At-Tambur.com - Músicas do Mundo

Como anunciar aqui?

Outros Sons

Canais: Principal | At-Tambur | Notícias | Curtas! | Recolhas | Instrumentos | Dança | Outros Sons | Internet | Grupos Musicais | Agenda

Principal > Outros Sons > Portugal > Crítica

A Viagem dos Sons

As permutas musicais resultantes das Viagens dos Portugueses a partir do Século XV, reunidas numa colecção editada pela Tradisom.
tradisom.gif (3594 bytes) "As viagens protagonizadas pelos portugueses que a partir do século XV se aventuram na procura de outros mares e de outras terras, definem-se também pelos processos de permuta onde a música, nem sempre da forma mais transparente, ocupou um espaço privilegiado. É neste quadro que se desenvolve o conceito central desta colecção, procurando ilustrar sonoridades que resultam do transplante de estruturas e de expressões associadas à música, para as quais o papel dos portugueses, durante o período designado por  “Descobrimentos”, foi decisivo.
Mas, mais emocionante do que procurar vestígios da música portuguesa nas músicas do planeta pretende-se acima de tudo rever de que forma os contextos e as pessoas que adoptaram as músicas  levadas pelos portugueses, ou através deles, devolvem à história novas sonoridades expressivas, que entretanto adquiriram autonomia e vitalidade, gerando outros universos sonoros. É aqui que a viagem dos sons conhece o seu maior encanto e significado". Voltar ao Topo

A Colecção Viagem dos Sons

No Site da Tradisom poderá encontrar algumas amostras em "RealAudio" dos discos aqui descritos.

S01goa.gif (23015 bytes)

GOA  
GAVANA 

Este disco contém um livreto (concani, português e inglês) de 120 páginas a cores, de que é autora a Dr.a Susana Sardo da Universidade de Aveiro - Portugal

“... desvenda-nos o fascínio da viagem e testemunha a possibilidade que a música tem de acompanhar as pessoas e de sobreviver a elas. Goa oferece-nos de facto um magnífico exemplo dessas viagens seculares e da adopção e adaptação de códigos musicais que mantiveram a vitalidade suficiente para serem hoje autónomos e permanecerem em constante recriação.” Voltar ao Topo

.
S02sri_lanka.gif (22896 bytes)

SRI LANKA  
CANTIGAS DO CEILÃO  

Este disco contém um livreto (crioulo, português e inglês) de 86 páginas a cores, de que é autor o Professor David Keneth Jackson, da Universidade de Yale - Estados Unidos da América

“...A história cultural do crioulo português no Ceilão rivaliza com a sua evolução linguística pelo papel que esta desempenhou na transformação de uma sociedade caracterizada por uma grande fluidez linguística e racial. Os descendentes miscigenados dos portugueses começaram a ser conhecidos pelo termo "Burghers" durante o período holandês, mas já nesse tempo eram considerados racial e economicamente inferiores e apelidados popularmente de "mec’nicos" ou “micos”. Falavam o crioulo português que se espalhou pela ilha a partir das comunidades de mestiços africanos e euro-asiáticos que serviam nas fortalezas em começos do século XVII.” Voltar ao Topo

.
S03sri_lanka2.gif (23683 bytes)

SRI LANKA  
BAILA CEILÃO CAFRINHA!  

Este disco contém um livreto (crioulo, português e inglês) de 46 páginas a cores, de que é autor o Professor David Keneth Jackson, da Universidade de Yale - Estados Unidos da América

“....Culturalmente, embora mantendo o que os distingue como grupo, a comunidade Burgher assimilou-se em larga medida á cultura de origem. O grupo é marcadamente endogímico e funciona como se fosse uma casta; casamentos entre primos são tradicionalmente muito bem vistos; a identidade do grupo é dada pela indumentária, certas comidas, costumes associados ao casamento, e, evidentemente, a língua. A esta lista poderíamos acrescentar as cantigas crioulas portuguesas cuja música, poesia, e danças sintetizam e reforçam a identidade do grupo.” Voltar ao Topo

.
S04damao_dui.gif (23893 bytes)

DAMÃO,DIU, COCHIM E KORLAI  
DESTA BARRA FORA

Este disco contém um livreto (crioulo, português e inglês) de 46 páginas a cores, de que é autor o Professor David Keneth Jackson, da Universidade de Yale - Estados Unidos da América

“...Com base em livros e estudos de linguistas, historiadores e viajantes do século passado, recuperámos exemplos vivos da tradição, entre as comunidades costeiras mais isoladas ou abandonadas, que incluem versos e canções crioulos indo-portugueses.  A música neste CD invoca a literatura e a tradição oral da época das viagens.” Voltar ao Topo

.
S05malaca.gif (21223 bytes)

MALACA  
KANTIGA DI PADRI SA CHANG

Este disco contém um livreto (kristang, português e inglês) de 142 páginas a cores, de que é autora a Dr.a Margaret Sarkissian, do Smith College - Estados Unidos da América

“...O universo musical do Bairro Português de Malaca pode ser dividido em duas grandes categorias: música desempenhada por grupos formalmente organizados, designada genericamente por “Dança Portuguesa” e dirigida, especialmente, a audiências exteriores ao Bairro, e a música desempenhada pelos residentes do Bairro, em contextos menos formais, para consumo interno, a “música doméstica”. Não deixa de ser curioso que o repertório português importado, cuja contribuição foi fundamental para que os residentes do Bairro Português de Malaca alcançassem um estatuto de auto-respeito e de reconhecimento nacional, tenha justamente adquirido esse estatuto á custa de antigas, mais concretamente híbridas, tradições domésticas malaio-portuguesas...” Voltar ao Topo

.
S06sumatra.gif (22989 bytes)

SUMATRA  
KRONCONG MORITSKO

Este disco contém um livreto (português e inglês) de 90 páginas a cores, de que é autora a Dr.a Margaret Kartomi, da Universidade de Monash - Austrália

“...As viagens dos portugueses promoveram, na Indonésia, o contacto entre diferentes culturas tais como a portuguesa, a malaia, a javanesa, a indiana, a africana, a holandesa e outros estilos locais. A contribuição portuguesa - incluindo sentimentos e atitudes estéticas, instrumentos e ritmos musicais, e o conceito localmente adaptado de sugestão harmónica - fez desenvolver na Indonésia novas formas de expressão musical que há muito se tornaram independentes e autónomas e que hoje definem parcialmente a identidade musical daquele país...” Voltar ao Topo

.
S07macau.gif (22545 bytes)

MACAU  
FALA VAI FALA VEM

Este disco contém um livreto (patois, português e inglês) de 116 páginas a cores, de que é autor o Dr. Carlos Piteira - Portugal

“...Ao ouvir este CD viajará por certo em torno de sonoridades algo peculiares e particulares que não nos deixarão de remeter para Macau naquilo que ela ainda detém da esfera da influência lusófona, até porque hoje Macau está já praticamente aglutinada pela força estrondosa da cultura chinesa que nela prolifera. Resta-nos apenas procurar alguns traços que ainda vincam essa secular presença e fazê-la evidenciar neste e noutros contextos para que a História dela não se esqueça.” Voltar ao Topo

.
S08timor.gif (22037 bytes)

TIMOR  
TATA-HATEKE BA DOC

Este disco contém um livreto (tetum, português e inglês) de 130 páginas a cores, de que é autora a Dr.a Louise Byrne Kartomi, da Universidade de Northampton- Austrália

“...Uma das mais claras manifestações da influência portuguesa em Timor pode ser testemunhada na música. Neste disco, algumas exemplos musicais são de arquivo, outros são retirados de cassetes que outrora fizeram sucesso mas que hoje se encontram já desgastadas, outras ainda foram especialmente gravadas para esta edição e incluem novas composições e pequenos apontamentos orais do quotidiano timorense.” Voltar ao Topo

.
S09mocambique.gif (22805 bytes)

MOÇAMBIQUE  
MAKWAYELA

Este disco contém um livreto (português e inglês) de 72 páginas a cores, de que é autor o Dr. João Soeiro de Carvalho, da Universidade Nova de Lisboa - Portugal
 
"....A makwayela é um modo expressivo que desempenhou um importante papel no universo da cultura do Sul de Moçambique. Inclui o canto, a dança, a literatura oral e o trajo elaborado. Trata-se de um modo desempenhado por grupos de homens (embora excepcionalmente as mulheres também possam participar) que se apresentam nos bairros de Maputo e nas pequenas localidades do Sul. Os textos da makwayela revelam um carácter socialmente integrativo, e estão cheios de pequenas parábolas e alegorias.." Voltar ao Topo

.
S10s_tome.gif (22592 bytes)

SÃO TOMÉ  
TCHILOLI

Este disco contém um livreto (português e inglês) de 54 páginas a cores, de que é autora a Dr.a  Rosa Clara Neves, da Escola Superior de Educação de Setúbal - Portugal

“...Tradicionalmente o Tchiloli é apresentado na componente profana das muitas festas religiosas que se comemoram em São Tomé; Á semelhança do que acontece em Portugal, grande parte da componente musical destas festas não está relacionada com a celebração religiosa. No entanto, no São Tomé contemporâneo, o Tchiloli ganhou novos espaços, como sejam as ocasiões oficiais, a rádio, a televisão e as apresentações no estrangeiro...” Voltar ao Topo

.
S11cabo_verde.gif (22489 bytes)

CABO VERDE  
DEZ GRANZIN DI TERA

Este disco contém um livreto (crioulo, português e ingles) de 94 páginas a cores, de que é autor o Dr. Jorge Castro Ribeiro, da Universidade Nova de Lisboa - Portugal

“...A maior parte da música tocada e ouvida pelos caboverdianos inclui os géneros tradicionais que se desenvolveram no arquipélago ao longo da história e que são fortes componentes na definição da cultura dos caboverdianos. São géneros musicais em cuja génese estiveram, naturalmente, elementos europeus e africanos. Os géneros musicais tradicionais mais divulgados, que são hoje cultivados com enorme vigor, incluem: a morna,  a coladeira, o  batuque e o funáná...” Voltar ao Topo

.
S12brasil.gif (21634 bytes)

BRASIL  
CAVALO MARINHO DA PARAÍBA

Este disco contém um livreto (português e inglês) de 124 páginas a cores, de que é autor o Professor Samuel Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil

“... A chegada dos colonos portugueses marcou o início da progressiva ocidentalização dos costumes, da economia e do uso do espaço, submetendo política e culturalmente as populações de substracto indígena e africano. Acompanhando a desintegração das identidades subalternas, estabeleceu-se o predomínio de valores como a língua portuguesa, o catolicismo e a economia de mercado, embora permaneçam visíveis até hoje resíduos significativos das culturas indígenas e africanas no linguajar, nos costumes e nas práticas religiosas regionais.” Voltar ao Topo

Informação retirada a partir do Site da Tradisom

Sobre a Editora

tradisomlogo.gif (2776 bytes) A TRADISOM é uma pequena editora independente sediada em Vila Verde, Portugal. A música, como fenómeno de penetração cultural, espalhou ao longo dos séculos as suas raízes e influenciou de formas diversas a cultura dos povos. Por outro lado, a experiência recolhida do contacto com esses povos permitiu, de certo modo, uma mais fácil compreensão das suas tradições, fornecendo elementos novos para os músicos.

A TRADISOM foi criada para captar e divulgar a presença e as influências espalhadas pelos portugueses no Mundo através da música. Com as suas edições tentará mostrar essas formas distintas de mútuo relacionamento musical, tendo como critério fundamental a preservação de certas formas de expressão autênticas, com a preocupação permanente de fazer acompanhar as gravações de detalhadas explicações de carácter científico. Voltar ao Topo

 

Canais: At-Tambur | Notícias | Curtas! | Recolhas | Instrumentos | Dança | Outros Sons | Internet | Grupos Musicais | Agenda

Newsletter | Fórum | Chat | Pesquisas | Contactos | Publicidade | Quem somos

.....................................................