
Katia Guerreiro
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Lisboa
Katia Guerreiro
Fado Maior no São Luiz
Lisboa, Teatro S. Luiz, dias 9 e 10 de Dezembro de 2005,
21:30h
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Com uma agenda internacional recheada de concertos, a fadista Katia
Guerreiro reservou duas datas para a capital portuguesa. Nos dias 9 e 10 de Dezembro, o
Fado Maior sobe ao palco do São Luiz, em Lisboa. Dois espectáculos a não perder.
Nasceu na África do Sul mas cedo foi viver para os Açores. Já em Lisboa, formou-se em
Medicina que exerce, em Évora e deu início a uma carreira musical que
passou pela banda Charruas, da qual era vocalista. O fado agarrou-a quase por caso, quando
uma certa noite entrou numa casa de fados e foi convidada a cantar. Katia Guerreiro
impressionou a plateia e daí em diante nunca mais prescindiu da chamada canção de
Lisboa.
O seu primeiro álbum, Fado Maior, viria a ser publicado em 2001, através da
editora independente Ocarina, o que não impediu que conquistasse uma galardão de prata
por vendas superiores a dez mil cópias. A crítica também aclamou a sua estreia
discográfica, que no ano seguinte viria a ser nomeada para o Prémio José Afonso, mas o
êxito de Katia Guerreiro passou lá para fora tendo Fado Maior sido publicado
na Coreia e no Japão e conhecido posteriormente uma edição internacional generalizada
pela editora francesa LEmpreinte Digitale.
Sucedem-se então os seus concertos em França, M cos, Itália, Bélgica, Esp nha, Coreia,
Japão, Estados Unidos da América, Áustria, Turquia, Noruega, Inglaterra, Suécia, País
de Gales, Polónia, Tunísia, Brasil, Bulgária e Rússia em que apresenta a sua própria
versão d canção urbana de Lisboa marcada pela simplicidade e eficácia na transmissão
dos sentimentos que lhe são próprios. Como nos casos mais bem sucedidos, o fado, na voz
de Katia Guerreiro, não se perde em conceitos, definições ou histórias laterais,
viajando naturalmente através da sua voz límpida.
Quando, em 2003, Katia Guerreiro publicou o álbum Nas Mãos do Fado, o seu
nome e prestígio eram já reconhecidos de forma quase unânime, sendo considerada uma das
principais protagonistas da nova geração de fadistas surgidas no século XXI. Algumas
das suas gravações passaram a ser incluídas em colectâneas que celebravam uma nova
época de ouro do fado, caso da Nova Biografia do Fado ou Fado Um
Tesouro Português, fazendo também parte do alinhamento do disco, ainda por editar,
que comemora o 25º aniversário da publicação de Um homem na cidade, de
Carlos do Carmo, onde interpreta a Balada para uma Velhinha. A esse propósito
referiu em entrevista ao PÚBLICO que esse é um tema muito bonito, por onde passa
muita sensibilidade. O poema é fantástico a transmitir a tristeza que encontramos
estampada no olhar dos velhos que vemos nas ruas. Não caí na tentação de fazer uma
versão muito diferente. A diferença da minha interpretação começa logo no facto de
ser uma mulher e não um homem a cantar. Quanto à parte instrumental, na versão do
Carlos está lá uma guitarra clássica enquanto eu sou acompanhada por uma guitarra
portuguesa, o que não deixa de ser revelador da forma respeitadora e ao mesmo tempo
genuína e inovadora com que Katia Guerreiro aborda o fado. Fonte:
O Fado do Público (Jornal Publico)  |