e Congas | Carlos Câmara:
Percussões | Hugo Fontaínhas: Bateria
Dia 10 de Dezembro
22:45h
Galandum Galundaina
Em 1996
nasce o Grupo de Música Tradicional Mirandesa Galandum Galundaina, e a associação
cultural com o mesmo nome, com o objectivo de recolher, investigar e divulgar o
património musical, as danças e língua das Terras de Miranda. Este grupo faz a
ligação entre a antiga geração de músicos e a geração mais jovem, assegurando a
continuidade da rica tradição musical desta terra que durante anos correu o risco de se
perder. Os elementos do grupo nasceram e cresceram nas Terras de Miranda (Fonte de Aldeia
e Sendim) onde adquiriram conhecimento directo da música que interpretam através do
ambiente familiar e do convívio com os velhos gaiteiros e da consulta de velhas
gravações. A par desta vivência tradicional, todos os elementos têm formação
académica na área da música. Os instrumentos usados são réplicas de outros muito
antigos, mantendo o aspecto e a sonoridade dos mesmos. Os trajes com que o grupo se
apresenta são de confecção manual e tradicional.
Elementos: Paulo Preto: Voz, gaita de
foles mirandesa, sanfona, flauta pastoril e tamboril | Paulo Meirinhos: Voz, bombo, gaita
de foles galega, percussões tradicionais | Manuel Meirinhos: Voz, percussões
tradicionais, flauta pastoril e tamboril | Alexandre Meirinhos: Voz, caixa de guerra,
percussões tradicionais
00:30h
MU
Os MU, juntam-se para dar vida a instrumentos
e ritmos de várias latitudes, onde os sons se fundem numa linguagem universal.
Os Mu, músicos oriundos de várias formações musicais, dão vida a sons do mundo com
instrumentos tradicionais como o didgeridoo australiano, a tabla indiana, o violino, o
acordeão e a viola darco europeus. Desde que nasceram, há um ano a esta parte, os
Muu já participaram em vários festivais de projecção nacional como o Andanças, o
Trebilhadouro, o Granitos Folk e recentemente foram seleccionados para a final do concurso
Arribas Folk Sendim, Terras de Miranda.
Elementos: Osga: didgeridoo, percussões,
cordofone, flauta | Nuno: tabla, percussões | Diana Azevedo: violino, voz | Sophie
Kalizs: acordeão, voz | Amy Merrill: Viola darco
Dia 11 de Dezembro
22:45h
Koredjuga
Um grupo de jovens de influências variadas,
congrega-se em torno de um estilo musical comum a todos eles, a Percussão Africana
(Mandingue). Sem interesse de se tornar num grupo de espectáculo, o grupo que tocava até
então por pura diversão, começou a ser convidado para fazer apresentações em locais
pequenos como escolas, festas privadas e festivais de menor projecção mediática. Nasce
assim a vontade de começar a criar algo musicalmente mais sólido.
O nome Koredjuga , surge através de um ritmo, cujo significado quer dizer
palhaços, ou seja, aqueles que animam a festa. Segundo a tradição, os
koredjugas animavam festas tocando em casamentos, baptizados, e rituais de cultura
Mandingue. Os Koredjuga têm como base armilar a música a música como expressão de
arte. O grupo baseia-se na interpretaçãoi e criação de reportórios tradicionais
africanos, mas também aborda outras culturas e gostos musicais, aliando as influências
que cada elemento aporta para o enriquecimento do grupo.
Elementos: Carlos Alberto Lima: Dunduns,
Djembé | Guilherme Bem-Sassy: Dunduns, Djembé | Nuno Direitinho: Djembé, Balafon, Tama,
Gloche, Dyabara | Tânia Lopes: Dununs, Djembé | Vasco Marques: Dununs, Djembé |
Francisco Ariztía: Djembé, Dununs | Sara Montano: Dununs, Djembé
00:30h
Dazkarieh
Dazkarieh é um projecto musical que,
utilizando instrumentos músicais das mais diversas culturas, procura uma linguagem nova
na diversidade de ritmos, timbres e melodias. Constituído por elementos com formação
diferenciada, o grupo pretende, na fusão dos seus diversos imaginários, a criação de
um espectáculo musical diferente, capaz de despertar vivências e sentimentos no interior
de cada um. Vocacionado, essencialmente, para actuações ao vivo, Dazkarieh propõe-nos
em cada espectáculo, uma viagem através de um mundo cheio de cores e emoções.
Explorando um vasto leque de instrumentos acústicos (dos sopros irlandeses e
galaico-portugueses, às quentes percussões africanas, passando pelas cordas
mediterrânicas...) e cruzando melodias e harmonias eruditas e exóticas com o forte
pulsar das percussões, o espectáculo Dazkarieh permite-nos viver momentos e ambientes do
mais puro intimismo conjugados com outros, fortemente ritmados, de efusiva e contagiante
alegria. Ao longo deste último ano têm vindo a actuar um pouco por todo o país, tendo
realizado dezenas de concertos e participado em festivais. Em cinco anos de existência os
Dazkarieh já realizaram 69 concertos.
Vasco Ribeiro Casais: Bouzouki, flautas e
gaita de foles | Ricardo Gouveia: Guitarra Clássica e baixo electrónico | Helena
Madeira: Voz e Percussão | Luís Paulo: Percussão | Paula Pestana: Violino | Pedro Roxo:
Contrabaixo, tablas e shruti box 
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