Loulé
FestivalMed
O mediterrâneo e outros sítios
Loulé, de 29 de Junho a 3 de Julho de 2005
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Site oficial: www.festivalmed.com.pt
O FestivalMed é uma organização da Câmara
Municipal de Loulé e consiste num evento dedicado às músicas e à cultura
mediterrânica - sem esquecer também outras sonoridades e outras paragens geográficas.
De 29 de Junho a 3 de Julho.
De acordo com a organização, o objectivo para a edição deste
ano do FestivalMed é a sua afirmação como um dos melhores do género em Portugal
através de um "crescimento sustentado, que coloque o FestivalMed como um dos
acontecimentos culturais imperdíveis no nosso país". O programa deste ano é forte
e aposta em algumas estreias e outros tantos regressos.
Temos
para oferecer vários bilhetes para assistir a um dos espectáculos do FestivalMed. Para
concorrer basta preencher o formulário abaixo. Participe!
Nome
e-mail
Concerto/Artista
Importante: Ao
escolher uma data/local, por favor note que só serão considerados os concorrentes que
participem até
3 dias antes do respectivo concerto. Os vencedores serão
notificados com pelo menos 48 horas de
antecedência da respectiva data.
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No dia 29 de Junho actua Tom Zé (Brasil): Um dos mais
geniais compositores brasileiros, que agora regressa a Portugal para apresentar o seu novo
disco. Nesta noite, está prometido muito experimentalismo, irreverência, ternura e
provocação.
No dia 30 de Junho é a vez de Tomatito (Espanha): um dos mais
prestigiados artistas de flamenco, fazendo-se acompanhar-se por Músicos de grande nível.
O dia 1 de Julho conta com a presença dos Terrakota (Portugal),
uma das mais populares e bem sucedidas bandas portuguesas da nova geração. Após o
segundo disco, os Terrakota alcançaram definitivamente o aplauso unânime do público e
da crítica enquanto caminham serenamente para uma carreira internacional. Depois actuam
os Macaco (Espanha), originários de Barcelona, mas com elementos oriundos das mais
diversas proveniências, Macaco representa uma notável mescla de rumba, com funk, hip
hop, flamenco e rock. Tudo isto cabe no caldeirão de Dani Monoloco, fundador dos Ojos de
Brujo e um dos mais respeitados músicos e produtores da nova geração musical espanhola.
O dia 2 de Julho é preenchido pelos Spaccanapoli (Itália) - um
colectivo napolitano que transporta as raízes musicais do sul da Itália para uma
roupagem moderna e fusionista. Servidos por executantes brilhantes, os Spaccanapoli são
sobretudo poderosos ao vivo.
Depois dos italianos os Gaiteiros de Lisboa (Portugal): a mais
respeitada e aclamada banda portuguesa da área das músicas tradicionais.
O último dia do festival, 3 de Julho, leva até ao palco de Loulé
A Naifa (Portugal), um projecto liderado por João Aguardela (ex-Sitiados) e Luís
Varatojo (ex-Despe&Siga) e que tem procurado mesclar a sonoridade tipicamente
portuguesa, ligada ao fado e à guitarra portuguesa, com elementos musicais mais recentes,
nomeadamente na área da electrónica. O seu disco de estreia foi uma pedrada no charco em
2004 e foi considerado um dos melhores do ano pela crítica nacional.
Depois, seguem-lhes os Lo´Jo (França): Uma das bandas mais
respeitadas no circuito europeu da world music. Os Lo´Jo cruzam música francesa, com
música do norte de África de influência magrebina. Regressam a Portugal depois de uma
passagem brilhante no Festival Cantigas do Maio durante a década de 90.
Dia 29 de Junho Tom Zé Tom Zé é o som da
terra, o som da poesia em estado bruto, o som de um tropicalismo que ainda não sabe falar
e que por isso balbucia as suas vontades sem qualquer filtro de linguagem. É, ao mesmo
tempo, o domínio das regras e o simples desconhecimento das mesmas, É uma canção do
Nordeste brasileiro, vinda da vereda, pouco convencional, teatral, em que a palavra tem um
peso tal que o próprio Tom obriga a banda a repetir certas partes com uma redução no
volume para que o valor dos versos não se perca no ar. E vai tecendo uma narrativa para
ligar tematicamente todos os temas, desde lógicas sacadas à pirâmide de Maslow
(hierarquização das necessidades) até fazer suceder a " Companheiro Bush ",
"Urgente Pela Paz", para garantir que será a última a vencedora do duelo. Tom
Zé é MPB, com música contemporânea, rock dissonante, melodias pop e uma visão de tal
forma desligada de tudo o resto que se quer engolir repetidamente e ficar a digerir horas
a fio.
Dia 30 de Junho Tomatito Tomatito é um
guitarrista sólido, portentoso e generoso. Tomatito entra sozinho em palco, com a
descontracção e altivez dos ciganos, e arranca com um espectáculo vibrante e de grande
virtuosismo. A mão direita de Tomatito devia ser clonada,... afirmam
os fãs. O Flamenco é sobretudo ritmo e Tomatito, embora versado em harmonias complexas e
melodias inspiradas, sabe tratar a guitarra como um instrumento de percussão. Os
guitarristas de flamenco conseguem atingir uma popularidade internacional que está vedada
aos cantores, mas no flamenco o guitarrista é apenas o acompanhador, mesmo tendo em conta
que o diálogo que se estabelece entre ambos é mais complexo do que, por exemplo, no
fado. Tomatito é um músico discreto, minimal até, mas que nos transmite uma energia
muito própria.
Dia 01 de Julho Terrakota Da Terrakota germina
uma música orgânica enraizada na África Negra, que bebe sonoridades do Sahara, das
Caraíbas, das Índias, do Ocidente, e cresce sob o sol jamaicano. Travessias, viagens
internas e externas sem princípio nem fim, sem identidade e sem passaporte... Estudos,
assimilação, confronto, encontro de fontes e raízes interligadas entre si e o
planeta... Síntese, fusão, energia, paixão, alegria, ritmos que misturam culturas,
línguas e instrumentos em direcção aos chakras da simplicidade e bem estar... Ouvir,
reproduzir, reinventar, recriar, tocar, dançar, cantar, denunciar, despertar
consciências para o estado do Mundo em que vivemos por opção ou por obrigação...
Três anos resumidos no sabor destas palavras ao som da música dos Terrakota nos muitos
concertos feitos em grandes festivais, em aldeias remotas, em Terras de Portugal, Espanha,
França e Itália... Terrakota é festa, calor, sonho, cor, ritmo e amor. A partir da
espontaneidade de cada um, este grupo de "cozinheiros de melodias" faz magia,
brinca com a mistura de sons, ritmos e culturas deste planeta... Cada música uma viagem,
cada viagem uma música... Alcançar e fazer despertar ideias e vibrações positivas em
cada ouvinte é um dos objectivos mais presente nos espectáculos desta família... Uma
transmissão de energias sem idades, idiomas ou estilos definidos, de fronteiras abertas e
vistos caducados. As principais fontes de inspiração do grupo continuam a ser as mesmas:
o feedback positivo crescente dos públicos que vão descobrindo e/ou acompanhando o seu
som e o constante interesse por novas culturas e valores tanto musicais como humanos. A
partir dai, os Terrakota cozinham os seus temas, brincando com a mistura de sons, ritmos e
culturas deste planeta...cada música, uma viagem....cada viagem, uma música.
Dia 1 de Julho Macaco Natural de Mezcla,
começou a pôr em marcha o seu projecto em 1997 na sua cidade natal, baseado num diálogo
multicultural através de palavras, sons, aromas e cores. Tendo já editado 3 álbuns,
Macaco, teceu um novo objectivo, conectar o antigo com o moderno através de uma viajem
alucinante de ida e volta pelo espaço e tempo. Esta transformação poderia ter ocorrido
em qualquer metrópole mundial, mas acabou por acontecer em Barcelona, mais concretamente
no el barrio del Poble Nou, num local chamado La Lola. Foi neste
bairro que começou a fluir as suas ideias, num vendaval de canções repartidas em todos
os seus CD´S que alimentaram um todo conceptual sem fissuras. Depois de fundar a sua
própria editora El Murmullo e o seu próprio selo discográfico Mundo Zurdo,
é mais uma prova do seu estilo independente e único. Macaco tem se tornado um projecto
internacional, com um espectáculo único.
Dia 2 de Julho Spaccanapoli Do grupo operário
Italiano "E Zezi" nascido em torno das fábricas de automotoras do subúrbio de
Nápoles em 1974, surgiu a banda Spaccanapoli (o nome vem de uma estrada antiga e popular
de Nápoles). Um grupo neo-tradicional que utiliza uma variedade de instrumentos
tradicionais desenvolvendo uma música que tem raiz no passado, mas que representa algo da
realidade de hoje. Sempre acompanhados de danças folclóricas, já se apresentaram em
grandes festivais como o Womad Festival.
Dia 2 de Julho Gaiteiros de Lisboa O Grupo formou-se em
1991, sendo actualmente composto por Carlos Guerreiro, José Manuel David, José
Salgueiro, Paulo Marinho, Pedro Casaes, Rui Vaz, músicos que têm feito o seu percurso em
torno da música popular/tradicional, com participações em projectos musicais de outros
grupos e autores consagrados no âmbito da Música Tradicional, do Rock, do Jazz, da
Música Clássica e da Música Antiga, tais como José Afonso, Sérgio Godinho, Vitorino,
Amélia Muge, Carlos Barretto, Rui Veloso, Sétima Legião ou Adufe. A marca distintiva
dos Gaiteiros é a constante busca de novas sonoridades, a inovação e a criatividade
aplicadas à construção de instrumentos concebidos pelo próprio Grupo (Túbaros de
Orpheu, Orgaz, Cabeçadecompressorofone, Clarinete acabaçado e Serafina). O som dos
Gaiteiros, para além de respeitar a tradição popular, distingue-se pela sua atitude
experimentalista permanente.
Dia 3 de Julho Naifa Criado em Janeiro do
ano passado depois do fim dos Linha da Frente por Luís Varatojo (ex-Peste & Sida e
Despe e Siga, aqui numa surpreendente incursão pela guitarra portuguesa) e João
Aguardela (ex-Sitiados e mentor do projecto Megafone, no baixo), o projecto A Naifa
integrou mais tarde a fadista Maria Antónia Mendes (voz) e Vasco Vaz (bateria). É este o
quarteto que dá vida a «Canções Subterrâneas», um disco que reúne letras de jovens
poetas portugueses e no qual o fado é reinventado, tendo por base o rock, a pop, a folk
(aqui duplamente vivida), o reggae e a música electrónica. Explora sons que a crítica
coloca entre o fado e o experimentalismo electrónico, sobre palavras dos melhores poetas
nacionais da actualidade. O primeiro álbum do agrupamento, "Canções
Subterrâneas", foi considerado pelo semanário especializado "Blitz" um
dos três melhores discos da música portuguesa em 2004, prestando aquele trabalho
tributo, nas letras das suas canções, a alguns dos mais destacados poetas lusos da nova
geração, casos de José Luís Peixoto, José Mário Silva, Tiago Gomes e Adília Lopes.
Os "A Naifa" exploram o território da poesia portuguesa, "temperando-a com
a estética musical urbana e contemporânea característica do seu labor", não se
conformando com "a clonização de modelos estrangeiros como forma de vida, e menos
ainda com a cristalização a que muitos querem forçar as chamadas músicas
tradicionais".
Dia 3 de Julho Lo'Jo Com origens nas
actuações de rua, forma de arte tão popular em França há mais de 18 anos, este
sexteto desenvolveu um som muito unificado, reflectindo a sua cultura comunal. Os seus
desempenhos incorporam as influências diversas dos Tuaregs, nomeadamente tambores,
violino de cigano e sulco caraíba. A sua música é verdadeiramente tradicional, num
contexto moderno. Os instrumentos incluem piano, harmônio, saxofone soprano, baixo,
tambores, violino, acordeão e djembe, entre outros. Geralmente as tournés dos LO'JO são
realizadas com o grupo Tuareg do Mali, Tinariwen.