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Como adquirir este CD

Este disco pode ser adquirido através da Associação Música XXI, sediada em Faro. O site da Associação pode ser encontrado aqui: http://musicaxxi.outrasmusicas.com
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Apresentação
Gonçalo Pescada: Intuição
Um acordeão conteporâneo
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Do clássico ao popular, passando por Bach e Astor Piazzolla, o Acordeão de Gonçalo Pescada percorre todos os estilos, fruindo uma intuição própria para a música de todos os géneros, interpretada num acordeão ousado, contemporâneo e eclético.

É precisamente com o grande mestre do tango conteporêneo, Astor Piazzolla, que Gonçalo Pescada abre este seu registo de estreia a solo - interpretando "Revirado", uma peça da linhagem do novo tango, outrora controverso, de um dos maiores mestres do fole, de todos os tempos.

"Fuga XVII" é o segundo tema do disco, de Joan Sebastian Bach - onde o acordeão de Gonçalo Pescada constrói uma visão contrapontística a 4 vozes, jogando precisamente com as entradas e saídas, ao jeito da tradição coral.

"Passos" de Viktor Vlassov é, de seguida, servido em tom de Jazz e numa versão improvisada sobre um baixo que se repete. E logo a seguir, "Garota de Ipanema", de Tom Jobim, é mostrada numa versão densa e fazendo vislumbrar uma garota alternativa e de porte.

"Paraphrase" marca o regresso à loucura contemporânea russa, um tema do mesmo Viktor Vlassov, que permite a Gonçalo Pescada uma interpretação virtuosa, profunda e com um certo carácter orquestral. Sem perder o seu estilo denso, o tema seguinte - "Shoking Valse", de Claude Thomain - deambula entre a graciosidade de outros tempos e uma certa visão livre, jazzística, contemporânea e alternativa deste acordeão endiabrado.

Nas mãos de Gonçalo Pescada, a peça que se segue - "Astúrias", de Isac Aléniz - faz também lembrar a ambiência de um concerto de Órgão de Tubos. Tendo sido originalmente escrita para piano e tendo também ganho espaço na guitarra clássica - o tema aparece aqui numa outra dimensão, transformando as mesmas paisagem musicais espanholas, descritas na peça original.

Logo de seguida, surge o divertido tema "Cowboy", que nos coloca no meio de cenários do Oeste Americano, um tema curiosamente escrito pelo russo Vyacheslav Chernikov, retratando uma américa em tom de banda sonora de filme mudo - ambiente, de resto, bem recriado na interpretação de Gonçalo Pescada.

Em contraste com toda euforia, "Aria - Suite Nº 3", de Bach, retoma o tom solene e versátil do acordeão, neste caso, colocando-nos dentro de uma versão "realejo" da obra de Bach - resultando, por isso mesmo, numa interpretação brilhante.

O tema "Song for Joss", executado com todas as influências do Jazz, da Bossa Nova e do Baião, apresenta-nos um Gonçalo Pescada num novo patamar de liberdade interpretativa, mostrando a sua versatilidade rítmica, aliada à leveza das nuvens da melodia de Richard Galliano.

De regresso à aventura das transformações, Gonçalo Pescada recorre, no tema seguinte, a uma Sonata escrita originalmente para Cravo - de Domenico Scarlatti (Sonata em Mi Menor) - eliminando todas as dúvidas sobre a forma como um acordeão pode, de forma abrangente, criar muitas das sensações da música escrita para vários instrumentos.

O potencial de Gonçalo Pescada vai então ganhando novas dimensões através dos temas "Fugitivo" de Joaquim Raposo e o grande "Libertango" de Astor Piazzolla. O autor português - Joaquim Raposo - faz parte de uma nova geração de compositores portugueses de acordeão - que neste exemplo busca na música de cariz popular a raiz de uma diversão rítmica assoladora. Por outro lado, o tema de Astor Piazola, que fora originalmente escrito para vários instrumentos num contexto de música de cãmara - aqui mantém toda a sua forma, tocada a duas mãos, endiabradas.

O disco fecha com dois temas de colorações bem diferentes. Enquanto "Divertimento", de André Astler, nos remete para os ambientes dos Cabarets parisienses, o derradeiro tema do disco é uma belíssima interpretação do "Verão" de António Vivaldi, uma peça escrita para orquestra e onde Gonçalo Pescada aplica uma curiosa técnica de articulação do fole ("Bellow Shake") para ilustrar o papel do arco nos instrumentos de cordas.

Gonçalo Pescada estreia-se a solo com um trabalho a atravessar estilos e repertórios, colocando ao centro toda a versatilidade do músico e do instrumento - na interpretação de repertórios e de múltiplas sensasões.   Voltar ao Topo

 

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